Jornal Digital Regional
Nº 574: 11/17 Fev 12
(Semanal - Sábados)






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Comunicado Conjunto das Associações de Dadores de Sangue do Distrito sobre notícias vindas a público sobre temáticas da dádiva de sangue

No passado dia 04 de Fevereiro de 2012, reuniram na Casa do Dador, sede da ADASPACO – Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Paredes de Coura, as associações de dadores de sangue da Areosa, Caminha, Meadela, Paredes de Coura e Ponte de Lima.

Do teor dos assuntos abordados na reunião deliberaram emitir a presente Nota de Imprensa / Comunicado Conjunto no sentido de informar V.Ex.ª de alguns pontos que importa esclarecer face a notícias vindas a público sobre temáticas da dádiva de sangue no nosso distrito

Assim:

Distrito de Viana do Castelo

Verificamos, com tristeza e consternação, a vinda a público de notícias, em jornais locais, regionais e nacionais, em redes sociais e outros meios de comunicação, abordando a dádiva de sangue no distrito de Viana do Castelo.

O teor das referidas notícias apresentava, por si só, princípios contrários aos objectivos humanitários e solidários da dádiva de sangue; apregoavam a suspensão das colheitas de sangue por oposição à redução de benefícios na isenção das taxas moderadoras por parte dos dadores de sangue;

Igualmente gravoso foi dada, nas referidas noticiais, à conotação de que, e cito: “Distrito de Viana do Castelo suspende a dádiva de sangue”, sendo que, tão somente uma organização regional, supostamente subscreveria tal inergúmeno "convite".

No distrito de Viana do Castelo existem seis associações de dadores de sangue (a saber: - Areosa, Caminha, Meadela, Paredes de Coura, Ponte de Lima e “Associação de Dadores de Sangue do Distrito de Viana do Castelo”), duas entidades com núcleo de dadores de sangue a saber: - Associação de Estudantes da Escola Agrária de Refoios – Ponte de Lima e os Lions Clube de Vila Praia de Ancora) e uma Liga de Amigos do Hospital de Viana do Castelo que, alegadamente, também realiza colheitas de sangue.

Ora, afirmar que a dádiva de sangue pára no distrito é, no mínimo, um exercício complexo pois verificamos que existem nove entidades [omitindo o próprio Hospital de Viana (Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE), que, aparentemente, funciona em uníssono com a Liga de

Amigos do Hospital de Viana do Castelo] e tão somente uma dessas nove defende tal corolário (ilógico, se nos permitem). Bastaria uma entidade não concordar com essa suspensão, que afirmar “o distrito de Viana do Castelo suspende a dádiva de sangue” seria, no mínimo, sinónimo de falta de inteligência.

No caso, Areosa, Caminha, Meadela, Paredes de Coura e Ponte de Lima (5 de 9, são 56 % do universo) não se revêem naquela posição. De referir que a Associação de Estudantes da Escola Agrária de Refoios – Ponte de Lima e os Lions Clube de Vila Praia de Ancora também não suspenderam as suas dádivas e, não se encontraram presentes na reunião de 04/02/2012 por impossibilidades pessoais.

Podemos concluir que o termo “distrito de Viana do Castelo” utilizado no nome daquela associação foi abusivo porque está a abranger outras associações que já lá existem nessa região e outras que poderão vir ainda a formar-se nesse Distrito, o que só por si é lamentável e indicativo da falta de sensibilidade por parte de quem o fez.

Essa Associação, por legalmente assim se denominar, NÃO PODE DE FORMA ALGUMA, englobar “no mesmo saco”, as restantes Associações de Dadores de Sangue do Distrito de Viana do Castelo, falando pelo distrito de Viana do Castelo, e tomando decisões que não lhe foram confiadas, de decisões que nós não partilhamos, feitas à nossa revelia.

Aqui no Distrito de Viana do Castelo cada Associação tem a sua área de actuação (Freguesia, Concelho ou até Escola) mas nenhuma tem o direito de se intrometer nessa áreas e cada um apenas deve atuar na sua zona e apenas poderá falar por si, ou por todos, apenas, quando todos estiverem de acordo.

A dádiva de sangue é um espaço de respeito mútuo, de amizade, de fraternidade, a “festa da vida” como lhe apelidámos e nunca será algo inquinado ou “escuro”.

