" OPERAÇÃO DE COMBATE AO TRÁFICO DROGA "

O Comando Territorial de Viana do Castelo, nos dias 17 e 18 de Agosto do corrente ano desenvolveu uma operação, no âmbito de um inquérito a correr termos no Destacamento Territorial de Arcos de Valdevez, no qual eram indiciados vários suspeitos de envolvimento em actividades delituosas ligadas ao tráfico de droga e residentes nos concelhos de Ponte da Barca e Monção do Distrito de Viana do Castelo e nos concelhos de Amares e Vila Verde do Distrito de Braga.
Na Operação foram empenhados militares de todos os Destacamentos Territoriais deste Comando (Arcos, Viana e Valença) reforçados por efectivos do Comando Territorial do Porto e da Unidade de Intervenção/GNR, totalizando 74 militares.
No decurso da mesma foram efectuadas 11 (onze) buscas domiciliárias e detidos 08 (oito) indivíduos, (07 do sexo masculino e 01 do sexo feminino) indiciados por ligações ao tráfico de droga e identificado um outro que foi constituído arguido e sujeito a Termo de Identidade e Residência, com idades compreendidas entre os 24 e os 57 anos de idade.
Todos os detidos foram presentes ao Tribunal Judicial da Comarca de Ponte da Barca, pelas 09h30 do dia de hoje (19Ago10), para 1.º interrogatório judicial e aplicação de medidas de coacção.
Foi apreendido o seguinte material:
" 1.731,00 grs de cocaína
" 37,92 grs de heroína
" 4,90 grs de haxixe
" 465,00 grs de bicarbonato
" 01 frasco de amoníaco
" 01 moínho
" 19.077,00 € em dinheiro
" 07 veículos automóveis
" 01 motociclo
" 01 moto 4
" 01 embarcação c/ dois motores
" 7.800 cigarros de contrabando
" 02 revólveres cal. 32
" 01 pistola cal. 6,35 mm
" 01 pistola cal. 7,65 mm
" 74 munições de diversos calibres
" 02 carabinas
" 03 espingardas de caça
" 02 espingardas pressão de ar
" 722 cartuchos diversos calibres
" 14 navalhas
" 23 telemóveis
" 01 imóvel em construção
Comando GNR de Viana do Castelo
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O Deputado Pedro Soares do BE questiona na Assembleia da República o Governo, através do Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas,
qual o apoio aos produtores pecuários das áreas afectadas pelos fogos florestais
Os fogos florestais das últimas semanas eliminaram vastas áreas de pastagem de regiões em que a criação de bovinos e de pequenos ruminantes tem importância económica e social muito relevante. Em múltiplos casos, será mesmo a principal actividade económica de um mundo rural que mantém núcleos populacionais que asseguram a humanização de zonas de montanha e de extensos espaços do interior continental.
Sem pastagens, principal fonte de alimentação de bovinos e de rebanhos de ovinos e caprinos, está em causa a sobrevivência de milhares de efectivos nas serras da Arada, do Soajo e da Peneda (Viana do Castelo), do Gerês (Braga), da Gralheira, de Montemuro (Viseu) e da Estrela (Guarda).
As pastagens ardidas só voltarão a ter novo coberto vegetal significativo em Fevereiro ou Março do próximo ano, caso as condições meteorológicas sejam favoráveis para o crescimento dessas plantas, após os devastadores incêndios deste Agosto.
Até lá, os animais terão de ser alimentados com forragem e ração adquiridas fora da exploração, até que haja produção de novos pastos. Torna-se economicamente incomportável para os criadores, desfazerem-se dos seus efectivos, por venda ou abate, porque, para além de constituir uma grave perda económica e poder levar ao fim das explorações, obrigá-los-ia a restituírem subsídios entretanto atribuídos.
Porém, é igualmente inviável, em termos económicos, suportarem integralmente o custo de silagem, palha, feno e rações, essenciais para a alimentação do gado durante os meses de carência de pasto, com a agravante de coincidirem com os exigentes meses de Inverno de baixas temperaturas, já que a racionalidade económica da criação destes efectivos está baseada no pastoreio.
