Após uma reunião mantida anteontem entre o administrador judicial, governador civil do distrito, câmara de Caminha e trabalhadores "não foi apresentado qualquer plano de recuperação da empresa", esclareceu Pita Guerreiro, representante do Governo na região.
Assim sendo, caem por base boatos de cariz político-partidário que circularam no concelho nos últimos dias, informando haver um investidor interessado na fábrica, devendo agora aguardar-se pela reunião de credores agendada para 23 de Fevereiro.
Pita Guerreiro referiu que face às dívidas acumuladas que se elevam a 3,2 milhões de euros e com "custos operacionais permanentemente negativos", o administrador judicial não encontrou outra fórmula que não fosse admitir a insolvência.
A falta de encomendas de fatos para homem (a especialização da fábrica) e o desinvestimento em Portugal da multinacional Raynolds que tutelava a Regency, terão contribuído para a crise que conduziu a esta situação, devendo agora os operários acolher-se ao apoio do subsídio de desemprego, enquanto que o Instituto do Empreso vai "analisar as suas qualificações profissionais" de modo a puderem eventualmente ser colocados noutras unidades.
Entretanto decorrerá o processo de falência, devendo os trabalhadores ser os primeiros credores ( dois milhões de euros, diz o sindicato) a serem indemnizados após a venda dos bens imóveis, enquanto que "se procurará continuar a encontrar investidores para aquele espaço", garantiu o governador civil.