Jornal Digital Regional
Nº 588: 19/25 Mai 12
(Semanal - Sábados)






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Caminha

Inaugurado Novo Hotel

Miguel Relvas marcou presença

Foi inaugurada ao princípio da tarde de ontem uma nova unidade hoteleira em Caminha com 23 quatros, (cinco deles instalados numa placa giratória virada a oeste), no Terreiro, na antiga Casa das Torres.

A cerimónia contou com a presença do ministro Miguel Relvas, tendo sido marcada pela celebração de um protocolo cultural com a Câmara de Caminha, no âmbito da promoção da gastronomia e vinho verde.

De entre as entidades convidadas, destacaram-se ainda o presidente da Câmara de Comércio e Turismo Luso-Brasileira, deputados do PSD pelo distrito, e os presidentes da Região de Turismo "Porto e Norte de Portugal" e da Associação Empresarial de Viana do Castelo.

"Empresários devem liderar"

No decorrer da assinatura do protocolo que envolverá uma forte aposta na divulgação dos vinhos da região (o hotel de quatro estrelas "Design&Wine" possui uma enoteca na cave), Miguel Relvas - que almoçou e estreou o restaurante da antiga casa solarenga quase totalmente remodelada, com excepção da fachada -, evidenciou preferência por "parcerias como esta, com empresários que correm riscos" e "com menos Estado no Turismo", sublinhou.

O governante sublinhou ter sido esta, uma das "muitas razões para vir a Caminha", em que, na sua óptica, com as obras realizadas neste casarão, fez-se uma "conciliação entre a história e a realidade" actual, tendo desejado sucesso aos investidores "num momento difícil como o actual".

"Não se pode perder tanto tempo…"

Manifestou-se a favor da eliminação de "burocracias" existentes nas administrações que se tornam num "impedimento ao investimento" e saudou a ligação que pretendem fazer ao vinho, uma forma de captar turistas, nomeadamente brasileiros.

A presença de um representante do turismo e comércio do Brasil inspirou Relvas a apelar à captação de "mercados alternativos" - de que seria exemplo o país sul-americano, com uma língua comum e a "terceira" mais falada em todo o mundo -, porque, salientou, "dos oito mercados (turísticos) tradicionais, seis encontram-se em recessão", motivo que justifica a procura de novos clientes a nível mundial.

Terminou dizendo que "só é exigente quem é ambicioso".

"É uma pedrada no charco"

"Caminha é uma terra de oportunidades e de boa gente, mas não chega, há que criar riqueza e emprego", afirmou a presidente Júlia Paula antes de celebrar o acordo com o principal accionista da unidade hoteleira, José Carlos Pereira, um ancorense que a autarca elogiou por mais do que uma vez ("Bem haja pela iniciativa"), tal como o fez em relação ao arquitecto autor do projecto (Pedro Guimarães) e desejou "sucesso" no futuro do empreendimento.

A autarca elogiou a "reclassificação de um edifício classificado que acusava os danos do tempo", no campo do desenvolvimento turístico concelhio e não deixou passar em claro o papel de Melchior Moreira, presidente da entidade do Turismo, pelo "empenho" revelado na consecução deste projecto.

Fez ainda referência à passagem dos 200 anos do nascimento do Arcebispo Silva Torres que coincidiu com esta inauguração, após considerar uma "honra" receber o ministro Miguel Relvas e lhe desejar as boas-vindas.

Júlia Paula classificou esta unidade hoteleira como uma prova de que "prometemos renovar Caminha e estamos a cumprir", apontando algumas obras em curso como a reconstrução do Cine-teatro Valadares e a remodelação do edifício dos Paços do Concelho (o posto de turismo vai passar para aqui), ou a intervenção na Torre do Relógio.

Design vanguardista......nos quartos

Aproveitou ainda para destacar que "soubemos optar por jovens técnicos classificados" e enfatizou a sua aposta na "estreita colaboração" com empresários e comerciantes, antes de afirmar que se sentia honrada com a presença do ministro, e que significava que "acarinha este projecto" que tem ainda como referência a divulgação dos vinhos locais.

"Obra difícil e complexa"

Da parte dos investidores, o arquitecto Pedro Guimarães definiu o projecto como um "diálogo com a pré-existência" do edifício, sem "mimetismos ultrapassados", apesar de considerar a obra como "difícil e complexa" numa "bela residência apalaçada" e executada por empresários do distrito, facto que relevou.

Acesso entre a casa-mãe e a placa giratória

Não deixou de fazer referência ao facto de os hóspedes dos cinco quartos existentes na estrutura giratória, puderem "adormecer e acordar para lados diferentes".

Aludiu à inclusão deste hotel numa cadeia internacional, concluindo que será possível "um futuro melhor" desde que se dêem condições aos investidores.

Felicitou as diferentes administrações neste processo de legalização e aprovação do projecto, desde a Câmara Municipal, secretarias de Estado da Cultura e Turismo que reconheceram a importância deste empreendimento e acabou as suas palavras realçando que "o português não é só bom no estrangeiro".

Esta obra ascendeu a 2,8 milhões de euros, sendo comparticipada em 2,1 milhões pelos fundos comunitários. A aquisição do imóvel elevou-se a 1 milhão de euros.

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