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Semanário - Director: Luís Almeida

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Águas do Coura inspiradoras dos Waterboys

Já os Waterboys se encontravam em palco, e ainda centenas de pessoas se apinhavam junto à entrada do recinto, tentando apressadamente aceder a ele, pois a grande atracção da última noite do Festival não se podia desperdiçar.

Foi o dia com mais espectadores (rondando os 10.000), culminando a série de concertos com os exóticos Blasted Mechanism, uma banda portuguesa "transfigurada" pelos adereços utilizados e correspondendo dessa forma à música rock alternativa produzida.

Bombino, o tuareg do deserto, abriu a série de seis actuações dessa noite, confirmando ter sido uma boa aposta, a merecer, talvez, outro alinhamento.

Tinderstick tiveram o "ingrato" papel de comparecerem em palco após o frenético final dos Waterboys (já se desesperava, pela demora em reviver alguns dos seus maiores êxitos).

O violinista oriundo do "inferno" - como o apresentou o vocalista Mike Scott - acrescentava o pequeno (grande) toque rítmico adequado ao frenesim com que os músicos britânicos e norte-americanos que formam os Waterboys se apresentaram em Vilar de Mouros.

As reportagens (incluindo um filme) que o C@2000 apresentará mais desenvolvidamente na edição do próximo dia 3 de Setembro, confirmará o sucesso deste (eterno) retorno do Woodstock português, renascido das cinzas, após navegar num mar de hostilidades, incertezas e dificuldades desde 2007.

A sua continuidade está assegurada e carimbada por um público de todas as idades que acreditou neste novo projecto liderado pela Câmara de Caminha e Junta de Vilar de Mouros.

Fotoreportagem Óscar Miranda

Actualização : 15h - 28 Ago 16

Segundo dia mantém ritmo de ambiente festivaleiro

Aqui não há pressas, nem filas, para tudo. Tudo decorre a um ritmo calmo, em que as pessoas apenas pretendem desfrutar do ambiente e divertirem-se.

Esta era a definição de alguns festivaleiros espanhóis, encantados com o que vieram descobrir em Vilar de Mouros.

Assim decorreu o segundo dia de festival, com os Echo & The Bunnymen a revelarem uma segurança baseada na experiência de largas décadas (estiveram em Vilar de Mouros em 82, ainda muito jovens então) e improvisando um dos ícones da música rock de sempre ("Walk On The Wild Side", do recém-desaparecido Lou Reed) e um David Fonseca inspirado, interactivo com o público que lhe abriu alas, e que evocou e interpretou (homenageando) um dos maiores compositores portugueses (António Variações).

Os demais grupos contribuíram para estabilizar uma noite de verão serena, reforçando a ideia de que 2017 poderá representar um salto qualitativo importante na (re)afirmação do decano dos festivais nacionais.

Conta-se para hoje com uma noite de encerramento do Festival em apoteose, com as actuações dos Water Boys, Tindersticks, Blasted Mechanism, Tiago Bettencourt entre outros grupos.

Fotoreportagem Óscar Miranda

(Actualização: 13H30 - 27 Ago 16)

Festival de Vilar de Mouros fixa público

Vilar de Mouros é uma lenda dos festivais de música a nível europeu.

É como quem anda de bicicleta. Quem aprendeu, nunca esquece.

Fieis seguidores (novos e menos jovens) regressaram às margens do rio Coura, escutando as bandas da sua preferência.

O Festival de Vilar de Mouros iniciado ontem ao final da tarde, comprovou que o evento tem pernas para andar, assim o queiram organizadores a autarcas, como se comprovou nesta reedição de 2016.

O número de espectadores terá ultrapassado as expectativas, e quanto aos concertos, houve para todos os gostos, com os Happy Mondays e Peter Murphy a destacarem-se. António Zambujo deveria ter actuado antes deles e não encerrar a noite. A lua já ia alta, muitos tinham de trabalhar no dia seguinte, e o ritmo abrandou depois do "gótico" Murphy se ter retirado de cena. Murphy, da sua elevada estatura e voz forte, terá deliciado os fans. Uma voz que se assemelhava a David Bowie.

Na noites desta Sexta-feira e, principalmente, amanhã, o Largo de Chousas deverá revelar de novo a notoriedade de Vilar de Mouros e a sua capacidade para atrair público.

António Barge, se estivesse hoje na sua aldeia-natal, teria ficaria deliciado com a capacidade de regeneração do (seu) evento renascido, após nove anos de ausência (ou quase ausência) escusada.

O espírito de Vilar de Mouros está de volta.

Fotoreportagem Óscar Miranda

(Actualização: 16H30 - 26 Ago 16)


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