A Junta de Freguesia de Vile tem como assente a concretização de um miradouro numa das curvas do caminho de acesso à Capela de S. Pedro de Varais, do qual de desfruta de uma bela panorâmica sobre o vale do rio Âncora.
Este é o principal projecto da autarquia vilense para o próximo ano - obra com garantia do Executivo camarário -, embora o plano de actividades aprovado para 2010 contemple ainda ao arranjos (pavimentações) do caminho do Corneto (desde a Rua da Tapada até ao campo de futebol) e do Cortinhal.
Contudo, conforme precisou Plácido Coelho, presidente da Junta, estas duas obras dependerão das candidaturas a apresentar no âmbito de projectos agrícolas que, a serem aprovadas, permitirão um co-financiamento em 75% do seu custo, competindo à câmara assumir 25%.
Caso não sejam viabilizadas as candidaturas, a junta duvida que qualquer obra seja executada a freguesia (com excepção do miradouro) porque a câmara "tem que pagar muito dinheiro das obras que fez", sublinhou Plácido Coelho.
Apelidou mesmo de um "pró-forma" o Orçamento de 109.000€, caso não sejam viabilizadas as candidaturas, devendo então apenas proceder a alguns arranjos na antiga escola primária (nomeadamente no telhado e pinturas das paredes), evitando dessa forma que se degrade, e proceder às limpezas dos caminhos e valetas, mediante o protocolo celebrado com a câmara que lhe garantirá 11.900€ nos próximos doze meses, devendo em breve abrir o respectivo concurso.
"ISTO ADMITE-SE?"
A forma como decorrem algumas obras particulares nesta freguesia tem provocado reparos à autarquia local, manifestamente insatisfeita com a falta de informação dos projectos aprovados (?) pelo Executivo camarário, sendo apontados por Plácido Coelho quatro casos e ameaçando recorrer aos tribunais "se a câmara não actuar".
Os delegados e junta debateram estas situações, após ter sido denunciada a existência de uma drenagem de águas de uma moradia em construção na Av. de S. Sebastião para a via pública.
A situação motivou vivas críticas da parte do presidente da Junta, esclarecendo que já avisara o executivo camarário do que estava a suceder, competindo-lhe resolvê-la, atendendo a que tinha sido ele que aprovara o projecto mas que a junta desconhecia, lamentando ainda a falta de um aviso de licenciamento da obra no local.
Plácido Coelho referiu que havia duas bombas de extrair água (alimentadas por um gerador) para uma canalização que a expelia para a via pública, inundando um caminho e impedido o acesso a leiras particulares.
O autarca acrescentou que uma caixa de visita tinha sido instalada de forma ilegal, exigindo que a câmara resolva a situação, caso contrário serão os tribunais a fazê-lo.
Apontou ainda uma outra situação em que foi marcada a obra no local e destruído um muro sem que simultaneamente fosse exibido qualquer aviso de licenciamento, levando-o a exclamar se "isto se admite?".
Um pedido de aumento de 150€ para 170€ por cada serviço do coveiro do cemitério paroquial não foi aceite pelos delegados da Assembleia de Freguesia presentes (quatro do PSD e um do PS), comprometendo-se a Junta a estudar outras soluções já em vista, uma vez que também concorda com a posição da assembleia.
O atraso na colocação das placas toponímicas e números de polícia motivou um reparo dos delegados, ao que se seguiu a explicação da junta, frisando que da sua parte já se encontra tudo pronto há muito, faltando apenas a respectiva aprovação pela câmara.
A existência de ramagens sobre a rua, junto à Quinta do Cruzeiro, suscitou um reparo na assembleia, atendendo a que os autocarros se deslocam para a faixa contrária na tentativa de evitar os galhos das árvores, o que poderá originar acidentes.