No país de Alice e das mil maravilhas,
Vivera-se eufórico tempo de miragens,
Palavras de encantadoras acrobacias,
Havia soluções para todos os males,
Músicas sibilinas, encantantes melodias,
Tudo era alegria e dança sem entraves,
Mas que resta para nos tirarem,
Já que os anéis se foram embora,
Os dedos nus e bolsos de aragem,
Agora que o ritmo da ópera acelerou,
É que o tempo exige outros patamares,
Comprimem o viver de quem tanto trabalhou,
Nesta última réstea de folgo, para mais uma tocata,
Ainda há quem culpabilize aquele que tudo perdeu,
No enchurro da incitação a empréstimos de sucata.