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"O MUSEU DO ALVARINHO DIGNIFICA MONÇÃO E TODOS OS MONÇANENSES"

Na sessão de inauguração, Augusto Domingues pediu ao Secretário de Estado da Agricultura apoio para o financiamento do Emparcelamento Agrícola de Moreira e Barroças e Taias. Na resposta, José Diogo Albuquerque referiu que "o projeto é considerado prioritário e está acautelado no PRODER", aconselhando a autarquia a avançar com a respetiva candidatura logo que abra a medida, prevista para finais deste mês.

O Museu do Alvarinho, localizado na Casa do Curro, foi inaugurado este sábado numa cerimónia presidida pelo Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque. A partir de hoje, Monção passa a contar com um equipamento relevante e defensor do vinho Alvarinho, aberto a munícipes, turistas e apaixonados pelo mundo dos vinhos.

Na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Monção, Augusto Domingues, lembrou que "o Alvarinho é tradição, história e herança", revelando-se como "parte integrante da nossa identidade coletiva e paixão pela terra" e assumindo-se como "um importante rendimento total ou parcial de largas centenas de famílias monçanenses".

"O Alvarinho já merecia um tributo a condizer com o seu estatuto. Aqui está ele: o Museu do Alvarinho. Equipamento que visa preservar o passado, explicar o presente e incentivar o futuro. Para os monçanenses, para todos que nos queiram visitar e para as crianças das nossas escolas e das escolas das outras comunidades" acentuou.

Na presença daquele representante do governo, Augusto Domingues abordou a questão do alargamento da originalidade do Vinho Alvarinho, solicitando-lhe um maior período de transição: " Nas reuniões mantidas com a tutela, apontou-se para uma razão de dez anos. Considero esse tempo aceitável. Os seis anos saídos do acordo são poucos. Peço-lhe que reveja esta situação".

Emparcelamento Agrícola de Moreira e Barroças e Taias

Historiando o processo, Augusto Domingues reforçou ainda o pedido de financiamento para a concretização do Emparcelamento Agrícola de Moreira e Barroças e Taias. Disse: "Estamos orgulhosos com os elogios ao projeto mas falta o financiamento. Tanto a Câmara como os agricultores envolvidos no projeto anseiam pela sua concretização. Ajude-nos a atingir esse objetivo"

Na ocasião, pediu ainda ao governante para não esquecer o projeto de Emparcelamento Agrícola de Pias e Pinheiros, reafirmado a posição da autarquia em voltar a candidatar o projeto. "Entendemos que aquelas terras precisam de uma nova vida. O projeto foi reprovado mas voltaremos à carga" assinalou.

O Secretário de Estado da Agricultura deu os parabéns à autarquia pela disponibilização de uma estrutura fundamental para a divulgação e promoção da atividade vitícola da região. Em relação ao acordo de alargamento, referiu tratar-se de "uma boa solução" que "irá introduzir maior exigência na produção e salvaguardar a qualidade do produto final". Esclareceu que "a regulamentação legislativa será publicada a curto prazo".

Quanto ao emparcelamento de Moreira e Barroças e Taias, José Diogo Albuquerque deixou indicações muito positivas. "O projeto é considerado prioritário pelo Ministério da Agricultura e está acautelado no PRODER. Aconselho a autarquia a avançar com a respetiva candidatura logo que abra a medida, prevista para finais deste mês".

Antes dos discursos oficiais, decorreu o descerramento da placa e a visualização de um vídeo alusivo às virtualidades do Alvarinho e às potencialidades naturais e patrimoniais de Monção. Seguiu-se uma visita guiada aos diferentes espaços do museu. No exterior, alguns produtores, maioritariamente de Melgaço, manifestaram a sua oposição ao acordo.

Municipio de Monção


MARÇO, MÊS DO TEATRO

Ao longo do mês, o Cine Teatro João Verde recebe quatro espetáculos destinados a todos os públicos. Numa perspetiva de decentralização cultural, uma das peças circulará ainda por algumas freguesias do concelho. Destaque para "Ana Bola sem filtros", no dia 28, sábado, pelas 21h30.

Março é mês do teatro em Monção. No dia 14, sábado, com produção da "Passos e Compassos", é apresentado "Piki Niko", espetáculo para bebés e crianças, dos 3 meses aos 3 anos. A entrada custa 2.50 €, estando previstas duas sessões (15h30 e 16h30). Os intérpretes partilham o palco com o público num ambiente convidativo à dança, à música e à arte nas suas diferentes formas.

No sábado seguinte, 21 de março, pelas 21h30, a companhia "Comédias do Minho" apresenta a peça "Não Lugar" no Cine Teatro João Verde. Antes passa pela Casa do Povo de Tangil (dia 19, 21h30) e pela Junta de Freguesia de Longos Vales (dia 20, 21h30). Depois pelo Salão Paroquial de Moreira (dia 22, 17h00). Todos os espetáculos têm entrada gratuita.

