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AJHLAM

Poesia na Casa dos Jornalistas

Na próxima sexta-feira, dia 19 de Fevereiro, pelas 21h30, a sede da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Alto Minho - Casa de João Velho - sita ao Largo Instituto Histórico do Minho, em Viana do Castelo, abrirá uma vez mais as portas ao público e seus Associados para uma sessão de apresentação da mais recente obra do poeta José Torres Gomes, especialmente vindo de Esposende para esse efeito.

O autor, portador de doença degenerativa, estreia-se em Viana com "A Inquietude do Silêncio", seis anos após a publicação de "Os Ossos Também Falam" (2010), a que se seguiu o livro "Nunca Mais de Vi" (2011) e, posteriormente, o volume "Gente sem Governo" (2013).

Apoiado nesta senda pela ACAPO - Associação de Apoio a Cegos e Amblíopes -, que lhe "trouxe novas esperanças na realização do seu sonho", José Torres Gomes concretizou uma formação para a aprendizagem do software de leitura de textos digitais, passando então a escrever regularmente ao computador, uma vez a sua doença já não lhe permitir escrever pelo seu próprio punho.

A Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Alto Minho - AJHLAM - realizou no passado Sábado, dia 07 de Março, mais uma Assembleia-Geral Ordinária, na sua sede - Casa de João Velho, em Viana do Castelo - num momento quee confirmou o projecto que se encontrava a ser levado a cabo pela sua Direcção e que foi reeleita para mais um biénio (2015/2017).

Agora sob o lema "ABRIR", a lista de Alexandre Carlos Marta, que preside à Direcção, foi empossada por unanimidade com João Gonçalves da Costa a manter-se na Mesa da Assembleia-Geral e Gualter Bacelar como presidente do Conselho Fiscal. Pela primeira vez foram distinguidas personalidades com a categoria de "Sócios Honorários", à luz do novo Regulamento Interno feito aprovar em 2014.

O início da reunião magma começou na igreja da Sagrada da Família, à Abelheira, em Viana do Castelo, pelas 10h00, para uma Celebração da Palavra com oração de "laudes" em memória dos sócios e sócias falecidos, proferida pelo pároco de N.ª Sr.ª de Fátima, Artur Rodrigues Coutinho, também ele associado da AJHLAM, que lembrou os jornalistas assim como todos aqueles e aquelas que fazem da palavra a sua actividade, da necessidade de a utilizar em benefício da verdade em prol de todos.

Seguiu-se a Assembleia-Geral, onde foi discutido e aprovado o Relatório do Exercício de 2014, e cujos pontos mais importantes foram a aprovação do Regulamento Eleitoral, a declaração de Início de Actividade junto das Finanças Públicas, a perda do gozo efectivo da plenitude de direitos por parte dos inscritos no ficheiro de associados que não cumpriram as suas quotizações ao longo de dois anos consecutivos, as propostas para Sócios Honorários e a eleição dos novos Corpos Sociais.

Segundo elementos da Direcção, a aprovação do Regulamento Eleitoral seguiu-se à implementação do novo Regulamento Interno no ano passado e a que se seguirá o projecto de Regulamento Disciplinar, "assim se concluindo o tríptico regulamentar que deve emanar dos Estatutos de qualquer associação que se arrogue como tal".

Sobre a perda de direitos de muitos associados o presidente, Alexandre Carlos Marta, disse tratar-se "de uma situação sempre difícil mas comum à vida das associações", sendo que "a AJHLAM não consegue continuar a suportar os custos administrativos do expediente geral de tantos que há tanto tempo deixaram de contribuir para o esforço financeiro da associação e esqueceram as suas obrigações colocando-se à margem da vida associativa". No entanto, adiantou, tratou-se de "um aspecto que mereceu a unanimidade de opiniões entre quem cá está", acrescentando ainda que "com o novo Regulamento Interno permitimos adiar a desvinculação dos menos interessados pelo prazo de mais um ano, que nesse tempo poderão ainda manter a sua antiguidade mediante comunicação, pagamento das quotas atrasadas e o emolumento previsto".

