Noite quente convidativa para a festança coincidindo com fim-de-semana levou milhares de foliões até ao Convento de S. João d'Arga na noite do pretérito 28 de Agosto.
Bagaço com mel com fartura ajudava a afinar as gargantas e a criar ambiente adequado à romaria mais popular do Alto Minho.
Num pequeno palmo de terra animado pelo som das concertina e dos cantadores ao desafio - que mal se faziam ouvir perante tamanha barulheira - a que se juntavam os acordes das duas bandas de música, milhares de pessoas acotovelavam-se, saltavam, cantavam, enfim, divertiam-se com aquele ambiente frenético que caracteriza a Festa de S. João d'Arga.
Já na véspera, os quartéis do mosteiro deram guarida a numerosos grupos de apreciadores do cabrito à Serra d'Arga e do sarapatel, aos que se juntavam as refeições servidas nos improvisados restaurantes e churrasqueiras montados dentro e fora do recinto.
Desde os que vieram a pé pelos trilhos da serra, aos que utilizaram o automóvel ou a moto como modo mais rápido de atingir o local da festa, todos se juntaram num cacho humano endiabrado, cada vez "acelerado" à medida que a noite ia avançando, cujo som de fundo se estendia pelo vale da ribeira de S. João.
Cada um tentava gritar e cantar mais do que o parceiro, formando-se grupos ao redor dos tocadores, cantadores e cantadeiras que se esforçavam por ser ouvidos no meio da gritaria estridente e da disparidade de sons musicais provenientes das concertinas, castanholas, bombos e um que outro reco-reco.
Na capela, os devotos cumpriam as suas promessas indiferentes à algazarra exterior, não se esquecendo alguns deles de deixar uma moedita ao "diabo", não vá ele tecê-las.