Dois homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 19 e 28 anos, foram condenados a 21 anos de prisão pelos crimes de roubo agravado e detenção de arma proibida, segundo decretou o Tribunal Colectivo de Caminha, após serem julgados em co-autoria de um roubo a uma loja de mobiliário em Âncora ocorrido em Fevereiro do ano passado.
Contudo, livraram-se do agravamento da pena por crime de sequestro de que vinham acusados, devido a terem manietado e retido numa cave a funcionária do estabelecimento. O tribunal entendeu que o período de tempo em que a vítima esteve amarrada com fita-cola até se libertar e pedir ajuda, não foi o suficiente para que lhes recaísse mais esse delito.
A três dos condenados foram aplicadas penas de prisão efectiva (7,6 anos, 6,2 e 5,6), devido aos seus antecedentes criminais e por a condenação ser superior a cinco anos, enquanto que à mais nova (ainda menor à altura do assalto) foi suspensa a pena de dois anos e quatro meses mas poderá ser ainda penalizada por um cúmulo jurídico posterior - tal como os demais -, dado que vão ainda responder em Matosinhos por um assalto semelhante ao de Âncora.
O juiz-presidente aconselhou-os a "arrepiar caminho", dado que ainda são novos e poderão refazer as suas vidas, mas quanto à condenação, e depois de provados todos os factos, precisou que não poderia ser outra, considerando mesmo uma "desgraça" o que se passa na sociedade actual, a qual "reclama" medidas contra o crime.