Pela sua antiguidade e serviços prestados à AJHLAM em quase 33 anos vida, foram elevados à categoria de Sócios Honorários Monsenhor José Reis Ribeiro, a poetisa Maria da Conceição Campos e o escritor Carlindo Vieira; a estes nomes juntou-se o de Amaro da Silva Rosa, um não sócio, por beneficência.

Em termos de projectos imediatos, fica das intenções da Direcção agora empossada prosseguir a limpeza do ficheiro de sócios, procurar conseguir um horário de abertura da sede e fazer aprovar o Regulamento Disciplinar, estando desde já agendada a apresentação de um livro ainda neste mês de Março. Ficaram os Órgãos Sociais elencados da seguinte forma:

Mesa da Assembleia-Geral: Presidente - João Gonçalves da Costa; Secretário - Vítor Manuel dos Santos Diegues; Vogal - Mário Gaspar Leite de Barros Pinto; Suplente - José Pereira da Cunha.

Direcção: Presidente - Alexandre Carlos Pinheiro Victorino Marta; Vice-presidente - Gracelinda do Souto Coelho; Tesoureiro - Porfírio Pereira da Silva; Secretário - Inês de Macedo Victorino Marta; Vogal - Nereides Martins Meira; Suplente - Artur Rodrigues Coutinho.

Conselho Fiscal: Presidente - Gualter de Carvalho Venâncio Bacelar; Vogal - Maria Adelaide Gonçalves Graça; Relator - Rosa do Carmo Torres Vieira; Suplente - Alberto Antunes Abreu.

Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Alto Minho


CIM assinou no dia 11, PDCT "Alto Minho 2020" mas apelando ao primeiro-ministro para corrigir o retrocesso histórico que representa o "Portugal 2020" para a descentralização em Portugal

Na sequência da deliberação do Conselho Intermunicipal da reunião de 2 de fevereiro de 2016, a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) assinou nas instalações da CCDR-N, no Porto, o Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial (PDCT) do Alto Minho.

Este pacto será assinado com as autoridades de gestão dos vários programas operacionais financiadores, nomeadamente, o Norte 2020 (Programa Operacional Regional do Norte), o PO SEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos), o PO ISE (Programa Operacional Inclusão Social e Emprego) e o PDR (Programa de Desenvolvimento Rural do Continente 2014-2020), permitindo disponibilizar um apoio comunitário a investimentos no território na ordem dos 59,3 milhões de euros.

A tomada de posição da CIM Alto Minho do passado dia 2 de fevereiro foi no sentido de dar sequência à proposta de aprovação do PDCT "Alto Minho 2020", considerando a necessidade de não penalizar ainda mais a população do Alto Minho, nomeadamente, com as consequências adicionais que poderiam decorrer do adiamento ou inviabilização de investimentos previstos na proposta de PDCT que são fundamentais para se começar, desde já, a promover a adequada prossecução dos principais objetivos e metas da estratégia "Alto Minho 2020" (por exemplo, nos domínios dos equipamentos escolares, da eficiência energética e das infraestruturas de apoio ao desenvolvimento rural).

Não obstante, a CIM Alto Minho mantém o essencial da sua posição no que se refere ao retrocesso histórico que o presente exercício de contratualização dos PDCT 2015-2020 representa para o processo de descentralização territorial de políticas públicas ao nível intermunicipal, e no que concerne à discordância em relação ao modelo de negociação e à metodologia de repartição intermunicipal adotadas pelo PO "Norte 2020".

A CIM Alto Minho criticou ainda a forma centralista e tecnocrática como este processo de contratualização com as entidades intermunicipais tem vindo a ser gerido desde o início, com critérios de afetação financeira que, além de definidos apenas após a entrega dos PDCT, não tiveram em consideração nem o mérito das propostas, nem, em larga medida, o indicador chave da convergência adotado pela Comissão Europeia (PIB /Capita). Por outro lado, a CIM Alto Minho entendeu também que, no caso de tipologias como os Contratos Emprego Inserção, a contratualização com as entidades intermunicipais corre o risco de funcionar como mera "barriga de aluguer" de políticas pré-determinadas de âmbito exclusivamente setorial, uma vez que o IEFP será o beneficiário único e a margem de autonomia de decisão das autarquias neste âmbito será praticamente nula.