Algo aparentemente irónico, mas sim sarcástico, porque é demasiado sério para se brincar ou “jogar”, denotamos que a referida entidade não possui brigadas de sangue no período 01 a 15 de Fevereiro, ou seja, existe um apelo à suspensão das colheitas quando elas não existem, só por este facto se denota a seriedade (ou falta dela) do apelo.

Por via da irresponsabilidade de terceiros, fomos contactados pelos nossos dadores a perguntar se não podiam dar sangue!

O dador de sangue é o pilar e a base de uma associação, o seu “alfa e ómega”, toda a actividade deve versar o conforto e o bem estar do dador. É impossível a produção artificial do sangue e tem um período reduzido de utilização terapêutica. Por isso não temos o direito de por em causa a dádiva de sangue, temos a obrigação sim de trabalhar e doá-lo para que haja cada vez mais sangue.

Desta forma, pretendemos demarca-nos da suposta “suspensão de colheitas de sangue no distrito de Viana do Castelo” publicitada em diversos meios de comunicação social por indicação de uma associação de sedeada neste distrito.

”Companheiros. Vamos entrar de férias na dádiva de sangue do dia 01 á 15 de Fevereiro?” in http://mail.sapo.pt/dimp/message.php?folder=INBOX&uid=20099 – 28/01/2012

O assunto é demasiado sério para se brincar. Há que por termo a estas leviandades, aventureiras, abuso do poder e determinar sanções a quem volte a atrever-se a repetir tal ação e infantilmente vir dizer mais tarde que "o objectivo era outro..."

Isenção de Taxas Moderadoras a Dadores de Sangue

Os dadores de sangue vinham beneficiando de isenção total no Serviço Nacional de Saúde e, por força do Decreto-Lei n.º 113/2011, de 29 de Novembro, a extinção dessa discriminação positiva foi reduzida para os ditos “cuidados primários”, desde 01 de Janeiro p.p..

Tal facto reveste-se de um retrocesso na dádiva de sangue, na saúde em Portugal e constitui um verdadeiro “murro no coração” aos dadores de sangue. O Ministério da Saúde conseguiu aniquilar todo o trabalho motivacional que as associações de dadores de sangue fazem, construindo uma imagem de que o dador de sangue “é o culpado do défice” e um “malandro” que só dá sangue porque assim não paga taxa moderadora. Lembramos que há muitos dadores que dão sangue quatro vezes por ano, ou seja mais duas que a nova lei exige. O Dador de Sangue é o voluntário mais altruísta e solidária que existe.

O dador de sangue, para o ser, precisa de ser saudável, e sendo saudável não recorre ao Serviço Nacional de Saúde, não constituindo, por aí, despesa. O trabalho a montante é sempre frutuoso, salvando vidas e poupando dinheiro ao Erário Público.

Neste registo pretendemos manifestar o nosso repúdio e desagrado pela redução dos benefícios. Os dadores de sangue salvam vidas, isto parece ser esquecido pelo legislador deste Decreto-Lei! Esquece também que os dadores de sangue poupam milhões de euros ao Orçamento de Estado e evitam a importação do mesmo, melhor selecionado e testado laboratorialmente.

Será que a despesa com os dadores de sangue nos hospitais centrais e regionais era tão elevada que prejudicava o défice?

Meus senhores, a dádiva de sangue é um assunto demasiado sério para se brincar! Poderão morrer pessoas se não houver sangue e muitas operações cirúrgicas ficarão adiadas se o sangue faltar!

Os “mercados” existem quer a taxa de juro seja 5%, 10% ou 15%, ou o PIB se altere positivamente ou negativamente, mas a vida humana cessa se alguém não tiver sangue, quer em cirurgia, emergente ou urgente, ou em hemodiálise (ou em outra terapêutica)

Exigimos, como cidadãos, como contribuintes e como dadores de sangue, que seja feita a reposição dos direitos anteriormente em vigor, a isenção total, pois o dador de sangue está a ajudar o progresso do País, garantindo a auto-suficiência de sangue, eliminando os custos financeiros associados à importação de sangue e salvando vidas.

Exigimos, também, como contribuintes, como dadores de sangue e como cidadãos perceber porque é que desapareceu, na legislação aplicável, a expressão “365 dias” para surgir agora “últimos 12 meses” ou, em alguns casos, “Ano”, nomeadamente na Circular 36/2011 e 8/2012 da ACSS – Administração Central do Sistema de Saúde. Exigimos que nos esclareçam como é calculado a data limite da isenção ao dador benévolo, em todas as situações, quer com 2 dádivas/ano, quer com 10 colheitas + impedimento médico e quer com 30 colheitas.

