Palácio da Brejoeira abre ao público ao fim de dois séculos

Situado na freguesia de Pinheiros, concelho de Monção, classificado como Património Nacional desde 1910,
sendo propriedade privada, só agora decide abrir as suas portas a visitas, e partilhar toda a beleza e relíquias
escondidas, saciando toda a curiosidade de tantos quantos passavam do lado de fora dos portões e o
admiravam.
Ex-líbris da região do Alto-Minho, é uma grandiosa construção em estilo neo-clássico, dos princípios do
século XIX.
Casa senhorial, circundada de altos muros, ao gosto da época, com um frondoso parque de
essências arbóreas centenárias e pouco vulgares.
É um conjunto notável – Palácio, capela, bosque, jardins, vinhas e adega antiga (onde hoje estagia a prestigiada Aguardente Velha) – que seduz e encanta pela
harmonia que dele emana.
Para lá dos seus jardins, cultivam-se com esmero 18 dos 30 hectares da
propriedade, com vinha de casta Alvarinho que Hermínia Paes transformou num dos mais emblemáticos
vinhos da Sub-região de Monção.
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Datada de 1806, o inicio da sua construção, a mando de um “rico morgado, fidalgo da Casa Real e cavaleiro
da Ordem de Cristo” de nome Luís Pereira Velho de Moscoso é concluída em 1834. Em 1908 e já na posse de
outro proprietário, conselheiro Pedro Maria da Fonseca Araújo, industrial e na altura Presidente da
Associação de Comercio do Porto, inicia obras de restauro e remodelação, edifica-se a capela palatina e o
teatro, revestem-se as paredes do átrio e escadaria de azulejos e no exterior reforma os jardins e o bosque
riquíssimo em espécies exóticas, construindo ainda um belo lago. Em 1937, Francisco de Oliveira Paes,
adquire para oferecer a sua filha e actual accionista maioritária, da Sociedade Anónima, que entretanto se
constituiu em Julho de 1999.
Palácio construído na encantadora Quinta do Vale da Rosa, actual Quinta da Brejoeira, com grandes e
luxuosos salões, imensa biblioteca, jardim de inverno, teatro, azulejos figurativos, pratas, loiças do oriente,
mobiliário de madre pérola e pau-preto, tudo aqui é palaciano e pode a partir de agora ser visitado.
Um espaço a conhecer, onde os visitantes vão poder dizer: “eu estive no Palácio da Brejoeira”!
Visitas de Terça-Feira a Domingo, 9h30 às 12h00 e 14h30 às 17h00.
Hugo Souto (Director de Marketing)
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Os alunos da disciplina de manualidades da Universidade Sénior de Monção têm patente ao público, no auditório da Casa do Curro, uma exposição com trabalhos efectuados ao longo do ano. Pode ser vista, até 15 do corrente, de segunda a sábado das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00, e aos domingos das 10h00 às 12h00 e das 15h00 às 18h00.
Numa mesa corrida e nas paredes daquele espaço com "cheiro" cultural, encontram-se dezenas de peças imaginadas e saídas das mãos de cerca de 40 alunos que, na árdua tarefa de criar determinados objectos, contaram com a inspiração sábia e o apoio da professora Josefina Torres.
Um "coração em filigrana" devidamente emoldurado salta à vista. Mas há mais. Por exemplo, peças fabulosas em linho, rendas e bordados fieis à tradição, lenços de namorados com rimas amorosas, vidros pintados com motivos locais, arranjos florais e porta-retratos com famosos e anónimos.
Tanto para ver que, por estes dias, o auditório da Casa do Curro, espaço de encontros, conferências e reuniões do executivo municipal, é uma paragem obrigatória para residentes e visitantes. Antes ou depois de subirem a escadaria de pedra, cujo primeiro piso está preenchido com o Paço do Alvarinho, ninguém falha uma espreitadela à exposição.
Na sessão de abertura da exposição, o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Monção, Augusto Domingues, confidenciou sentir "algo extraordinário" por ver "tantas pessoas interessadas e empenhadas na concepção de coisas bonitas".
O responsável da pasta da cultura enalteceu ainda "o papel determinante da sociedade civil monçanense" e a "força e tenacidade de quem já deu muito e ainda continua a dar em prol do bem comum". "Vocês são um exemplo para todos" sintetizou.
Pela Universidade Sénior de Monção, Emília Marinho, notou a "evolução dos alunos evidenciada nos trabalhos expostos", incentivando-os a "melhorar ainda mais em próximas iniciativas". De sorriso rasgado, a professora Josefina Torres, falou "no orgulho que sente pelas pessoas" e no "grande salto que representa a exposição"
"Não fizemos caixinhas mas sim um trabalho produtivo" realçou Josefina Torres, para quem aprender e ensinar são palavras que se equivalem uma à outra: "Estava ali para transmitir isto e aquilo mas, todas as quartas-feiras, aprendia sempre algo diferente e enriquecedor".
Informação Município de Monção
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