Independentemente da assinatura do seu PDCT, a CIM Alto Minho assumiu o compromisso de desenvolver todas as iniciativas ao seu alcance para que as autoridades regionais, nacionais e europeias, venham a corrigir a situação decorrente do processo de negociação, fazendo-o, como sempre, com base na qualidade das suas propostas, devidamente enquadradas numa estratégia de desenvolvimento territorial - a EIDT "Alto Minho 2020" - que mereceu a pontuação máxima de mérito ao nível nacional.

Para esse efeito, a CIM Alto Minho apelou ao primeiro-ministro para iniciar com urgência um processo de reprogramação do "Portugal 2020" coerente com os objetivos de descentralização territorial do atual Governo, contribuindo, desta forma, quer para desatar os múltiplos nós cegos criados pelos tecnocratas nacionais e regionais, quer para ajustar as respetivas metas e programação financeira às necessidades e potencialidades concretas e específicas de cada território e não às efabulações de um Portugal virtual.

CIM Alto Minho


UNIMINHO canalizará relações dos Municípios transfronteiriços com Gas Fenosa sobre barragem da Frieira

Pretende-se assinar um acordo de colaboração para que a elétrica facilite dados da sua atividade em tempo real e apoie a realização de estudos sobre o ecossistema do Minho.

Representantes da associação luso-galaica reuniram-se com diretores da secção hidroelétrica, que deram a conhecer in loco a barragem.

A UNIMINHO - Associação Transfronteiriça do Vale do Minho vai canalizar as relações deste território transfronteiriço com a empresa Gás Natural Fenosa para os assuntos relacionados com a barragem de Frieira. Pretende-se assinar um acordo de parceria para que a elétrica forneça, de forma periódica, dados diretamente ao organismo galaico-português e apoie a realização de estudos sobre o ecossistema do Minho que é afetado pela sua atividade. A finalidade é abrir uma via de comunicação direta para resolver os problemas que possam apresentar e que preocupam as autarquias locais e associações ambientais.

Até à data, a Gas Natural Fenosa não mantinha nenhum tipo de contacto bilateral com os concelhos de Crescente, Arbo, As Neves, Salvaterra, Tui, Tomiño, O Rosal e A Guarda pela parte espanhola e Melgaço, Monção, Valença, Vila Nova de Cerveira e Caminha pela parte portuguesa. Aquela empresa não transmitia informações sobre mudanças de volume nem tão pouco de outras incidências próprias da atuação da barragem no caudal do rio. Assumindo o papel de intermediário, a UNIMINHO poderá agilizar a resolução de dúvidas municipais e possíveis contratempos devido à existência de uma 'linha direta' de contacto.

Graças a este acordo, existe ainda a possibilidade da empresa elétrica colaborar na realização de estudos sobre o ecossistema do rio Minho para assim minimizar os potenciais riscos. De facto, em várias ocasiões, as associações de pescadores têm solicitado aos municípios e às demais autoridades competentes na matéria a elaboração de pesquisas por possíveis ameaças ao meio.

Visita à barragem

O princípio de acordo para esta parceria futura entre UNIMINHO e a Gas Natural Fenosa ficou estabelecido durante o encontro realizado esta quarta-feira, 03 de fevereiro, tendo a direção da UNIMINHO sido representada pelos autarcas de Melgaço e de Vila Nova de Cerveira, Manoel Batista e Fernando Nogueira, e pelo deputado de Cooperação Transfronteiriça da Deputação de Pontevedra, Uxío Benítez.

Esta reunião serviu para os representantes da associação luso-galaica conhecerem a barragem e os trabalhos de gestão para a manutenção das condições ambientais exigidas pelas administrações. Neste sentido, os diretores da secção hidroelétrica daquela companhia confirmaram que o regime de funcionamento de Frieira e Frieira CE (caudal ecológico) cumpre as condicionantes ambientais que regem as instalações.

