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Direcção da Casa de Repouso do Bom Jesus dos Mareantes responde a ex-tesoureiro

"Na sequência da entrevista concedida pelo Sr. Secundino Barreiros ao Jornal "O Caminhense", publicado no passado dia 05 de Fevereiro de 2016, intitulada "EX-TESOUREIRO DA CASA DE REPOUSO DOS MAREANTES QUEBRA SILÊNCIO E EXPLICA AS RAZÕES DA SUA DEMISSÃO", vem a DIRECÇÃO DA CASA DE REPOUSO DA CONFRARIA DO BOM JESUS DOS MAREANTES, dar a sua RESPOSTA, por considerar o teor daquela entrevista claramente ofensiva e caluniosa, pondo em causa o bom nome, a credibilidade e a integridade da direcção da Casa de Repouso, seus funcionários, e a imagem e prestígio da própria Instituição:

O Sr. Secundino Barreiros foi dirigente do órgão directivo da Casa de Repouso da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes, ocupando o cargo de tesoureiro, desde o dia 12.02.2014, data da tomada de posse dos corpos gerentes eleitos e ininterruptamente até 13.11.2015, data da sua demissão.

Durante esse período de tempo em que, conjuntamente com os demais elementos da direcção, ocupou funções na Casa de Repouso da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes, o Sr. Secundino Barreiros esteve presente em todas as reuniões ordinárias e extraordinárias da direcção, participando na discussão dos pontos que compunham a ordem de trabalhos e votando sempre favoravelmente todas as deliberações que foram objecto de discussão, votação e aprovação. Em tempo e circunstância alguma, durante o cargo que ocupou na Instituição, o Sr. Secundino Barreiros manifestou um sentido de voto contrário, nunca tendo votado contra ou sequer se abstido nas deliberações aprovadas. Por tal razão, dizer-se, como o diz o Sr. Secundino Barreiros, na sua entrevista, que não estava disposto a "pactuar" com alegadas situações prejudiciais para a instituição, os utentes e os funcionários, é no mínimo hilariante, pois que, foi o próprio Sr. Secundino Barreiros quem, em cada momento, votou sempre favoravelmente, todas as medidas respeitantes à Instituição, aos utentes e aos funcionários, estando essas mesmas deliberações, que o mesmo aprovou, devidamente documentadas em actas próprias e devidamente assinadas pelo Sr. Secundino Barreiros.

Mas os lapsos de memória doSr. Secundino Barreiros não se ficam por aqui.

Refere o Sr. Secundino Barreiros que, a sua demissão, se ficou a dever, de igual modo, à aprovação do novo Estatuto da Instituição.

Previamente se esclarece que, a revisão do Estatuto da Casa de Repouso ficou a dever-se a uma exigência legal, por efeito da publicação do DL nº 172- A/2014, de 14 de Novembro, que veio alterar o regime das IPSS, tendo criado uma forma nova de IPSS, e impondo a obrigação de adequação do Estatuto a essa nova lei, sob pena de perderem a qualificação como IPSS e o respectivo registo cancelado. Ademais, acrescenta-se que, sendo a Casa de Repouso uma IPSS, de matriz canónica, as directrizes para o novo Estatuto foram traçadas na Conferência Episcopal Portuguesa, reunida em Assembleia Plenária Ordinária em Fátima, que aprovou o modelo de Estatuto a seguir por todos os Centros Sociais Paroquiais e demais Instituições canónicas, como a Casa de Repouso.

O Sr. Secundino Barreiros, como membro directivo da Instituição, participou sempre em todas as reuniões da direcção, e desta com órgão do Conselho Fiscal e com a Confraria do Bom Jesus dos Mareantes, agendadas para se discutir e aquilatar a proposta do novo Estatuto da Casa de Repouso, cujas alterações estatutárias previstas, não apenas foram do agrado do Sr. Secundino Barreiros, como inclusive, as votou favoravelmente, aprovando o modelo do novo Estatuto, sem qualquer reserva.

E tanto assim o é que, em Assembleia Geral da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes, realizada no dia 26 Setembro de 2015, o Sr. Secundino Barreiros esteve presente nessa Assembleia, como irmão da Confraria, tendo defendido perante toda a Assembleia de irmãos, o mérito do novo Estatuto da Casa de Repouso, votando-o favoravelmente e aprovando-o. E, mais uma vez, relembramos o Sr. Secundino Barreiros que, tudo isso se encontra documentado em acta daquela Assembleia e gravado, para memória presente e futura, para se colmatar eventuais estados amnésicos que possam surgir.

