Santo Antão do Egipto tem uma ermida e si dedicada no alto do Monte com o mesmo monte na freguesia de Venade. Os devotos do Santo Eremita têm sabido, ao longo dos séculos, ser merecedores de tão grande intercessor e modelo. A memória litúrgica dá-se a 17 de Janeiro. Por isso, ao longo dos séculos, o povo devoto tem-se dirigido ao alto do Monte de Santo Antão neste dia para louvar e bendizer o Altíssimo e Omnipotente Senhor, à semelhança do que fez toda a sua vida Santo Antão.
Este ano como o 17 de Janeiro se deu numa Terça-feira: a ermida esteve aberta para quem a ela se dirigisse. Foi um tempo de meditação e contemplação diante do imenso oceano. Fizemos oração no silêncio. Este santo dedicou grande parte da sua vida no silêncio e contemplação a fazer deserto dentro de si, para melhor escutar a Voz de Deus.
Ao fim da tarde, às 18:30 celebrou-se a Eucaristia na igreja paroquial, onde se venerou a imagem original da capela.
Patrono dos Animais
No Vaticano, o cardeal Angelo Comastri presidiu às celebrações do dia de Santo Antão. Na Praça de São Pedro, estiveram vacas, bois, búfalos, porcos, ovelhas, cabras, cavalos, gansos, galinhas, coelhos e uma variedade imensa de animais de estimação trazidos pelo povo que pede a bênção, por intercessão do Protector dos Animais, Santo Antão. Esta celebração far-se-á em Venade, junto da capela no alto do monte, em Julho. Agora em Janeiro a celebração foi um pouco diferente.
Bênção dos animais no próximo Domingo
No próximo Domingo, dia 22, às 15:00, far-se-á a bênção dos animais. Como a actividade está inserida no calendário do "Presépio Caseiro", dar-se-á especial relevo aos animais representados no presépio: pombas e rolas, patos, gansos, galos, galinhas, porcos, cabras, ovelhas, cavalos, burros, vacas, cães e gatos. A cerimónia será no adro da Igreja, diante da Casa do Adro, transformada em presépio.
Cantar o Menino
Por convite dos Convivas pertencentes ao Grupo de Jovens JP2, o cantar, o testemunho e o tema de formação cristã estão ao cargo do Movimento Eclesial Convívios Fraternos.
Santo Antão ou Santo António
Santo Antão, também conhecido como Santo Antão do Egipto, Santo Antão Grande, Santo Antão Eremita, Santo Antão Anacoreta, Santo Antão do Deserto, ou ainda Pai de Todos os Monges, é considerado como o fundador do monaquismo cristão.
Uma vez que o seu nome latino é Antonius, em traduções displicentes de obras onde o seu nome figura para a língua portuguesa, o nome do santo tem sido vertido como António do Deserto, do Egipto, o Grande, ... (nome que, de resto, mantém nas demais línguas europeias), mas que tem suscitado confusões, pela homonímia, com Santo António de Lisboa. Trata-se, pois, de dois santos distintos e, para melhor diferenciá-los, é preferível optar pelo nome - de resto já consagrado pela tradição vernácula -, de Santo Antão.
Biografia de Sto. Antão
A sua vida foi relatada por Santo Atanásio de Alexandria, na Vita Antonii cerca de 360. Segundo este, teria nascido em 251, na Tebaida, no Alto Egipto, e falecido em 356, portanto com cento e cinco anos de idade.
Cristão fervoroso, com cerca de vinte anos tomou o Evangelho à letra e distribuiu todos os seus bens pelos pobres, partindo de seguida para viver no deserto. Aí, segundo o relato de Atanásio, e tal como sucedera com Jesus, foi tentado pelo Diabo, mas por muito mais que os quarenta dias que durou a Jesus, não hesitando os demónios em atacá-lo. Porém, Antão resistiu às tentações e não se deixou seduzir pelas tentadoras visões que se multiplicavam à sua volta.
O seu nome começou a ganhar fama, e começou a ser venerado por numerosos visitantes, sendo visitado no deserto por inúmeros peregrinos.
Em 311 viajou até à Alexandria para ajudar os cristãos perseguidos por Maximino Daia, e regressou em 355 para impugnar a doutrina ariana. Foi considerado santo em vida, capaz de realizar milagres. Levou muitos à conversão. Morreu no ano de 356.
Os religiosos que, tornando-se monges, adaptaram o modo de vida solitário de Antão, chamaram-se eremitas ou anacoretas, opondo-se aos cenobitas que escolheram viver em comunidades monásticas.
O mais reconhecido Padre do Deserto e um dos maiores Padres da Igreja é celebrado por todas as confissões cristãs a 17 de Janeiro.