Dois indivíduos de cara tapada, com luvas e armados, assaltaram uma vivenda isolada na Rua do Coto da Pena, pelas onze horas da manhã da passada Quinta-feira, da qual roubaram objectos de valor e dinheiro.
Uma vizinha que reside a umas centenas de metros da casa reparou nos dois homens a introduzirem-se na vivenda através de um terraço, tendo avisado um amigo dos proprietários e que se encontravam àquele hora num restaurante que possuem em Caminha.
António Jorge Fernandes e três amigos deslocaram-se de imediato até Vilarelho mas, nada notando de anormal na entrada principal, até que a vizinha lhes apareceu, dizendo que os intrusos ainda se encontravam no interior da residência.
De imediato tentaram localizá-los, quando verificaram que ambos saltavam do terraço para o jardim e, daí, transpondo um muro traseiro da habitação, puseram-se em fuga.
Foram perseguidos pelo dono da casa e os três amigos durante umas centenas de metros, e chegaram a disparar um tiro com uma pistola 6.35, a fim de os demover da perseguição encetada, sem que tivessem atingido ninguém.
Os perseguidores pensavam que o tiro disparado na sua direcção provinha de uma pistola de alarme, constatando posteriormente que era de uma arma de fogo real.
Entretanto chegava a GNR que colaborou nas buscas e criou um cordão de segurança nas imediações, na tentativa de impedir a fuga dos meliantes mas, sem sucesso. As forças policiais viriam a encontrar a arma, um casaco e uma ferramenta com que forçaram a entrada na casa, abandonados pelos ladrões na sua correria pelo interior de Vilarelho, até desaparecerem junto ao Pavilhão Municipal.
Os proprietários verificaram posteriormente que tinham sido roubados vários objectos em ouro e dinheiro do interior da casa devassada. Não tendo conseguido estroncar a porta da garagem situada no rés-do-chão, os ladrões saltaram para o referido terraço com recurso a uma cadeira para se elevarem, onde lhes foi mais fácil entrar na vivenda, cujo interior foi totalmente revolvido.
Tudo indica que as movimentações diárias dos donos da habitação foram seguidas nos dias prévios ao assalto, ou alguém informou os executantes do roubo de que poderiam actuar naquela hora em que se encontrava sem ocupantes.
As buscas policiais decorreram durante todo o dia nas imediações do assalto e em vários pontos de Vilarelho e Caminha, enquanto que o Núcleo de Investigação Criminal da GNR procedia à recolha de dados e informações que pudessem conduzir à identificação dos dois fugitivos.
A Polícia Judiciária foi chamada a investigar este caso.