Jornal Digital Regional
Nº 574: 11/17 Fev 12
(Semanal - Sábados)






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MUNICÍPIO E CEVAL ASSINARAM PROTOCOLO NUMA SESSÃO ONDE O COMÉRCIO ESTEVE EM PRIMEIRO PLANO

Os presidentes do município de Vila Nova de Cerveira e do CEVAL - Conselho Empresarial dos Vales do Lima e Minho, assinaram ontem à tarde o protocolo que formaliza a mudança desta estrutura para Vila Nova de Cerveira. A cerimónia decorreu no auditório do Centro de Apoio às Empresas (CAE) onde, a partir de agora, o CEVAL passa a funcionar. A ocasião foi ainda aproveitada para apresentar as principais conclusões do Projeto Merca - Comércio em Rede no Minho-Lima e traçar o perfil do novo consumidor, que constitui mais um desafio para o comércio tradicional.

Falando na abertura da sessão, o presidente da direção do CEVAL, Luís Ceia, manifestou o seu agrado pela transferência para as novas instalações, sublinhando que isso só foi possível porque o presidente do município, José Manuel Carpinteira, é bastante sensível às questões empresariais, e a prova está precisamente na dinâmica instalada no CAE. Considerou que existem agora boas condições para aquela estrutura poder funcionar eficazmente, quer no apoio ao tecido empresarial do Alto Minho, quer no aproveitamento das oportunidades oferecidas pelo mercado da Galiza. "Estamos todos de parabéns", concluiu.

José Manuel Carpinteira interveio já no final da sessão, dando as boas-vindas ao CEVAL e desejando que a mudança potencie um trabalho ainda mais eficiente: "as instalações são vossas, utilizem-nas, se possível todos os dias". O autarca salientou também a importância de se fazer a caraterização do que se passa do outro lado do rio Minho e recordou a dimensão distrital do CEVAL que, afirmou, "tem sido o catalisador das atividades na região, sobretudo no que toca à internacionalização e à formação. Numa conjuntura como a atual, o associativismo é ainda mais importante".

Ainda durante a sessão, Pedro Giestal, fez o enquadramento do Projeto Merca, de que é coordenador, deixando a Pedro Giestal a apresentação dos resultados. O técnico mostrou as principais conclusões do estudo feito ao tecido comercial dos municípios, exemplificando com o caso de Vila Nova de Cerveira, em que foram analisados 131 estabelecimentos comerciais.

Pedro Ginestal abordou também as expectativas e as novas tendências de consumo pós-recessão, salientando a importância da inovação e do acesso multicanal, numa realidade onde o comércio deverá procurar articular o mundo real, das lojas, e o mundo online, cada vez mais procurado pelos novos consumidores, tentando buscar o melhor dos dois mundos. Para este técnico, o consumidor tende a valorizar os fatores preço e reconhecimento, pelo que é necessário investir na fidelização, potenciar os fatores endógenos da região e agir em conjunto, numa perspetiva de associativismo.


"INDÚSTRIAS CULTURAIS E CRIATIVAS EM ESPAÇO RURAL" EM CONFERÊNCIA NA BIBLIOTECA

"ICCER - Indústrias Culturais e Criativas em Espaço Rural" é o tema da conferência a realizar no próximo dia 17, no auditório da Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira. Em causa está a candidatura a uma iniciativa comunitária promovida pelo Ministério Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e co-financiada pelo FEADER, no quadro do Programa para a Rede Rural Nacional.

No âmbito do Programa para a Rede Rural Nacional (PRRN), nove associações de desenvolvimento local da Região Norte de Portugal (ADRIMINHO, ADRIL, ATAHCA, ADERSOUSA, DOLMEN, ADRIMAG, ADRITEM, PROBASTO e SOL DO AVE) constituíram uma parceria e submeteram uma candidatura denominada "ICCER - Indústrias Culturais e Criativas em Espaço Rural", na Área de Intervenção 1 - Capitalização de Experiência e de Conhecimento. Esta é, como referimos, uma iniciativa comunitária promovida pelo Ministério Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas.

