Embora "as perspectivas económicas e financeiras continuem a não ser optimistas", a Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caminha vai concentrar os seus esforços na execução da "remodelação e beneficiação" do Quartel-sede.
Será um investimento de 520.000€, comparticipado em 70% por fundos comunitários, competindo à Câmara suportar os restantes 30%.
Obrigada a aprovar o Plano de Actividades e Orçamento para cada ano no mês de Dezembo anterior, por força de nova legislação (Regime Jurídico das Associações Humanitárias dos Bombeiros), a Direcção caminhense apresentou aos associados reunidos em assembleia geral valores na ordem dos 823.000€, pretendendo prosseguir a formação do corpo activo, adquirir fardamentos e equipamentos para a viatura de desencarceramento, a par do apoio à Fanfarra (exibiu-se em A Guarda na Noite de Reis) na formação, compra de fardamentos e reacondicionamento dos instrumentos.
"INCERTEZAS" E MENOS DINHEIRO
Reconhecem os responsáveis pela associação humanitária que as incertezas que se verificam a nível nacional, "quer pela diminuição dos serviços de saúde prestados", quer pelo recuo da comparticipação concedida pela Autoridade Nacional de Protecção Civil no que ao pagamento da segurança social se refere, os obrigarão a uma "gestão rigorosa dos meios financeiros disponíveis que vão certamente ser ainda mais escassos do que em 2009", referiu José Casimiro Lages, presidente da Direcção.
Embora admitindo que a comparticipação camarária tenha subido "ligeiramente", entende que "ainda está longe de atingir o valor necessário para que esta Associação e o seu Corpo de Bombeiros tenham as condições necessárias e suficientes para o bom desempenho da sua missão".
Um desejo expresso pelo Comando do Corpo Activo, para que a corporação fosse dotada com um carro pesado de combate a incêndios, não mereceu comentários da Direcção, entalada com uma gestão de verbas que não lhes permite altos voos, apesar de terem apresentado um pequeno saldo de 10.000€, e com um parque de viaturas e equipamentos desgastados.
REGALIAS E INSTRUMENTAL
O resto da reunião teve como protagonista a família Vasconcelos (pai Abel e filho João, ambos bombeiros).
O primeiro propôs que os familiares directos dos bombeiros (mulher/homem e filhos até aos 18 anos) voltassem e ter regalias que lhes foram retiradas.
Isto é, tivessem 50% de desconto nos serviços de ambulâncias prestadas, ou quaisquer outros.
José Casimiro Lages explicou que houvera uma uniformização das regalias a prestar aos bombeiros a nível distrital, motivo que levara a essa decisão (retirada de regalias praticadas em Caminha) mas estava disposto a rectificar, decisão já transmitida ao Comandante do Corpo Activo.
Face à insistência do bombeiro, a proposta foi admitida e votada favoravelmente.
O segundo pediu informações sobre o processo de recolha dos instrumentos da filarmónica iniciado há dois anos.
Após a leitura de uma acta em que participaram elementos da Direcção, Comando, presidente da Assembleia Geral e o responsável pela banda entretanto suspensa, ficara determinado que este último elaboraria um plano de recolha do instrumental em posse dos músicos, que seria distribuído pela Banda Musical Lanhelense e Academia de Música Fernandes Fão.
Atendendo a que esse plano nunca terá sido executado, João Vasconcelos entendeu que se deveria participar ao Ministério Público, a fim de fazer regressar os instrumentos à associação.
Após muita discussão - tal como se verificara no assunto anterior - foi decidido contactar o visado e tentar que o material regresse em definitivo à corporação.