Paredes de Coura, 04 de Fevereiro de 2012

Associação de Dadores de Sangue da Freguesia de Areosa
Associação de Dadores Benévolos de Sangue do Concelho de Caminha
Associação de Dadores de Sangue da Freguesia da Meadela
Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Paredes de Coura
Associação de Dadores de Sangue de Ponte de Lima

1.ª CONFERÊNCIA ICCER

INDÚSTRIAS CULTURAIS E CRIATIVAS EM ESPAÇO RURAL REDE RURAL NACIONAL

LOCAL: Biblioteca de Vila Nova de Cerveira
DATA: 17 de Fevereiro de 2012
HORÁRIO: 15.00 às 18.00 horas

RESUMO: A conferência será o momento de arranque do projecto ICCER. Enquadra-se num ciclo de conferências que se irão realizar ao longo do projecto que funcionarão como momentos de partilha de conhecimentos com profissionais do sector, sob diversas formas. Neste primeiro momento, o objectivo é apresentar o projecto e apresentar casos de iniciativas e realidades existentes no próprio espaço da parceria e espaços contíguos, assim demonstrando que existe uma base real de trabalho.

PROGRAMA

Moderadora : Ana Paula Xavier - ADRIMINHO

15.00h Apresentação do projecto ICCER: José Paulo Queiroz
15.30h Os territórios rurais: locais de atracção e produção criativa

Os territórios rurais como locais para viver e trabalhar: a atracção de investimento e promoção do empreendedorismo criativo nos meios rurais.
* João Martinho Moura – TEC FIELD, Lda.;
* António Torres – Fundação Bienal de Cerveira;
* Tereza Pousada – ADRITEM.

16.00h Intervalo
16.20h Os territórios rurais e o consumo de produtos e serviços criativos culturais

A dicotomia entre os mercados rurais e urbanos enquanto espaços de consumos criativos culturais.
* Viviane Cabral - Atelier Viana Cabral;
* Madalena Martins – Bicho de Sete Cabeças;
* Maria João Lobato – Livraria 100ª página

17.00h Debate
17.30h Encerramento – Presidente da CM Vila Nova de Cerveira

Adriminho

ACIAB proporciona Formação Profissional gratuita para os seus Associados
Uma aposta cada vez mais forte por parte das Empresas

A última sessão do módulo de "Primeiros Socorros", promovido pela ACIAB para os seus colaboradores, realizou-se no dia 9 de fevereiro. Esta ação teve como objetivo sintetizar os principais conteúdos abordados durante as várias sessões do módulo, que se realizaram durante o mês de janeiro, ficando assim os formandos mais habilitados para identificar os diferentes tipos de acidentes e para adotar o comportamento correto perante o sinistrado. Incidiu-se principalmente em exercícios de suporte básico de vida e posicionamento correto da vítima, adequados a cada situação particular, sendo ainda reforçadas as noções de cuidados de emergência.

O formador Carlos Ferreira, também Comandante dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez fez um balanço positivo desta formação, pois é com "enorme satisfação que vejo a preocupação da direção da ACIAB em fazer formação nesta área específica, pois para além de incentivar as suas empresas a fazê-lo, fá-lo também, dando o exemplo, sentindo-me também lisonjeado por ter sido escolhido para dar esta formação e poder transmitir os meus conhecimentos e experiência nesta temática", referiu. Acrescentou ainda que "ficamos agora com mais quinze pessoas dotadas de técnicas que permitirão estabilizar a vítima até à chegada de socorro, tendo a noção que um pequeno gesto pode salvar uma vida".

Carlos Ferreira finalizou dizendo que "as empresas têm as portas da ACIAB abertas para a formação profissional, inclusivamente na área de primeiros socorros, uma mais-valia para dotar os seus recursos humanos de competências específicas e essenciais e por isso não deveriam desperdiçar estas oportunidades".

A ACIAB continua a promover formação profissional em várias áreas, consciente de que as suas empresas necessitam de ser habilitadas de conhecimentos para se ajustar aos dias que correm e dar resposta a necessidades e atenuar falhas que possam surgir, como na área industrial onde as particularidades do setor propiciam acentuados riscos e onde a atuação imediata pode fazer toda a diferença.

As inscrições para a formação podem ser feitas no site da ACIAB, em www.aciab.pt, nas instalações da ACIAB, em Arcos de Valdevez ou Ponte da Barca, ou pelos telefones 258 521 473 e 258 454 524.

ACIAB