Jornal Digital Regional
Nº 502: 28 Ago a 3 Set 10
(Semanal - Sábados)






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Praticante de Bike Mountain
resgatado pelos Bombeiros de Caminha
após queda num trilho rochoso da Serra d'Arga

Na manhã do dia 7 deste mês, um praticante de bike-mountain deu uma queda num dos trilhos rochosos da Serra d'Arga, fracturou uma anca e esteve perdido mais de três horas, até ser resgatado pelas equipas de socorro dos Bombeiros Voluntários de Caminha.

Um pedido de ajuda foi recebido pelo CODU pelas nove e meia da manhã desse dia, tendo sido alertados de imediato os Bombeiros de Caminha que enviaram para a serra uma equipa do INEM, na tentativa de descobrir o ciclista acidentado que, embora não sabendo exactamente onde se encontrava, tentava fornecer através de telemóvel os indícios possíveis a fim de ser localizado.

Bombeiros reforçaram efectivos

Face à impossibilidade de actuarem os meios aéreos para o detectarem, foram pedidos reforços ao quartel de Caminha, tendo seguido para o trilho que liga Arga de S. João (Caminha) a S. Lourenço da Montaria (Viana do Castelo), uma viatura com cinco homens, mais tarde reforçada com outro carro e mais dois bombeiros, chegando a pedir auxílio aos Municipais de Viana do Castelo. Quando chegaram, já o praticante de bicicleta todo-o-terreno se encontrava na ambulância do INEM de Caminha.

Perante a dificuldade em encontrarem o local onde o montanhista se encontrava, os bombeiros deslocaram-se até ao posto de vigia de fogos florestais, cuja altitude poderia permitir vislumbrar o sinistrado, mas sem resultados.

Decidiram então bater o terreno montanhoso, de acordo com as escassas indicações fornecidas pelo ciclista, natural de Vilar de Mouros, de 44 anos, mergulhador da Armada, e que aprecia calcorrear as montanhas de bicicleta.

Descoberto por casualidade

"Foi por acaso que demos com ele", referiu-nos um dos elementos da corporação caminhense integrado nas buscas que demoraram mais de três horas, constatando que embora ferido "estava consciente e colaborante". Face à fractura da anca posteriormente confirmada no Hospital de Viana do Castelo, os bombeiros tiveram de o transportar numa maca (plano duro) através do penedio, demorando "mais de duas horas" até chegarem junto da ambulância que o aguardava num dos estradões do alto da serra.

Falta de meios aéreos

Segundo apurámos, tanto o CDOS (Comando Distrital de Operações de Socorro) como o CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) não tinham disponíveis na altura meios aéreos que pudessem actuar, pelo que o único recurso seria pedir apoio à Força Aérea, mas esse serviço teria de ser pago, sendo posta de parte tal hipótese.