Aurélio Martins Sobreiro & Filhos, SA., empresa de referência no sector da construção e obras públicas do Distrito de Viana do Castelo, não só pela criação de riqueza como pelos postos de trabalho que gera. Em 2009 obteve um volume de negócios na ordem dos 30.000.000,00€ e assegurou emprego a cerca de 300 colaboradores. É actualmente um dos maiores empregadores privados do Alto Minho.
Razões de ordem económica e financeira, associados a outros factores externos, levaram a empresa a deslocalizar a sua actividade não só a nível nacional (Continente e Ilhas), como a nível internacional (Angola e Moçambique). Sinais dos tempos… No entanto, segundo a Administração da empresa, outros factores externos tem ponderado na deslocalização de alguns equipamentos produtivos que poderiam potenciar mais riqueza e mais emprego na Região do Alto Minho.
Exemplo disso é a saída de uma Central de Misturas Betuminosas localizada no Estaleiro Central da Empresa em Vila Praia de Ancora para a Região da Beira Interior.
A falta de conhecimento da população; o aproveitamento de algumas pessoas, entidades e políticos; e a falta de bom senso para compreender que um Estaleiro Central com mais de 40 anos que alberga várias valências desde Serviços, Oficinas Gerais, Instalações de Britagem e Corte de Granito, Produção de Misturas Betuminosas e de Betões Hidráulicos é lamentável a todos os níveis.
A empresa cumpre com todos os requisitos a nível legal quer em termos de licenciamento, quer em termos de monitorização aplicável (vibrações, ruído, poeiras, resíduos, etc.).
No entanto, e por forma a poder encontrar alguma "paz social" irá deslocalizar até final do próximo mês de Julho a sua Central de Misturas Betuminosas.
Perdem-se postos de trabalho, empobrece-se a economia local, mas mais se perderá se a deslocalização deste Estaleiro Central for total.
É caso para todos nós nos questionarmos como sair da crise, quando existe este tipo de pressão externa sobre as empresas.
Ignora-se o fundamental por forma a que prevaleça o capricho de alguns "ilustres iluminados".
Mais, dá que pensar quando se trata da última Central de Misturas Betuminosas a laborar no Distrito de Viana do Castelo, pondo seriamente em causa não só a construção de novas vias de comunicação, como a conservação das existentes.
No futuro, qualquer empresa que pretenda adquirir misturas betuminosas para aplicar no nosso Distrito terá de as importar de Espanh ou de as adquirir no Distrito de Braga.
Dirão alguns "…ainda bem…", no entanto outros lamentarão dizendo "…ao que nós chegamos …", é o país que temos, infelizmente todos nós, directa ou indirectamente, iremos pagar a factura de algo que éramos auto-suficientes e que agora deixaremos de produzir. Em suma, sairemos todos a perder.