Importa, por isso, notar a ligeireza do Sr. Secundino Barreiros ao referir-se à sua demissão como uma decorrência da aprovação do novo Estatuto, quando o mesmo votou favoravelmente a sua aprovação e, além do mais, vem com uma demissão dois meses depois da consumação daquele facto, em que o mesmo foi interveniente activo.

Aponta o Sr. Secundino Barreiros, na sua entrevista, outra razão para a sua demissão: o desleixo no tratamento dos utentes da Casa de Repouso.

Esclarecer o Sr. Secundino Barreiros que, a Casa de Repouso, é uma das principais Instituições, ao nível do distrito de Viana do Castelo, que tem vindo a ser reconhecida, por Entidades Públicas e Privadas, pela sua capacidade de reposta na valência da terceira idade e no apoio a outros segmentos populacionais carenciados, e pela excelência do serviço e cuidados que presta aos seus utentes, fruto das decisões acertadas e de investimentos vários, por parte da direcção da Casa de Repouso.

Neste âmbito, e para esclarecer o Sr. Secundino Barreiros, a Casa de Repouso possui, entre outros profissionais qualificados, um animador que, diariamente, interage com os utentes, promovendo junto dos mesmos, actividades tendentes à valorização e integração daquele segmento mais desprotegido, que são os nossos idosos, conferindo-lhes um ambiente familiar, no qual os nossos utentes se sentem acompanhados, acarinhados e valorizados pela sua experiência de vida.

Para além disso, proporciona-se aos nossos utentes a resolução de necessidades básicas pessoais, terapêuticas e sócio-culturais, através das equipas multidisciplinares e pessoal qualificado para o efeito, que a Casa de Repouso possui. Tudo isto com o objectivo de resgastar a participação activa dos nossos idosos, promovendo uma interacção e uma convivência social positiva.

É, por isso, no mínimo jocoso, a referência feita pelo Sr. Secundino Barreiros, ao intitular-se como o único membro da direcção que se preocupava em falar com os utentes e acarinha-los, quando é certo que, o Sr. Secundino Barreiros habitualmente se deslocava à Instituição, em horário tardio, a partir das 23h00, já quando os utentes estavam recolhidos nos seus quartos e a descansar, há já largas horas ou então, de forma esporádica, durante 10-15m, após o almoço. E, uma vez mais, recordamos o Sr. Secundino Barreiros que, tudo isto, é passível de comprovação através dos registos do sistema biométrico, que a Casa de Repouso possui.

Portanto, perguntamos ao Sr. Secundino Barreiros em que período de tempo lograva o mesmo acarinhar os 75 utentes da Casa de Repouso? Se quando estavam a dormir ou nas visitas fugazes que fazia à Instituição? Deixemo-nos de demagogias.

Depois, na sua longa entrevista, para além da referenciada falta de afectos, o Sr. Secundino Barreiros referencia uma questão interessante: a da alimentação.

Esclarecer o Sr. Secundino Barreiros que, a Casa de Repouso serve diariamente 240 refeições, o que corresponde a 7200 refeições/mês, acrescidos dos pequenos - almoços, lanches e ceias.

Sempre foi apanágio da Casa de Repouso adquirir os produtos de melhor qualidade para os seus utentes, e assim o continuará a ser, com os quais são confeccionadas as refeições, por funcionárias qualificadas, na sua maioria já com largos anos de casa, que merecem publicamente o nosso respeito, não apenas pelo trabalho que vêm desenvolvendo, em ordem a aperfeiçoar e melhorar o serviço que prestam para a Instituição e para os seus utentes, mas de igual modo, pelo empenho, dedicação e contributos que sempre demonstraram, para com a Instituição, seus utentes e familiares, nos diversos eventos realizados na Casa de Repouso. Referimos, a título de exemplo, o jantar de Natal dos idosos com as suas famílias e a Mesa de Páscoa.

A alusão feita pelo Sr. Secundino Barreiros é, no mínimo, insultuoso para quem, como essas funcionárias, demostram, sempre e em cada momento, total dedicação pela Instituição e seus utentes.

Estabelecer o paralelo que, a alimentação que é servida não é boa qualidade pelo facto de haver reclamações, é no mínimo absurdo e ridículo, e é a demonstração clara de quem nada conhece da orgânica e logística daquele sector específico.

Se o Sr. Secundino Barreiros, na verdade, acompanhasse de perto os utentes, entenderia que os desagrados pontuais que surgiam- e que continuarão a surgir- se prendem com os gostos pessoais dos utentes. E outros há ainda, por indicação médica, têm dietas alimentares, nem sempre dos seus agrados. Em nada se prendem estas situações com a boa ou má qualidade da alimentação que é servida.