Deste modo, é do maior interesse para a manutenção de uma actividade económica em áreas já de si sujeitas a um processo tendencial de desertificação, desencadear iniciativas públicas de apoio aos criadores afectados pelos fogos florestais, impedindo assim o puro e simples abandono da actividade agrícola, com consequências gravosas para a humanização dos territórios do interior, para o equilíbrio ambiental e paisagístico, bem como para a prevenção dos fogos florestais.
A manutenção dos referidos efectivos de gado em regime de pastoreio em zona de montanha e do interior do território, proporciona o consumo de grande quantidade de matéria orgânica (pastos) que, de outra forma, crescerá e se transformará rapidamente em material combustível que tenderá a alimentar novos fogos florestais, cada vez mais extensos no espaço e no tempo. Torna-se fundamental manter e aumentar o pastoreio como medida de limpeza destas áreas e de prevenção dos fogos florestais.
Medidas públicas de apoio aos criadores de gado daquelas regiões para garantirem a alimentação de bovinos, ovinos e caprinos são urgentes e essenciais, de maneira a que seja restabelecido rapidamente o respectivo potencial produtivo e assegurar a continuação da actividade. Para este efeito, o Governo deverá accionar financiamentos comunitários e as adequadas medidas do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural do Continente), relacionadas com a manutenção das condições de produção afectadas por catástrofes ou calamidades naturais de elevado impacte, como é o caso dos fogos florestais.
Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP), as seguintes perguntas:
1. Reconhece o Governo a importância da manutenção e incremento das actividades ligadas à pastorícia para a ocupação do território em zona de montanha e para a prevenção dos fogos florestais?
2. Está o Governo a preparar algum plano de intervenção para apoio aos criadores de gado afectados pelos recentes fogos florestais e em risco de perda dos seus efectivos?
3. Equaciona o Governo acções dirigidas à recuperação de infra-estruturas das explorações, estábulos, equipamentos agrícolas, instalação de prados plurianuais, etc., afectados pelo fogo?
4. Vai o Governo criar linhas de apoio à aquisição de alimentos para os animais, privados de pastagens em consequência dos fogos florestais?
5. Prevê o MADRP recorrer de imediato à medida n.º 1.5, "Instrumentos financeiros e de gestão de riscos e de crises", prevista no PRODER, nomeadamente à acção 1.5.2 denominada "Restabelecimento do potencial produtivo", conforme Portaria n.º 964/2009 de 25 de Agosto, ou a outras medidas que entender mais convenientes para o objectivo de apoio à recuperação de infra-estruturas e à aquisição de alimentos para os efectivos pecuários das explorações afectadas?
6. Em caso afirmativo, qual o espaço de tempo considerado necessário para a disponibilização aos agricultores do conjunto de ajudas essenciais para o restabelecimento da capacidade produtiva das explorações afectadas pelos fogos florestais?
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A Associação de Protecção e Conservação do Ambiente - APCA, na sequência da campanha iniciada, em 2007, tendo em consideração os valores do Índice Ultra Violeta (IUV) registados na região do Minho, nos últimos meses, vem por este meio alertar a população, particularmente, a que trabalha exposta ao sol e frequenta as praias da região, para os perigos que correm quando expostos à radiação ultra violeta nos períodos mais críticos do dia, normalmente, entre as 11 horas e as 16 horas. Relembra-se que estamos perante um problema de Segurança dos Cidadãos, em termos gerais, afectando com maior incidência Trabalhadores de determinadas actividades profissionais (trabalho ao ar livre) e Utentes das Praias, com repercussões na sua saúde, concretamente, a eventual ocorrência de lesões graves na pele, entre as quais o cancro da pele (melanoma). Estamos perante uma situação que deve mobilizar toda a sociedade face à sua dimensão nacional, repercussões na saúde pública, no bem-estar e qualidade de vida dos portugueses. É inadmissível perante o aumento dos casos de cancro da pele em Portugal, que não se tomem medidas concretas, no âmbito da sensibilização de proximidade, junto dos Trabalhadores e Utentes das Praias expostos a estes riscos naturais. Espera-se do Estado (administração central, regional e local), uma atitude em conformidade, através de acções de prevenção e de acção directa, com vista a uma sensibilização efectiva, que salvaguarde a segurança das pessoas expostas conscientemente e inconscientemente, por motivos profissionais ou de recreio e lazer a este tipo de riscos naturais.
