Jornal Digital Regional
Nº 510: 23/29 Out 10
(Semanal - Sábados)






Email Assinaturas Ficha Técnica Publicidade 1ª Pág.
Cultura Desporto Freguesias Óbitos Política Pescas Roteiro

UNIVERSIDADE SENIOR
REINICIA ACTIVIDADE

A Universidade Sénior de Monção reiniciou actividade com a sessão de abertura do ano lectivo 2010/201. Além dos professores e alunos, estiveram presentes responsáveis da Rede Social de Monção e da Associação "Censo", promotores da Universidade Sénior. O autarca local, José Emílio Moreira, presidiu à cerimónia.

Depois de dar as boas vindas aos presentes, José Emílio Moreira desejou um bom ano escolar a todos, garantindo aos professores e alunos total colaboração da autarquia. "O executivo municipal tudo fará para assegurar uma aprendizagem de qualidade no trajecto de conhecimento e troca de experiências encetado na Universidade Sénior" adiantou.

No presente ano lectivo, estão inscritos 47 alunos distribuídos por 9 disciplinas (informática, saúde, inglês, partilha de saberes, descobrir o património, ginástica e hidroginástica, actualidades, manualidades e culinária). As aulas decorrerão na Biblioteca Municipal, Arquivo Municipal, Casa do Curro, Piscina Municipal e Escola Profissional (EPRAMI).

O plano de actividades engloba diversas actividades de enriquecimento pessoal como palestras, workshops, tertúlias, festa de Natal, acções comemorativas dos 750 anos da atribuição do foral a Monção, e intercâmbios com outras universidades seniores.

Não sendo um documento estanque mas aberto a sugestões, como referiu Silvia Alves, responsável do Serviço de Acção Social da CMM, o plano compreende ainda a comemoração do Dia Mundial da Floresta com a realização do Trilho Pedestre "Cova da Moura", a presença no encontro nacional das universidades seniores, em Oliveira de Azeméis, e uma viagem mensal para "descobrir o património" dos concelhos vizinhos.

Colheita de 2010 é a mais bem paga
da história da Adega de Monção

As vindimas de 2010 superaram todas as expectativas da Adega Cooperativa Regional de Monção (ACRM) sob o ponto de vista da quantidade e da qualidade. Resultado: a colheita deste ano é a mais bem paga da história do líder na produção e comercialização do vinho Alvarinho, que recebeu cerca de cinco mil toneladas de Alvarinho, perto de duas toneladas e meia de Tinto e mais de uma tonelada de Trajadura. Ou seja, as estimativas de uma subida de 15 por cento nas vindimas de 2010 face ao ano anterior foram mesmo ultrapassadas, o que deixa o presidente Antonino Barbosa "extremamente satisfeito".

As quantidades de uvas recebidas quer na sede em Monção, quer no pólo em Melgaço traduzem-se em três milhões e 500 mil litros de Alvarinho, 800 mil litros de Trajadura e um milhão e 700 mil litros de Tinto, representando um aumento superior a 25 por cento comparativamente com a colheita de 2009.

Para Antonino Barbosa, presidente da Adega de Monção, "as excelentes condições climatéricas" que se verificaram durante as vindimas contribuíram decisivamente para "a excelente qualidade das uvas" recolhidas, de "baixa acidez e bom aroma".

Antonino Barbosa não tem mesmo dúvidas de que "o Alvarinho vai ser muito bom, em qualidade e quantidade", o que resulta não apenas do tempo "quente e seco" registado em Agosto/Setembro, como também do facto de "os produtores estarem a produzir cada vez mais uvas de elevada qualidade". Em 2010, mais de 1700 produtores da sub-região Monção-Melgaço depositaram as suas uvas nos lagares da adega que é líder na produção e comercialização do Alvarinho.

"Extremamente satisfeito" com as vindimas de 2010, o presidente da Adega de Monção apenas lamenta "os problemas levantados com as declarações de colheita e produção", o processo administrativo que permite aos associados da ACRM declararem as produções junto da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), este ano mais burocrático e com inúmeros erros.

Com uma facturação de mais de 13 milhões de euros em 2009, naquele que foi considerado o melhor ano de sempre, a Adega de Monção tem vindo a apostar cada vez mais forte nos mercados internacionais, nomeadamente brasileiro, norte-americano, francês e angolano. Não por acaso, depois de ter marcado presença no Brasil e nos Estados Unidos, uma comitiva da Adega de Monção, liderada por Antonino Barbosa, está em Angola a promover o portefólio das marcas da ACRM.

A promoção vai compreender as cidades de Luanda, Lobito, Benguela e Lobango e faz parte de uma campanha de três anos, orçada em 500 mil euros, com vista a aumentar as exportações dos vinhos de maior valor, como o Alvarinho Deu-La-Deu e o Muralhas de Monção.

Jorge Queirós