Deste mirante oiço e enchergo,
O povoado e suas tradições,
Com tantas penas e desespero,
Tristes vidas, desfeitas emoções.
No campo, na obra, no atelier,
Vivem todos, na dôr, irmanados,
De dia, de noite, homem e mulher,
Em constante carência, descontemplados.
Mão atraz, mão à frente, num encobrir,
Na pouca sorte, maldizendo o destino,
Lágrimas escorrendo e sem poder suprir,
A eterna desesperança rumo ao abismo.
Esta miséria fecha-se em tantas portas,
Aonde já não contam as chagas e desgraças,
De crianças sem leite, sem pão, sem hortas,
Insuportavel fome, despertante de ameaças.