Dado tratar-se dum problema no âmbito da actuação da APCA nas áreas e domínios do Ambiente Ocupacional e Saúde Pública, para aquilatar-se a dimensão do problema e suas repercussões na saúde das pessoas, onde na listagem de consequências, voltamos a frisar, figura o cancro da pele, visitamos nas últimas semanas as praias minhotas, entre as quais as 15 praias com Bandeira Azul (3 no concelho de Caminha, 8 no concelho de Viana do Castelo e 4 no concelho de Esposende), tendo-se constatado que nas mesmas não existe nenhuma informação que alerte os utentes para os perigos que correm ao exporem-se ao sol quando os índices ultra violeta excedem determinados valores em certas horas do dia. Esta análise estendeu-se, ainda, ao exercício de algumas actividades profissionais no seio de organismos públicos, cuja actuação deveria ser exemplar, tendo-se também constatado a inexistência de qualquer medida preventiva ou quando existe alguma actuação as medidas são muito incipientes não minimizando os efeitos nefastos da exposição à radiação ultravioleta.
A gravidade da situação, conforme se tem vindo a reclamar, desde 2007, impõe uma actuação imediata, que infelizmente tarda, para que rapidamente esta gravíssima lacuna seja suprida. Lamenta-se que a nível local os organismos com competências e atribuições nesta matéria, não dediquem qualquer tipo de atenção a este domínio da saúde pública, relevando-se a gravidade de tal situação em espaços apregoados como saudáveis, apesar de existirem na região "Gabinetes" que pressupostamente, atendendo às designações que ostentam, se deveriam ocupar e preocupar com um assunto tão importante como este. Espera-se que no maior município da área analisada e que detém mais de 50% das praias com Bandeira Azul da orla costeira minhota, onde em 2004 existiu, pela última vez, alguma informação sobre a matéria, a recente substituição de liderança por uma pessoa com outra sensibilidade e postura cívica, permita a rápida inversão desta situação, face à elevada probabilidade dos utentes das praias, por falta de informação, virem a contrair cancro da pele, entre outras lesões cutâneas.
Releva-se que a parte ultravioleta do espectro solar (UV) desempenha um papel determinante em muitos processos na biosfera, possuindo muitos efeitos benéficos, contudo pode causar graves prejuízos para a saúde se o nível de UV exceder os designados valores limites de exposição dependentes da cor da pele, olhos e cabelo dos utentes sujeitos à exposição (Ver em anexo protótipo de painel, recentemente sugerido por um investigador do litoral).
Quando a quantidade de radiação ultravioleta excede os limites a partir dos quais os mecanismos de defesa inerentes a cada espécie, se tornam ineficazes, podem ser causados graves danos a nível biológico, facto que também se aplica ao organismo humano e em particular aos órgãos da pele e da visão. Com o intuito de serem evitadas lesões, agudas e crónicas, resultantes da exposição a elevados níveis de UV, as pessoas devem limitar a sua exposição à radiação solar adoptando medidas de protecção, medidas estas que variam consoante a sensibilidade de cada um.
A radiação ultravioleta (UV) faz parte do espectro da radiação solar nos comprimentos de onda compreendidos entre 290 nm a 400 nm. A chamada radiação UV-B corresponde ao intervalo espectral de 280 nm a 320 nm, sendo a principal responsável pela formação de queimaduras na pele, cancro da pele, cataratas e outros efeitos na saúde humana. A necessidade de fazer chegar ao público, em geral, informação sobre a radiação UV e sobre os seus possíveis efeitos nocivos, levou à definição dum parâmetro que pudesse ser usado como um indicador para as exposições a esta radiação, designando-se tal parâmetro por Índice UV (IUV). Assim, o IUV é uma medida dos níveis da radiação solar ultravioleta que efectivamente contribui para a formação de uma queimadura na pele humana (eritema), sendo que a sua formação depende dos tipos de pele e do tempo máximo de exposição solar com a pele desprotegida. O Índice UV varia entre menor que 2, em que o UV é REDUZIDO, 3 a 5, MODERADO, 6 a 7, ELEVADO, 8 a 9, MUITO ELEVADO e superior a 10 MÁXIMO (Ver tabela em anexo).
