Jornal Digital Regional
Nº 571: 21/27 Jan 12
(Semanal - Sábados)






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Apresentação a 4 de Fevereiro

"Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade,
iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"

É apresentada no próximo dia 4 (Sábado) de Fevereiro, pelas cinco horas da tarde, no Salão de Congressos do Hotel Porta do Sol, em Caminha, a obra "Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)".

Trabalho de Paulo Torres Bento, co-editado pelo C@2000, pela Editora Afrontamento, e apoiado pela Fundação EDP.

Perfazem-se agora 100 Anos, que no dia 2 de Fevereiro de 1912 foi inaugurada a iluminação pública eléctrica da vila de Caminha, a primeira localidade do Alto Minho, e uma das primeiras no país, a beneficiar das vantagens da hidroeletricidade. Deveu-o às generosas águas do rio Coura e ao engenho da Hidroeléctrica do Coura, uma empresa familiar fundada por caminhenses que, nos anos seguintes, a partir da Central de Covas, levou a "luz do progresso" a Viana do Castelo (1915), Vila Nova de Cerveira (1920), Ponte de Lima (1923) e Paredes de Coura (1937). Um empreendimento arrojado e pioneiro que assumiu a bandeira da hidroelectricidade e fez a guerra contra os outros sistemas de iluminação pública existentes na região, como o petróleo, o gás de carvão e o acetileno.

Nascida em tempos monárquicos, a Hidroeléctrica do Coura foi uma verdadeira empresa da República, com uma vida atribulada e influenciada pela vertigem dos sucessos políticos, tanto à escala regional como nacional e mundial, como aconteceu durante a Grande Guerra. Numa época de liberalismo económico, soube aproveitar os ventos partidários favoráveis para se impor no Alto Minho mas, ao contrário de outros mais poderosos, serviu a região com a energia nela produzida. No advento do Estado Novo, aguentou o primeiro embate da regulação do sector eléctrico nacional mas depois não foi capaz de suster a investida do condicionamento industrial imposto por Salazar.

Fundação EDP apoiou esta obra