O projeto ICCER partiu do reconhecimento generalizado da importância que hoje assumem as Indústrias Culturais e Criativas no contexto da economia, seja em termos do seu contributo para o PIB, seja em termos da criação de postos de trabalho.

Não obstante a importância atribuída às Indústrias Culturais e Criativas no contexto das economias, estas têm vindo a ser abordadas fundamentalmente na óptica da intervenção dirigida ao desenvolvimento e à qualificação urbana.

A atratividade do espaço rural para o acolhimento e a instalação de atividades culturais e criativas é inegável. Contudo apesar do potencial que encerram nomeadamente no que respeita à diversificação da base económica rural, o apoio a estas atividades, dada a sua especificidade e carácter inovador, não têm merecido a atenção devida.

O presente projeto pretende contribuir para a alteração do enquadramento atual através do aprofundamento do conhecimento, da avaliação e da identificação das Indústrias Culturais e Criativas, com base no seu mapeamento e na análise dos factores de competitividade cuja presença condiciona o seu sucesso.

Trata-se de estimular o empreendedorismo e a competitividade das economias rurais a partir de um sector emergente como as indústrias culturais e criativas potenciando os seus efeitos na diversificação das atividades, criação de riqueza e emprego, acréscimo de qualidade de vida e consequentemente reforço da atratividade junto de novos habitantes.

Será privilegiada uma análise bottom-up que terá por base as experiências de sucesso existentes nos territórios envolvidos na operação. Não se limitará contudo a esta realidade, pelo que atenderá também a experiências e boas práticas comprovadas existentes na Europa, designadamente na vizinha Espanha. Uma particular atenção será dada à demonstração, promoção e capitalização das boas práticas sobre novas abordagens tendo em vista a competitividade empresarial, na área específica da cultura, do património, da inovação e da criatividade em meio rural, visando a qualificação da intervenção dos agentes de desenvolvimento.

De entre as atividades a desenvolver cumpre destacar: A avaliação do potencial da Indústrias Culturais e Criativas em baixa densidade; a identificação, análise e avaliação de boas práticas; benchmarking; a concepção de projetos e operações de apoio às ICC, favorecendo o trabalho em rede; o efeito de demonstração e a promoção das boas práticas em matéria de Indústrias Culturais e Criativas em Meio Rural.

Em termos de resultados esperados da execução da operação pretende-se sensibilizar os agentes de desenvolvimento para a nova realidade do empreendedorismo cultural e criativo, através da produção de informação e conhecimento dotando-os assim de novos instrumentos destinados a apoiar a sua ação de estímulo e dinamização das economias locais, contribuindo também para a diversificação das atividades no mundo rural.


ESCOLAS DO CONCELHO PREPARAM-SE PARA BRINCAR AO CARNAVAL

Ultimam-se nesta altura os preparativos, nos estabelecimentos de ensino cerveirenses, para o tradicional Cortejo de Carnaval das Escolas do Concelho, que vai animar a tarde do próximo dia 17, sexta-feira, trazendo para as ruas do Centro Histórico cerca de 1000 crianças, com as suas fantasias e a típica alegria. A organização é da responsabilidade da Câmara Municipal.

Este ano, o tema das fantasias é livre, por isso aguardam-se muitas surpresas e criatividade, num desfile que contará também com animação de grupos e com o apoio de voluntários, do Banco Local de Voluntariado.

Para as 13h30 está prevista a concentração dos grupos junto ao Centro Coordenador de Transportes e, meia hora mais tarde, começa a ser organizado o desfile, com a chamada dos grupos participantes e a entrega dos adereços de Carnaval às escolas.

O início do Cortejo está previsto para as 14h30, com o seguinte itinerário: Centro Coordenador de Transportes, Av. Dr. José Ramos Pedreira, Praça do Município, Rua José António Duro, Terreiro, Rua Queirós Ribeiro, Ilha dos Amores, Rua 1º de Outubro, Praça do Alto Minho, Terreiro, Rua Dr. António José Duro, Praça do Município, Av. Dr. José Ramos Pedreira e regresso ao Centro Coordenador de Transportes.

Informação Município de Vila Nova de Cerveira

Património Cultural e Paisagístico de Caminha e Vales do Minho e Lima