Tratando-se dum problema que consideramos muito grave no âmbito da Saúde Pública e da Segurança e Higiene do Trabalho, por omissão ou mera negligência dos organismos incumbidos em termos da administração pública (central, regional e local) de velar pela Segurança dos cidadãos, vamos dar conhecimento de tais factos com vista a uma intervenção urgente ao Sr. Presidente da República, Sr. Presidente da Assembleia da República, Sr. Primeiro-Ministro; Sr. Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, Sr.ª Ministra da Saúde; Sr. Ministro do Trabalho e Solidariedade Social, para além, evidentemente, da Autoridade para as Condições do Trabalho, Operador Nacional Associação Bandeira Azul e do Operador Europeu, entre outros organismos com competências e atribuições, em razão do lugar e da matéria. Apela-se a quem de direito, em razão do lugar e da matéria, a que rapidamente seja colocada nos postos de trabalho expostos à radiação ultravioleta e nas praias, em locais bem visíveis (painéis de praia e de informação, etc.), informação sobre os perigos e cuidados a ter com a exposição ao sol, alertando-se para o facto de que os períodos mais críticos, na nossa região, ocorrem entre as 11 horas e as 16 horas.
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UNIMINHO abre concurso para propor uma rede de serviços de saúde para o Vale do Minho Transfronteiriço
A UNIMINHO - Associação do Vale do Minho Transfronteiriço - que tem como associadas a Associação de Municípios do Vale do Minho e a Deputación Provincial de Pontevedra, abriu um concurso para aquisição de serviços para a elaboração de uma Rede de Referenciação em Serviços de Saúde no Vale do Minho Transfronteiriço, no âmbito do projecto Coopminho, apoiado pelo Programa Operacional CooperaçãoTransfronteiriça Espanha-Portugal- POCTEP. O objecto do presente estudo tem por finalidade a elaboração de uma rede de referenciação em serviços de saúde no Vale do Minho Transfronteiriço, culminando numa proposta de protocolo conforme previsto no Decreto n.º 3/2010 de 19 de Março - Protocolo de Cooperação na Área da Saúde celebrado entre o Estado Português e o Reino de Espanha - proposta que a Uniminho irá apresentar até ao final de presente ano às autoridades nacionais e regionais de Portugal e Espanha com competências na área da saúde.
Os objectivos gerais do estudo são: elaborar um projecto de Protocolo de Cooperação Transfronteiriça na área da Saúde, em conformidade com a legislação em vigor; definir as formas de cooperação entre estruturas e recursos de saúde no Vale do Minho Transfronteiriço; integrar uma rede transfronteiriça de cuidados de saúde; intercâmbio de boas práticas entre os diversos parceiros no âmbito de actuação do projecto. De referir que, os destinatários do estudo são, para além da Administração Pública de Portugal e Espanha com responsabilidades na área da saúde, a população com domicílio ou permanência temporária no Vale do Minho Transfronteiriço e os profissionais de saúde. No que se refere ao âmbito geográfico de intervenção da "Rede de Referenciação em Serviços de Saúde no Vale do Minho Transfronteiriço" estende-se aos 21 concelhos da área de influência da entidade transfronteiriça UNIMINHO e ao concelho de Caminha.
Para a elaboração deste estudo foram convidadas as principais universidades de Portugal e Espanha com competências na área da saúde.
