António Pinto, presidente da Junta de Freguesia, assegurou que a rede de saneamento vai estender-se a mais pontos da aldeia, nomeadamente até à Chão e Castanheirinho, depois de concretizados "pequenos troços", embora não possa avançar com datas certas para a concretização.
O autarca venadense social-democrata respondia dessa forma a uma interpelação da delegada socialista Célia Escusa, a qual ainda pediu explicações no decorrer de uma Assembleia de Freguesia (AF) recentemente realizada, sobre a paragem das obras no cemitério e o atraso verificado no pagamento ao construtor, aproveitando também para pedir cópias dos orçamentos, uma vez que não existia caderno de encargos, sublinhou.
A Junta de Freguesia está a estudar o caso do cemitério, frisando António Pinto que julgava que já tinha sido desbloqueada pela Câmara a verba correspondente aos trabalhos executados desde Setembro, precisando que um recibo inicial emitido pela sua autarquia tinha sido anulado, passando o município a garantir o respectivo pagamento.
Assegurou António Pinto que "as obras vão continuar", mas serem "alheios a várias situações burocráticas" que atrasam a sua conclusão e pagamentos.
Contudo, as explicações não satisfizeram a delegada socialista ("é uma situação sem pés, nem cabeça", assinalou), alegando ter havido "muita pressa" e, agora, fica assim, lamentou.
Célia Escusa ficou também a saber que a Junta não pretende entregar-lhe qualquer cópia, mas tão só permitir-lhe que consulte os documentos respeitantes aos apoios que os Samaritanos concedem a famílias carenciadas, face a alguma confidencialidade que o assunto exigirá, argumentaram.
Adiantaram, no entanto, que esta instituição passa por algumas dificuldades em atender aos crescentes pedidos de apoio em todas as freguesias, podendo vir a suspender a entrega de fraldas e outras comparticipações já durante este mês de Julho, situação que poderá igualmente surgir em Agosto devido às férias, mas que deverá normalizar-se a partir de Setembro.
Limpezas centram preocupações
A situação de alguns caminhos da freguesia mereceram intervenções de vários delegados, com a própria presidente da Mesa da AF, Arminda Pontes, a lamentar que se ande "p´ra trás e p´rá frente" a limpá-los.
"O rio está uma vergonha", denunciou Carla Loução, secretária da Mesa da AF, exigindo ainda a limpeza no açude de "Curtinhas", o qual pertence a 16 herdeiros, facto que dificultará essa acção.
Lixo na via pública, nomeadamente num determinado ponto da freguesia, levou a Junta a considerar a hipótese de voltar a discutir a negociação da venda dessa pequena parcela, atendendo a que esse espaço apenas a um proprietário interessará, disseram.
Gabinete das linhas de água
António Pinto anunciou que a Câmara está a criar um gabinete destinado a tratar das linhas de água, podendo assim intervir na sua limpeza.
A utilização dos designados herbicidas ecológicos suscitou discussão na reunião, pois se há quem os defenda, há quem tenha dúvidas, nomeadamente nos efeitos que poderão produzir nos animais a nas águas.
Referente a águas, o presidente da Junta reconfirmou que já se pode beber água da Fonte da Pereirinha depois de debelados os problemas de contaminação por águas residuais que sofrera no passado recente.
Foram ainda citados dois casos de duas obras executadas, nas quais os donos não procederam ao recuo dos muros, conforme seria expectável ou constasse da aprovação dos respectivos projectos.
O impasse na obra de alargamento no caminho do Feital e a falta de sinalética no entroncamento da N301 com o Lugar de Aldeia Nova, foram outros dois assuntos objecto de discussão nesta sessão, após os reparos feitos por Abel Poço.
A falta de verba impede que a Junta proceda à colocação da sinalética, ou substitua algumas placas com as designações de ruas e que se encontram partidas, conforme chamou a atenção Célia Escusa.