AIMinho constitui grupo de trabalho com empresários para estudar a estruturação de
cluster da construção
A AIMinho, em conjunto com empresários do sector da construção e afins, constituiu vários grupos de trabalho para analisar a possibilidade da constituição de um cluster sectorial na Região. Esta iniciativa insere-se no âmbito do projecto Minho Internacional e pretende estudar a estruturação formal futura do cluster com base em estudos que estão a ser ultimados e com a colaboração activa dos empresários.
A associação aposta na colaboração directa com os empresários do sector para o desenvolvimento desta iniciativa pois, segundo o Presidente da AIMinho, António Marques, o processo de constituição não pode ser artificial. "Existe o potencial mas só isso não basta, e se as empresas não tiverem real vontade de se envolverem no processo este não sairá do papel", explicou.
Os grupos de trabalho irão, assim, reunir posteriormente entre si e trabalhar com a AIMinho no estudo da estruturação formal do cluster da Fileira da Construção.
"Organizar e estruturar as empresas em cluster é ganhar vantagem competitiva", realçou Jean Pol Piquard, professor convidado associado do MIT Portugal. O consultor já esteve envolvido em vários processos semelhantes e avança que são muitas as mais-valias que nascem da implementação desta estratégia.
A constituição de um cluster estruturado e a promoção do sector e da região constituem a melhor forma de combater as fragilidades das empresas da região, realçou Nuno Martins.
Foi neste âmbito que a associação desenvolveu o projecto Minho Internacional - Cooperar para a Internacionalização da Fileira da Construção, que tem como principal objectivo mobilizar os actores do Cluster da Construção para se estruturarem em rede, tendo em vista a preparação para o desafio da internacionalização, trabalhando factores críticos de sucesso de uma forma colectiva, de modo a melhorar a competitividade das empresas.
Os próximos passos são, segundo a equipa do projecto, a pesquisa e identificação de mercados prioritários para o cluster e o desenvolvimento de um Plano Estratégico de Marketing da Região, com o objectivo de acompanhar o esforço de Internacionalização das empresas.
São destinatários deste projecto as empresas dos sectores de construção civil e obras públicas, metalurgia/metalomecânica, madeiras/carpintaria, especialidades eléctricas, pichelaria, materiais de construção e projectos e engenharia, entre outros.
Esta iniciativa inscreve-se no âmbito do Sistema de Apoio a Acções Colectivas e tem o apoio do Programa Compete - Programa Operacional Factores de Competitividade, do QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional, e da União Europeia - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.
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CIM ALTO PROMOVE DESENVOLVIMENTO DE NOVAS IDEIAS DE NEGÓCIO NO ALTO MINHO
Fomentar a capacidade empreendedora da comunidade do Alto Minho e estimular o desenvolvimento de novos projectos empresariais que incorporem inovação e diversificação no tecido empresarial existente são os principais objectivos do Desafio Empreendedor "Start Me Up - Negócios Inovadores no Alto Minho" que a Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima (CIM Alto Minho) promove, até finais de Setembro, no Alto Minho.
Esta iniciativa insere-se no âmbito do projecto CTC (Comunidade Territorial de Cooperação) Límia-Lima-Cávado, financiado pelo POCTEP (Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2007-2013), que integra como parceiros, além da CIM Alto Minho, a Comunidade Intermunicipal do Cávado e o INORDE (Instituto Orensano de Desarrollo Económico), de Ourense.
Organizado pela In.Cubo - Incubadora de Iniciativas Empresariais Inovadoras, o Desafio Empreendedor "Start me Up" integra duas componentes com um formato inovador, a realizar de forma articulada e sequencial, procurando incentivar o aparecimento de novas ideias de negócio e dotar um conjunto de participantes das competências necessárias à sua implementação com sucesso.
A primeira componente consiste no Desafio "Ideias de Negócio Inovadoras", através da qual todas as pessoas (singulares e colectivas) podem candidatar a sua ideia de negócio a implementar na Região. O prazo para apresentação de candidaturas decorre até ao próximo dia 10 de Setembro, podendo o formulário de candidatura ser obtido no website www.startmeup-altominho.com.
No final desta componente, um júri composto por representantes de instituições com reconhecida credibilidade nas áreas do Empreendedorismo, Inovação e Apoio Empresarial irá proceder à selecção das ideias de negócio que apresentem maior potencial de desenvolvimento. Os promotores das ideias seleccionadas participarão na componente seguinte, ou seja, em workshops de Imersão Empreendedora.
Esta segunda componente consiste numa actividade a realizar durante dois dias consecutivos, nos dias 29 e 30 de Setembro, nas instalações da In.Cubo, em Arcos de Valdevez, em que o grupo de empreendedores seleccionado fará uma imersão intensiva na montagem/desenvolvimento de um plano de negócios, num ambiente dinâmico e informal, de natureza "aprender fazendo".
Os workshops integrarão um conjunto de actividades muito focalizadas em temas como geração de ideias e sua concretização, construção de um plano de negócios, inovação estratégica, finanças e financiamento do negócio, tendências e domínios de oportunidades de negócios no espaço transfronteiriço Minho/Galiza, sendo dirigidos por especialistas com competências e experiência prática no apoio ao empreendedorismo e na criação de iniciativas empreendedoras.
CIM E PORTUCEL JUNTAS NA DEFESA E DESENVOLVIMENTO DA FLORESTAL DO ALTO MINHO
Em reunião realizada hoje, dia 8 de Julho, nas instalações da Portucel, em Deocriste, Viana do Castelo, para análise e discussão sobre a valorização do sector florestal no Alto Minho, o Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima (CIM Alto Minho) e a presidente da Portucel Viana decidiram lançar, ainda durante o mês de Julho, um Plano Florestal tendo em vista a defesa e o desenvolvimento da floresta do Alto Minho.
Da intensa troca de informações realizada concluiu-se que a CIM e a Portucel irão desenvolver esforços para que, através da Autoridade Florestal Nacional, com o apoio do PRODER e a abertura das estruturas de gestão dos baldios, com o apoio dos Municípios, se realizem de imediato intervenções florestais para ordenar a vasta área consumida pelo fogo em 2005 e em que é especialmente urgente uma intervenção que permita um correcto desenvolvimento arbóreo.
Numa alusão à situação da Portucel Viana e à sua importância para o Alto Minho, a presidente Isolete Matos referiu que a empresa não tem problemas de qualidade ou preço do produto e que tem clientes no mercado externo em números e volume crescente. Contudo, tem uma limitação à sua expansão que é o abastecimento de matéria-prima.
Para além de ser o maior reciclador de papel do País e possuir em central de biomassa de grande importância, que coloca o Alto Minho numa boa posição na política ambiental, a questão central é a diminuição e a baixa qualidade de gestão do pinhal, em especial na sua zona mais produtiva a nível nacional que é o Alto Minho.
Durante a reunião, a Portucel disponibilizou-se para, numa segunda fase, após o lançamento de um Plano Florestal para o Alto Minho, assumir um papel de protagonista no apoio à gestão, ou mesmo assumir a gestão directa em algumas condições, de áreas florestais, de forma a garantir a gestão eficiente da floresta e a inverter a tendência decrescente da área florestal dedicada ao pinheiro.
Este objectivo é também o dos Municípios da CIM numa lógica de sustentabilidade ecológica do território, que permita que a floresta seja fonte de rendimento e de valor e como tal cuidada e preservada.
Durante o mês de Julho vão ser avaliadas as condições de início desta iniciativa através da escolha de zonas piloto de forma a que, já em 2010, se possa em alguns casos passar para a segunda fase.
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