Jornal Digital Regional
Nº 472: 9/15 Jan 10
(Semanal - Sábados)






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Vila Praia de Âncora

Ancorenses rejeitam ficar sem passagem pedonal
entre o Parque Ramos Pereira e a Rua 31 de Janeiro

Moradores, comerciantes e autarcas de Vila Praia de Âncora unidos a uma só voz na necessidade de restabelecer a ligação (no mínimo pedonal) entre o Parque Ramos Pereira e a Rua 31 de Janeiro.

As várias tentativas de encerramento da passagem de nível da Travessa do Teatro por parte de Refer, mereceram protestos locais, consubstanciados no derrube por diversas vezes das grades colocadas pela empresa, até que a partir do passado Verão acabou por conseguir impor essa medida polémica.

Todavia, a contestação não parou, passando para o âmbito autárquico, registando-se uma intervenção contundente do deputado municipal social-democrata Taxa Araújo na última reunião deste órgão autárquico, exigindo ao Executivo camarário que "estabeleça conversações com a Refer" destinadas a criar uma passagem desnivelada nas imediações ou na referida travessa.

Possível localização da nova travessia

Este membro da Assembleia Municipal (AM) considerou este caso mais importante do que a construção da 2ª fase do Portinho ou do Polis, ao ter introduzido um corte na relação dos moradores com o rio e o parque de estacionamento no Parque Ramos Pereira, e originado prejuízos ao comércio da 31 de Janeiro e Praça da República.

O assunto também mereceu discussão durante a reunião da Assembleia de Freguesia de Vila Praia de Âncora (após o presidente da Mesa, José Presa, ter lido previamente uma carta da ACIVAC, tal como também sucedera no início da sessão da AM).

A celebração de um protocolo entre a Câmara de Caminha e a Refer em 1989, permitiu a supressão da travessia ferroviária na Quelha do Teatro, explicou Manuel Marques, presidente da Junta.

Deste acordo resultou que a passagem de nível "já nem existe no cadastro" da Refer desde essa data, pelo que no caso de se registar qualquer acidente com origem no atravessamento da linha férrea por qualquer peão, a empresa de transportes ferroviários será responsabilizada, assim justificou Manuel Marques as diversas tentativas de encerramento levadas a cabo por ela.

Desta forma, o autarca social-democrata não vê outra fórmula para resolver a questão da travessia que não seja "tentar abrir outra passagem desnivelada" perto da actual, a qual não possui condições para esse efeito (existem garagens nas proximidades).

Embora seja unânime entre os políticos a posição a tomar sobre o assunto, Domingos Vasconcelos pediu que se analisasse com atenção esse protocolo, porque também incluiria o encerramento da passagem de nível na R. Celestino Fernandes e ela não se concretizou, recordou o delegado da CDU.

Se há questões de segurança a salvaguardar, Domingos Vasconcelos, concordou então que se deveria encontrar outra alternativa, não descartando a hipótese de que venha a permitir o trânsito rodoviário.

Da parte da Câmara é admitido que o problema do fecho è legal, embora a população tivesse reagido mal às sucessivas tentativas de eliminação da passagem de nível devido à falta de informação.

Júlia Paula disse no decorrer da AM que apesar das tentativas para demover a Refer, esta mantém-se intransigente, escudada no protocolo e no facto de existir outra travessia a menos de 200 metros (R. Cândido dos Reis).

Desta forma, a autarca comprometeu-se a levar por diante um estudo alternativo que cumpra a lei e satisfaça a vontade das populações.

ORFEÃO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA
ASSOCIOU-SE AO ANO DO ANIVERSÁRIO DE HANDEL

Na noite do passado dia 29 de Dezembro o Orfeão de Vila Praia de Âncora preencheu o seu tradicional ensaio para se associar às comemorações do "Ano do Aniversário de Handel", ano de 2009 comemorativo dos 250 anos da morte do compositor alemão Georg Friedrich Handel, um dos maiores compositores de música clássica do seu tempo, deixando uma obra extensa composta de 18 concertos para órgão, 40 óperas e 21 oratórias.