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2 Milhões e 300 mil euros para o Minho
Com o objectivo de "Transformar o Minho de baixa densidade num espaço de competitividade", o Consórcio MINHO IN, apresentou, no final do mês de Julho, quatro projectos, com um investimento total que ascende aos 2 milhões e 300 mil euros, ao Eixo II - Valorização Económica de Recursos Específicos, do Programa Operacional Regional do Norte 2007-2013. Candidatados no âmbito dos Projectos Âncora Golfe, Novos Negócios da Terra, Competitividade e Empreendedorismo em Baixa Densidade e Vinhos Verdes, da Estratégia de Eficiência Colectiva Minho IN, estes projectos serão financiados em 70% pelo FEDER.
O Projecto âncora Golfe Minho IN, liderado pela Associação de Golfe do Norte de Portugal, em pareceria com os promotores de campos de Golfe (Laguna Park, Golfinvest; Onda Gaivota, Lda., GPL - Golfe Ponte de Lima, SA. e os Municípios de Melgaço, Arcos de Valdevez e Viana do Castelo), consiste na elaboração de um Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Golfe no Minho, que permita a criação, estruturação e consolidação deste produto turístico neste território. Trata-se de um primeiro passo que condicionará a criação do produto turístico Golfe Minho IN, uma vez que visa identificar uma estratégia, desenhar um plano de acção e avaliar a sua viabilidade e exequibilidade da sua criação e desenvolvimento. Este projecto tem um investimento total de cerca de 120 mil euros.
Denominada "PROVE Minho IN", a candidatura, submetida no âmbito do projecto âncora Novos Negócios da Terra, tem como principal desiderato aumentar a visibilidade, o reconhecimento e a percepção, nacional e internacional, de uma Gastronomia de excelência no Minho, sustentada em produtos endógenos de grande qualidade. Pretende-se lançar importantes sementes que permitam agregar uma ideia de inovação, mostrar uma nova atitude perante o receituário, a restauração, os produtos e os produtores da região, contribuindo para a projecção da cultura gastronómica e vínica, como factor elementar no desenho produto turístico regional e nacional. A entidade que irá liderar este projecto, com um investimento total de cerca de 150 mil euros é a ADRIMINHO - Associação de Desenvolvimento Rural e Integrado do Vale do Minho, tendo como parceiras a ADRIL- Associação de Desenvolvimento Rural e Integrado do Vale do Lima e a ATAHCA - Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave.
Destaque, ainda, para o Projecto Minho Empreende, cujas acções passam pela criação de um roadmap da rede regional de empreendedorismo alicerçado em boas práticas; promoção e sensibilização da população para o empreendedorismo e inovação em Baixa Densidade; qualificação das pessoas para o empreendedorismo; oficinas e clínicas Minho IN; promoção da cooperação empresarial e institucional no Minho Rural e ainda avaliação, coordenação e promoção deste projecto. Trata-se de um projecto que será liderado pela ADRAVE em cooperação com um conjunto de entidades (BIC Minho, ACIBTM, SPIN PARK, IDEIA ATLÂNTICO, IEMINHO, CEVAL, ACIG) que no Minho se dedicam e desenvolvem actividade ligadas à promoção da criatividade, inovação e do empreendedorismo. O Projecto Minho Empreende tem um investimento total de cerca de 1,5 milhões de euros.
O Enoturismo Minho IN, é um projecto da total responsabilidade da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, com um investimento total de cerca de quatrocentos e cinquenta mil euros. Este projecto pretende a criação de uma rede empresarial de enoturismo, construída por várias tipologias de empresas da Região, desde as Quintas produtoras e engarrafadoras de vinhos, os restaurantes, as unidades de alojamento turístico, os museus, os artesãos, as enotecas e outros estabelecimentos comerciais que vedam o Vinho Verde e seus sub-produtos, o património natural e construído que seja visitável, as empresas de animação turística, as agências de viagens com receptivo e outros aderentes que, de alguma forma contribuem para o enriquecimento da rota.
