Jornal Digital Regional
Nº 520: 1/7 Jan 11
(Semanal - Sábados)






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Na despedida de Germano Ramalhosa

"Foi um grande amigo meu que se foi embora"
Victorino d'Almeida

As exéquias de Germano Vicente de Sousa Ramalhosa realizaram-se ontem, Sexta-feira, ao princípio da tarde, na Igreja de Lanhelas, sendo sepultado em jazigo de família.

Muitos dos seus amigos quiseram dar-lhe o derradeiro adeus, caso de Toni, ex-jogador e treinador do Benfica, clube pelo qual Germano Ramalhosa nutria profunda simpatia e do qual era sócio.

Toni destacou para o C@2000 as qualidades morais e a grande amizade que Germano Ramalhosa evidenciava em relação a todos quantos com ele partilhavam das suas relações pessoais.

"Companheirismo"

"Comungávamos das mesmas ideias e valores e o seu companherismo era inigualável", referiu este seu amigo de longa data, presença assídua nas festas da Casa da Anta e nos jogos de futebol das "velhas guardas" que habitualmente eram organizadas pelo Germano Ramalhosa, juntando jogadores de vários clubes outrora rivais em jornadas de confraternização.

O antigo jogador do Benfica realçou também a estreita ligação entre o seu amigo agora desaparecido e a região onde nasceu, reconhecendo que Lanhelas e o Minho perderam um dos seus maiores defensores e empreendedores no campo turístico.

"Foi um grande amigo meu que se foi embora"

O maestro António Victorino d'Almeida, figura indelevelmente associada à Casa da Anta e talvez o seu maior animador, tantos foram os serões em que participou, marcou presença na despedida do amigo que possuía "uma tal força, coragem e grande desejo de viver e dar vida às coisas, pelo que é muito difícil associar o Germano a qualquer outro sentimento que não seja a alegria".

Como tal, "pressuponho que ele esteja alegre neste momento e quero acreditar nisso" acrescentou, ainda visivelmente emocionado pelo sucedido, embora a notícia não o tivesse apanhado de surpresa, dado ter acompanhado a doença que o vinha debilitando.

"Era um homem grande, com a sua genialidade - e cada um tem o seu talento especial -no seu ramo profissional", e, acima de tudo, concluiu o maestro, "era amigo dos amigos e foi um grande amigo meu que se foi embora".

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(Actualização: 16H30 - 30/12/10)

Faleceu Germano Ramalhosa

Faleceu ontem à noite ao final da tarde em Coimbra, Germano Ramalhosa, um dos empresários turísticos concelhios com mais notoriedade, tendo sido relevante a dinamização empreendida no âmbito do turismo rural, com a Casa da Anta, em Lanhelas, e o Parque de Campismo Natural de Vilar de Mouros.

Francisco Sampaio, até há bem pouco tempo presidente da Região de Turismo do Alto Minho, conviveu com Germano Ramalhosa durante dezenas de anos, tendo destacado a coincidência de interesses que sempre manteve com a RTAM e sendo "dos primeiros que viram a importância dos contactos entre o Norte de Portugal e a Galiza", apontando como exemplo a realização das Festas Luso-Galaicas.

Reputou de extraordinária visão "as embaixadas culturais, folclóricas e desportivas transfronteiriças" que manteve a longo do tempo, numa tentativa de aproximação dos povos dos dois lados do rio Minho.

O antigo presidente da RTAM lamentou esta morte precoce aos 69 anos de uma pessoa "que tanto deu à sua terra e que ainda tinha muito para dar".

"Curvo-me perante um homem a quem devemos agradecer o quanto fez pelo concelho e pelo Alto Minho", concluiu Sampaio, sem que antes recordasse o seu último encontro com o "amigo Germano" no decorrer da festa de homenagem ao maestro Victorino d'Almeida realizada no passado Verão pelo Orfeão de Vila Praia de Âncora.

Os restos mortais de Germano Ramalhosa chegam amanhã, Sexta-feira, pelas 13H30, à Igreja Paroquial de Lanhelas, onde se realizarão as exéquias, indo a sepultar no cemitério desta freguesia, a escassos metros da "sua" Casa da Anta.