O maestro do Orfeão, Francisco Presa, traçou algumas notas da vida do compositor e falou da importância da sua obra.

Handel, nascido em 1685 em Halle na Alemanha e falecido em 1759 em Londres, começou a estudar clavicórdio escondido e por contra própria no sótão de casa, já que seu pai previa-lhe a carreira de advogado. Teve permissão para receber aulas depois de ter o seu talento descoberto pelo Duque de Weißenfel, quando aos sete anos tocou órgão para ele numa festa.

A exemplo de outros grandes compositores, Händel também começou precocemente a compor músicas. Viajou muito passando, no total, quatro anos em Itália, onde recebeu forte influência da ópera barroca italiana, e muitos outros na Inglaterra. Em 1712, foi para Londres, onde recebeu em 1726, aos 41 anos, a cidadania inglesa, ali passando o resto de sua vida, intercalada por algumas viagens.

A princípio, Händel compôs praticamente apenas óperas. Mais tarde, passou a dedicar-se sobretudo ao oratório. O mais famoso deles, sem dúvida, "O Messias": o trecho "Aleluia"é uma das peças mais executadas da literatura musical em geral.

E foi precisamente o Oratório "Messias" e o trecho "Aleluia" que foram ouvidos pelos coralistas do Orfeão de Vila Praia de Âncora, numa noite de cultura e de comemoração devida a um grande compositor da música clássica.

Händel também compôs obras de renome internacional no campo dos concertos, tais como a "Wassermusik" (ou "Música Aquática"), provavelmente de 1717, e a "Feuerwerksmusik" (ou "Música para Fogos de Artifício"), de 1749.

A sua obra artística marcou vários músicos de sua época e dos tempos que se sucederam, como Ludwig van Beethoven e Joseph Haydn, entre outros, e as suas peças, apreciadíssimas ainda hoje, constam do repertório de muitos palcos pelo mundo fora.

Neste "Ano do Aniversário de Handel", na Alemanha, na Inglaterra e um pouco por todo o mundo, desenrolaram-se ao longo de 2009 uma infinidade de homenagens a este compositor.

Exposições, concertos, reedições de CDs e até um novo vinho com o nome do mestre do barroco consolidam ao autor de O Messias como estrela alemã da música clássica barroca.

A sua cidade natal, Halle, no leste da Alemanha, foi o epicentro das comemorações, com ciclos de concertos sob a epígrafe "Händel - o europeu" a reabertura de sua casa natal e uma nova exposição no Museu Händel dedicada a umas das paixões do músico: a boa mesa, que lhe deu um dos seus sinais característicos, a corpulência.

Na sua casa natal de Halle foram mostrados manuscritos de Händel pertencentes ao acervo da Biblioteca Britânica de Londres, junto a pinturas, gravuras e instrumentos musicais.

Também a casa-museu de Händel em Londres, onde o músico viveu mais de 40 anos e considerada a pátria de adopção do compositor, dedicou-lhe por uma exposição pelo aniversário de sua morte.

Após o reconhecimento público em vida - tendo uma estátua erguida em sua homenagem em Londres e foi enterrado em um acto grandioso na Abadia de Westminster - Händel recebeu ao longo do ano de 2009 a homenagem póstuma das duas nações que o têm como filho - Inglaterra como pátria adoptiva e Alemanha como país natal - e o reconhecimento devido por todo o mundo.

O Orfeão de Vila Praia de Âncora associou-se assim, em singela homenagem, à memória deste grande compositor.

Manuel Amial

Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora

HORÁRIO DE ATENDIMENTO
2ª a 6ª Feira : 9H/12H e 13H/15H30

Presença dos Membros da Junta
Último dia de cada mês - 21h30
Segundo Sábado de cada mês - 10h