De relembrar que a EEC Minho IN resultou da dinâmica desencadeada pela decisão das Comunidade Intermunicipais do Alto Minho, do Ave e do Cávado de submeterem uma candidatura conjunta ao Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE) com vista ao seu reconhecimento formal enquanto ECC, congregando projectos de natureza público-privada como o cluster Golfe Minho IN; a rede de Solares, Aldeias e Jardins; Reforço da Governação, Infra-Estruturas e de Animação da Rota dos Vinhos Verdes; Produto Turismo de Natureza; Artes e Produtos Tradicionais; Novos Negócios da Terra; Saúde e Bem-estar; Competitividade e Empreendedorismo em Baixa Densidade e Minho IN - Rede de Promoção.
De facto, é a primeira vez, na história recente, que o Minho se junta numa iniciativa ímpar, envolvendo além das comunidades intermunicipais do Alto Minho, do Ave e do Cávado, a Entidade Regional de Turismo Porto e Norte de Portugal, as associações de desenvolvimento local e centenas de promotores privados, que se constituíram em consórcio, com o objectivo de promover uma EEC em prol do desenvolvimento integrado da região.
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Estradas de Portugal investe mais de 8 milhões na conservação da Rede Rodoviária
do distrito de Viana do Castelo
A Estradas de Portugal assinou com o consórcio Ramalho Rosa Cobetar / Matinsa / Aurélio Marrtins Sobreiro o Contrato de Conservação Corrente para o triénio 2010 - 2013 no valor de mais de 8 milhões de euros. Este contrato visa a realização de trabalhos de manutenção e conservação dos 673 quilómetros de vias e das 335 pontes, viadutos e outras travessias que constituem a rede rodoviária a cargo da Estradas de Portugal no distrito de Viana do Castelo.
Estas intervenções consistem na conservação de pavimentos, bermas e valetas, passeios, nós, intersecções, ilhéus e separadores, na conservação de taludes e da rede de vedação e ainda na manutenção de obras de arte, actividades ambientais e de segurança. No âmbito deste contrato, está também contemplada a actualização do inventário dos equipamentos constituintes das estradas. Este é mais um investimento da Estradas de Portugal pela melhoria das condições de circulação rodoviária e segurança dos utentes da Rede Rodoviária Nacional a seu cargo.
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XVI Jogos Náuticos do Atlântico realizaram-se na Cantábria
Norte de Portugal arrecada cinco medalhas de ouro
Os Jogos Náuticos do Atlântico de 2010, que tiveram lugar entre os passados dias 31 de Julho
e 5 de Agosto, em Santander, na região espanhola da Cantábria, pautaram-se pelo êxito.
Juntaram 400 atletas de elevado nível, que competiram em cinco modalidades náuticas em
representação de 12 regiões do Arco Atlântico. A equipa do Norte de Portugal conquistou
cinco medalhas de ouro e uma de prata e contribuiu para o reforço da importância do país
na rede europeia da náutica.
A equipa do Norte de Portugal, composta por 33 atletas, apesar de não ter competido nas
cinco modalidades em disputa (Vela, Surf, Canoagem, Remo e Actividades Subaquáticas),
protagonizou uma excelente prestação nesta XVI edição dos Jogos Náuticos do Atlântico (JNA).
Conquistou cinco medalhas de ouro, quatro destas em Canoagem, modalidade na qual se
sagrou campeã com uma excelente prestação. Nelson Vaz, no Bodyboard Sub 18, arrecadou a
outra medalha de ouro e Raquel Oliveira, no Bobyboard Feminino, conquistou uma medalha
de prata.
A equipa do Norte de Portugal ficou em quarto lugar na geral por regiões, atrás da Bretanha, a
grande vencedora deste ano, da Cantábria e da Catalunha, vencedora das duas edições
anteriores.
Os Jogos decorreram ao longo de uma semana e contaram com a participação das regiões da
Cornualha, de Devon, de Gales (Reino Unido), da Bretanha, do Pays de la Loire, da Aquitânia
(França), do País Basco, Galiza, Catalunha, Astúrias, Cantábria (Espanha) e do Norte de
Portugal.
