"Se a Euroscut nos pagasse, poderíamos apresentar uma candidatura ao Promar", admitiu Rui Fernandes, presidente da Junta de Freguesia, quando o delegado José Abel Ribeiro o questionou na última Assembleia de Freguesia sobre a situação das indemnizações referentes às expropriações de terrenos pelos quais foi aberta a via rápida Caminha-Viana do Castelo.
O presidente do Executivo lanhelense referiu que solicitaram às Finanças a confirmação das áreas reclamadas por alguns particulares como sendo suas, tendo recebido confirmação de que pertenciam aos baldios da freguesia. Dessa situação foi dado conhecimento à adjudicatária da obra, a Euroscut, mas eis que surgem mais pessoas a assegurar que possuem matas, o que obrigou a novo pedido de confirmação, atrasando ainda mais este processo, em que estão em causa milhares de hectares que a autarquia pede lhes paguem.
Assim, o projecto de candidatura à construção de um viveiro de peixe do rio Minho apoiado pelo programa "Promar" ficará a aguardar melhores dias, lamentou o autarca.
A Junta aguarda ainda que se cumpra uma das condicionantes da obra da via rápida. Trata-se da construção de um Centro Interpretativo de Arte Rupestre do Monte de Góis, incluindo a aquisição da Laje da Fogaças, um assunto que a autarquia tem insistido junto dos responsáveis pelo Património Nacional.
Em resposta a um pedido de informação apresentado pelo mesmo delegado social-democrata acerca da taxa de execução do Orçamento/10, a Junta definiu-a como "normal", apenas alterado pelo prejuízo causado pelo rebentamento de um cano de água do edifício-sede que causou prejuízos num inquilino (bar) no montante de 3.000€.
A iluminação pública em Lanhelas voltou a ser debatida, dizendo o Exectivo que continuam a solicitar mais pontos de luz nalguns lugares, enquanto que pedem a redução noutros, dando como exemplo deste último caso, o Largo de S. Sebastião.
A Junta confirmou que, finalmente, tinham sido colocados os abrigos de passageiros pedidos desde 2003, tendo coincidindo com as obras na EN13, lamentando que os materiais sobrantes desses trabalhos não tivessem sido aplicados na Chã dos Campados, a fim de reparar o caminho, esclarecendo assim um elemento do público (José Geraldes) que a interpelara nesse sentido.
No que respeita ao itinerário da eco-via, o projecto continua em estudo, e quanto à colocação de 10 mesas na beirada do rio, elas foram pagas pela Junta, concluiu Rui Fernandes.