Com criação de Gonçalo Fonseca, interpretação de Luís Filipe Silva e Sílvia Barbosa e música ao vivo de Samuel Coelho, "Não Lugar" representa "o declínio do homem público e a ascensão do homem egoísta e obsessivo, camuflado pelos cartões de crédito, pins, códigos e passwords que criam solidão e alienação".

Para o fim de semana seguinte, o Cine Teatro João Verde programou dois espetáculos. Dia 27, sexta-feira, pelas 21h30, o Teatro dos Milagres e a Banda Musical de Monção levam à cena "Je Suis Karl". Dia 28, sábado, à mesma hora, Ana Bola estará em Monção para representar "Ana Bola sem filtros".

Encenado por Ilídio Castro, "Je Suis Karl" é um espetáculo de teatro feito a partir de textos de Karl Valentin que junta, em perfeita simbiose, a música e o teatro. Conta com interpretações de Ilídio Castro, Renato Pereira, Paulo Lobato, João Antunes e vários elementos da Banda Musical de Monção. Com duração de 60 minutos, a entrada custa 2.50 €.

"Ana Bola sem filtros" é um monólogo onde uma atriz, com 40 anos de profissão bem sucedida, se vê confrontada, aos 62 anos, com falta do trabalho apesar de continuar no ativo e a ser acarinhada pelo público. Feito de forma ligeira e bem disposta, o espetáculo procura uma critica direta e sem papas na língua a uma realidade gritante: a total falta de respeito pelos artistas e pelo trabalho sério.

Com vozes off de Alexandra Rosa, Júlio Isidro e Manuel Marques, este monólogo de Ana Bola, com duração de 70 minutos, alerta para a substituição do trabalho artístico sério e experiente por verdadeiros atentados ao talento e ao profissionalismo. Como diz o povo, chama os bois pelo nome, sem filtros, sem medos. A entrada tem o preço de 10.00 €.

Municipio de Monção


XXXVIII RALI À LAMPREIA ENCHEU CENTRO HISTÓRICO

O tempo não estava de feição mas a paixão pelo motor e pela gastronomia falou mais alto. Ontem, Monção voltou a encher-se de visitantes numa das provas de perícia automóvel em circuito urbano (não competitiva) mais antigas do norte de Portugal e da Galiza.

Apesar da chuva, umas vezes miudinha e outras vezes mais insistente, muito público, de ambas as margens do rio Minho, marcou presença na Praça Deu-la-Deu para assistir às duas provas (11h00 e 16h00) de uma das perícias automóveis em circuito urbano (não competitiva) mais antigas do noroeste peninsular.

Na presente edição, inscreveram-se 38 concorrentes de diferentes localidades de Portugal e da Galiza, tendo participado 31. Mais uma vez, a organização esteve a cargo do Sport Clube do Porto. A inscrição, no valor de 110 euros, englobou a participação na prova, pagamento do seguro e almoço da lampreia para duas pessoas.

O primeiro classificado foi António Borges, em Catarham Lotus 7, participante habituado aos lugares de pódio, seguindo-se Luis Silva, em Catarham Super 7, e Manuel Sousa, em Austin Mini. Luis Guedes, em Sado 550, foi o monçanense melhor classificado, ocupando o quarto lugar.

Na entrega dos prémios, o autarca monçanense, Augusto Domingues felicitou a organização e os concorrentes, agradeceu o apoio das empresas patrocinadoras, Galp e Top Car, e realçou a importância desta prova como motor da economia local ligada à restauração.

Destacou ainda que na próxima edição a joia de inscrição será mais acessível: "o valor está algo exagerado fase à atual realidade económica das famílias e do país. Para mantermos este certame vivo e apelativo temos de proceder a alguns ajustamentos, entre os quais, a redução do valor da inscrição".

Do Sport Clube do Porto, António Paiva, sublinhou a imagem positiva que esta perícia automóvel tem em todo o país e deu nota que, em 2016, haverá algumas novidades relacionadas com a competição, nomeadamente a possibilidade de duas classificações: uma para os carros ditos normais e outra para os carros adaptados.

Como é habitual, o Rali à Lampreia enquadrou-se na programação do fim de semana gastronómico dedicado à Lampreia do Rio Minho. Na presente edição, participaram 20 restaurantes do concelho que apresentaram aos visitantes uma ementa com diversas formas de confecionar a lampreia (arroz, bordalesa….) a preços convidativos.

Municipio de Monção


Comunicado do Bloco de Esquerda Monção

O PS defende o Alvarinho, ou defende-se a si?


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Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

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O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
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