A selecção náutica do Norte de Portugal foi felicitada pelo Ministro de Fomento do Governo de
Espanha, José Blanco, por Íñigo de la Serna Hernaiz, Alcalde de Santander, pela Vice-Presidente
do Governo de Cantábria, Dolores Gorostiaga, pelo Director-geral dos Assuntos Europeus e de
Cooperação e Desenvolvimento, Alberto García Cerviño, pelo Presidente do Comité
Internacional, Francisco Quiroga, pelo Presidente da Administração Portuária de Santander,
Christian Manrique, pelo Director-Geral de Turismo, José Carlos Campos, e pela Directora-
Geral da Juventude, Eugenia Gómez de Diego, entre outros.
Dolores Gorostiaga agradeceu a participação dos desportistas do Arco Atlântico por
contribuírem, mais uma vez, para “estreitar os laços existentes entre as regiões atlânticas
europeias” num espaço como a Baía de Santander.
Estes Jogos também ficaram marcados por um vasto programa cultural, no qual participaram
os portugueses “Diabo a Sete”, e por um festival gastronómico de “fazer crescer água na
boca”.
Os membros do Comité Internacional dos Jogos elegeram a cidade de Cardiff, no País de Gales,
como a anfitriã da próxima edição dos JNA, a acontecer no Verão de 2011.
Portugal afirma-se na rede europeia da Náutica
Guilherme Guimarães, membro da Intercéltica - Associação Cultural, Desportiva e Turística, foi,
recentemente, eleito Vice-Presidente do Comité Internacional dos Jogos Náuticos Intercélticos
e do Espaço Atlântico (JNIEA), o que significa, sobretudo, um reconhecimento por parte das
regiões membro deste Comité do trabalho desenvolvido pela Intercéltica e pela Região Norte
de Portugal em prol da dinamização da náutica nacional e europeia.
Dando continuidade à linha anterior de trabalho, este novo Comité, assume um grande desafio
“o de gerir a crescente adesão de novas regiões como membros do Comité Internacional dos
Jogos e de dinamizar a náutica e os Jogos Náuticos com uma vertente competitiva de alto
nível”.
Outro desafio a gerir por este Comité, é o crescimento da abrangência dos Jogos, assumindo a
sua tendência de se transformarem nos Jogos Náuticos Europeus.
Ao nível nacional, tem como grande objectivo o de mais regiões nacionais, além do Norte de
Portugal, integrarem o Comité. Assim, espera conseguir a participação e o compromisso, pelo
menos, das Regiões de Lisboa e Vale do Tejo, do Algarve e dos Açores.
Para Guilherme Guimarães, esta oportunidade de afirmação da posição portuguesa nesta rede
da náutica é de extrema importância e espera conseguir sensibilizar e envolver as estruturas
políticas nacionais neste objectivo europeu.
Criado em 1996, o Comité Internacional dos Jogos Náuticos é uma associação que reúne
representantes das diferentes regiões membro. Tem por objectivo desenvolver os desportos
náuticos no Espaço Atlântico; desenvolver os intercâmbios desportivos, culturais e económicos
entre os países e as regiões membro deste Comité; e desenvolver as relações de amizade entre
os povos das regiões e dos países do Espaço Atlântico, através, sobretudo, do desporto, da
cultura e da economia.
Os Jogos Náuticos do Atlântico de 2010 e a participação portuguesa foram co-financiados
pelo projecto europeu NEA 2 – Nautisme Espace Atlantique 2 – Programa de Cooperação
Transnacional Espaço Atlântico e contaram com o apoio da Comunidade Intermunicipal do
Minho-Lima e da Intercéltica.
Resultados Finais – JNA 2010
REMO CANOAGEM
1º Cantábria 1º Norte de Portugal
2º Catalunha 2º Cantábria
3º Pays de la Loire 3º Bretanha
ACTIVIDADES SUBAQUÁTICAS VELA
1º Galiza 1º Catalunha
2º País Vasco 2º Bretanha
3º Bretanha 3º Pays de la Loire
SURF
1º País Vasco
2º Bretanha
3º Cantábria
Classificação Final por Regiões
1º Bretanha
2º Cantábria
3º Catalunha
4º Norte de Portugal
5º País Basco
6º Pays de la Loire
7º Galiza
8º Cornualha
9º Aquitânia
10º País de Gales
11º Astúrias
12º Devon
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