A barragem de Frieira tinha, até há alguns anos, um 'teleférico' para que os salmões e demais espécies pudessem subir o rio. Também se projetou outra estrutura que não foi aceite pela Junta de Galiza e que se tornou um capturadeiro em que chegam a recolher até uma tonelada de enguia por cada temporada de pesca, segundo os dados da Gás Natural Fenosa.

Nas próximas semanas, representantes de UNIMINHO e da Gas Natural Fenosa vão realizar novos encontros para concretizar e traduzir o acordo de cooperação.

UNIMINHO


10º CAM RALI FESTIVAL: CLÁUDIO ORNELAS COM RESULTADO SATISFATÓRIO

Cláudio Ornelas e Miguel Castro estiveram este fim de semana na 10ª edição do CAM Rali Festival. A convite da equipa Recirosa Competições, a dupla de Viana do Castelo utilizou um Renault Clio Williams na prova bracarense tendo o desempenho sido bastante motivador.

Embora durante o dia de treinos alguns ligeiros problemas mecânicos, aliados às péssimas condições climatéricas condicionassem o andamento, já no dia de prova o andamento da dupla permitia que o Renault Clio se colocasse constantemente no top 20 da classificação geral entre as quase cinco dezenas de participantes.

Com o piso a apresentar bastante humidade e alguma lama em alguns pontos do traçado, o risco de se cometer algum erro era grande e, se na primeira e segunda classificativas da prova tudo correu bem, já na pec 3 Cláudio Ornelas não evitava dois piões consecutivos que levavam a dupla a perder bastante tempo, caíndo alguns lugares.

O piloto de Vila Praia de Ancora explica que "na classificativa número 3, a partida é feita na parte mais rápida do circuito e tem logo duas curvas complicadas. O problema é que neste ponto os pneus não têm tempo para aquecer e a traseira escorregou repentinamente sendo impossível de controlar o carro."

Ainda assim a dupla mantinha-se motivada principalmente pelo bom andamento que estava a mostrar e na derradeira pec tudo voltava a sair perfeito com o tempo mais baixo efectuado ao longo de todo o fim de semana.

Na classificação geral, Cláudio Ornelas e Miguel Castro concluíram o rali na 25ª posição tendo ainda sido os vencedores da Divisão 5.3.

"Não podemos deixar de agradecer aos nossos patrocinadores, mas em especial, os agradecimentos vão para a A.Pereira Competições pela preciosa ajuda que nos deram, bem como à Recirosa Competições pela oportunidade de participar com o Clio", resume o piloto.

Miguel Castro


Lampreia é rainha à mesa das Pousadas de Portugal do Norte do País

De 15 a 28 de Fevereiro, os restaurantes das Pousadas de Portugal da região Norte oferecem uma experiência gastronómica imperdível, um roteiro para degustar a iguaria cuja época agora se inicia, a Lampreia.

Durante uma quinzena, os restaurantes das Pousadas Mosteiro de Guimarães, Mosteiro de Amares, Gerês-Caniçada, Viana e Pousada da Ria apresentam um menu especial composto pelas mais variadas receitas deste ex-líbris da melhor tradição da cozinha Portuguesa.

Escabeche de lampreia, Empadinhas de lampreia, Lampreia à Bordalesa ou o típico Arroz de Lampreia, são algumas das propostas gastronómicas que poderão ser degustadas pelos amantes de Lampreia nas Pousadas de Portugal do Norte do país.

Esta iniciativa está inserida no calendário gastronómico das Pousadas de Portugal que pretendem, através da sua rede de restaurantes - a maior rede de restaurantes regionais do país -, dar a conhecer e a provar o melhor da gastronomia das várias regiões onde estão inseridas, em cenários idílicos carregados de história, como castelos, palácios, mosteiros e conventos.


Edições C@2000
Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000/Afrontamento
Apoiado pela Fundação EDP

Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora

Autor: Joaquim Vasconcelos
Edição: C@2000


Memórias da Serra d'Arga
Autor: Domingos Cerejeira
Edição: C@2000

Outras Edições Regionais