Mas, mais gritante ainda é o facto de, tendo sido o Sr. Secundino Barreiros dirigente desta Instituição, e tão sabedor dos alegados queixumes dos utentes do lar e dos da cantina social, nunca o mesmo ter aflorado tal assunto com os seus demais colegas dirigentes ou em reunião de direcção, vindo agora publicamente escamotear responsabilidades, de uma matéria que, a ser como o mesmo refere, é também da sua responsabilidade.

Seguindo a pé e cal a entrevista do Sr. Secundino Barreiros, referencia o problema da assistência prestada aos idosos devido ao elevado número de funcionárias com baixas psiquiátricas. Ora, este assunto das baixas médicas, das perseguições a funcionários e do clima de medo, que o Sr. Secundino Barreiros alude na sua entrevista, já moveu muita tinta nos pasquins que se fizeram circular, nas denúncias anónimas enviadas para um sem número de Entidades e, finalmente, em notícias locais, no propósito único e exclusivo de achincalhar o bom nome, a imagem e a integridade desta Instituição e da sua direcção.

Mas, porque quem não deve não teme, a direcção da Casa de Repouso, nada tem a esconder, seja à Segurança Social, à ACT, à Autoridade Tributária e demais entidades, esclarecendo ao Sr. Secundino Barreiros e a toda a comunidade caminhense que, recentemente, a Casa de Repouso, recebeu uma nova visita inspectiva da Segurança Social, na sequência de mais uma denúncia anónima, somando-se às quatro acções inspectivas já anteriormente realizadas por aquela Entidade, sempre na base de denúncias anónimas infundadas.

Com total transparência, a direcção desta Instituição recebe com agrado estas inspecções, pela importância que revestem no identificar de situações que possam ser melhoradas em prol de uma, cada vez maior, qualidade de serviço a prestar aos seus- aos nossos- utentes.

Retomando a questão das baixas médicas de certas funcionárias, o Sr. Secundino Barreiros conhece sobejamente as razões de certas e determinadas baixas. Esclarecemos, no entanto, o Sr. Secundino Barreiros que, de entre essas baixas, existem funcionárias grávidas e outras com doenças prolongadas.

Não obstante, nunca o funcionamento desta Instituição e a assistência prestada aos seus utentes foi negligenciado por falta de pessoal. Por um lado, as imputações que o Sr. Secundino Barreiros dirige à Instituição e à sua direcção, da qual o próprio fez parte, é revelador da desatenção com que andou, enquanto dirigente. Isto porque, esquece o Sr. Secundino Barreiros de referir que, a Casa de Repouso, assegurou as eventuais lacunas no serviço, decorrentes da situação em análise, através da contratação de pessoal, com recurso às medidas de estímulo de emprego da Segurança Social e à publicitação através de anúncios públicos.

Por outro lado, tendo sido o Sr. Secundino Barreiros dirigente desta Instituição, e tão sabedor das alegadas deficiências do serviço, nunca o mesmo tratou tal assunto com os seus demais colegas dirigentes ou em reunião de direcção e, uma vez mais, como já se referiu, veio agora publicamente escamotear responsabilidades, de uma matéria que, a ser como o mesmo refere é, de igual modo, da sua inteira responsabilidade.

Por fim, e não menos pernicioso que as anteriores referências, configura o Sr. Secundino Barreiros situações particularizadas de duas funcionárias, por si devidamente identificadas, cujos assuntos, por respeitarem ao estado das pessoas visadas, e por essa ordem de razão, não serão aqui objecto de qualquer resposta.

Apenas referir-se-á que, o relato configurado pelo Sr. Secundino Barreiros, é manifestamente falso, o que o mesmo bem sabe e conhece, sabendo ademais o Sr. Secundino Barreiros que, no seio da Casa de Repouso, as relações de trabalho e as relações pessoais não se confundem.

O Sr. Secundino Barreiros, numa tentativa frustrada de se distanciar das suas próprias responsabilidades, enquanto dirigente que foi desta Instituição, e no granjear de um protagonismo desmedido, veio imputar à direcção da Casa de Repouso e aos seus funcionários, factos manifestamente falsos e difamatórios, que atentam contra os seus bons nomes, credibilidade e integridade, achincalhando, por essa via, a imagem e o prestígio de uma Instituição secular, como é a Casa de Repouso.

Por tal razão, a par do presente Direito de Resposta, em face da gravidade das acusações que constam da entrevista concedida pelo Sr. Secundino Barreiros ao Jornal "O Caminhense", as mesmas serão tratadas oportunamente em instâncias próprias."

Caminha, 12 de Fevereiro de 2016
A DIRECÇÃO DA CASA DE REPOUSO DA CONFRARIA DO BOM JESUS DOS MAREANTES


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