Os feirantes de Caminha não baixam os braços e compareceram na reunião camarária da passada semana em que foram aprovadas as taxas do regulamento das feiras, protestando pela manutenção das tarifas a 50 cêntimos por m2, apelando a que a fixassem em 45 cêntimos.
Abílio Faria voltou a ser o seu porta-voz, frisando que a feira se encontra "moribunda" e apelando à presidente do Executivo para que "não a deixe acabar", face ao abandono de alguns feirantes e às dificuldades surgidas para que outros venham ocupar os seus lugares.
Destas opiniões não comungou o vereador Flamiano Martins, revelando que os concursos dos terrados têm sido concorridos, além de já ter negociado os preços que passaram de 71 cêntimos para 50, o que considerou uma descida "muito grande", pelo que não poderiam baixar mais.
A discussão centrou-se depois em comparações entre as diversas feiras do distrito, aproveitando Júlia Paula para acusar os executivos socialistas anteriores de terem apostado no ferry-boat (embora tivesse admitido que o barco é bastante utilizado à quarta-feira), e não numa ponte, como fez Vila Nova de Cerveira.
Em defesa da manutenção do preço das tarifas, Júlia Paula disse temer ser sancionada pessoalmente por má gestão no caso das despesas serem superiores à receitas, levando-a duvidar que haja margem legal para atender aos pedidos destes comerciantes.
Feira franca afectada por frio
A forma como decorreu a primeira feira franca deste mês, mereceu comentários da parte dos feirantes e autarcas.
A determinação com que o vereador do pelouro se empenhou na sua concretização foi louvada pelos feirantes, tendo-a visitado nesse domingo apesar do frio que se fazia sentir, frio esse que terá obstado a que fosse concorrida, como admitiram ambas as partes.
Júlia Paula aproveitou esta análise à feira franca para vincar que a sua criação representava mais um contributo ou apoio aos feirantes, mas, estes, temem que acabe por ser "um presente envenenado" que tente compensar os aumentos nos outros dias.
A próxima feira franca terá lugar no primeiro domingo de Março, manifestando-se Flamiano Martins esperançado no sucesso futuro, porque apesar da contrariedade ("azar") do frio na estreia da feira, "houve um número significativo de visitantes".