Desde as Escolas de futebol até à sua equipa sénior ressuscitada esta época, o Centro Cultural e Desportivo Ancorense movimenta mais de 100 atletas em todos os escalões etários, constituindo um orgulho para os seus dirigentes e técnicos.
As equipas de iniciados, juvenis, juniores e seniores ocupam lugares cimeiros nos respectivos campeonatos distritais, sinal de que o trabalho desenvolvido é correspondido com resultados.
A par da competição oficial, o Ancorense tem-se revelado pródigo na organização de torneios dirigidos às camadas jovens e escalões de formação - facto não muito comum na generalidade dos clubes do distrito, se exceptuarmos o congénere vizinho de Vila Praia de Âncora - como sucedeu no passado dia 26 de Dezembro, numa acção direccionada aos juniores, trazendo até Âncora as equipas do Leixões (vencedor), Salgueiros (2º), Gil Vicente (3º) e competindo igualmente o próprio clube da casa.
O novo relvado sintético tem correspondido bem e reserva-se a ele um factor importante na funcionalidade da prática desportiva e na captação dos jovens.
CLUBE "COM MAIS PROJECÇÃO"
No final da entrega dos troféus, Paulino Gomes, o jovem vice-presidente do Ancorense, demonstrou contentamento pela forma como a competição decorreu "com bastante êxito", admitiu, tendo como objectivo "juntar atletas" e tornar o clube "mais conhecido", o que se revela cada vez mais notório através dos comentários feitos por responsáveis por outros clubes.
Elogiou o trabalho organizativo do treinador José Oliveira, cuja experiência contribui para o sucessos destes torneios, estando desde já previstos mais eventos semelhantes, como sucederá no Carnaval dedicado aos juvenis e na Páscoa para iniciados, encaixando-os no quadro competitivo exigente em que participam.
120 ATLETAS FEDERADOS
Esta movimentação de atletas em todos os escalões permite que o Ancorense só fique atrás do Limianos em número de inscrições de jogadores, superando mesmo o Vianense.
"Temos 120 jogadores inscritos e 154 a praticar futebol, atendendo a que os minis não são federados", avança com estes números Paulino Gomes, realçando que o novo sintético "ajuda muito, mas os meios humanos são imprescindíveis", face à "muita organização" exigida, possuindo um director e um treinador para cada escalão.
SINTÉTICO ESSENCIAL
Realça ainda o facto de quatro anos de experiência estarem agora a dar os seus frutos, aliados ao piso artificial que permite realizar torneios de manhã e de tarde sem qualquer problema, quando, no passado, bastava que chovesse de manhã para tornar o pelado impraticável, obrigando a "passá-lo e marcá-lo" para prosseguir a competição, o que obrigava a um esforço enorme, explica, além de facilitar os treinos nocturnos.
Em reforço das vantagens do novo piso sintético, assinala que desde as 17H30 até 21H30, os treinos sucedem-se sem que haja alterações do calendário inicial.
NACIONAIS SAEM CARO
"As coisas estão a correr bem", admitiu este dirigente ancorense, ao comentar as classificações nos diversos escalões em que participam, mas, quanto a pensarem em virem a competir posteriormente num campeonato nacional, "apesar de termos uma logística bastante forte, precisaremos de apoios", dando como exemplos os cartazes publicitários visíveis no campo de jogos.
Entre pagamentos a árbitros, transportes, comida para os miúdos após os jogos, luz, água, etc., as despesas aumentarão consideravelmente caso consigam apuramentos para o Nacional, precisa este dirigente.
SENIORES PERMITEM CONTINUIDADE
O seniores regressaram ao Ancorense, mercê de um "projecto sólido, sem pagamento de salários, havendo somente prémios de vitória e empate", manifestando-se agradado com esta aposta, com "tudo a correr bem e cada vez com mais gente a assistir aos jogos", dando como exemplo o que se registou no último jogo em casa contra o Darquense.
Através dos seniores, "daremos continuidade à formação realizada", impedindo que os jogadores saiam do clube, depois de bastantes anos a jogar nos escalões jovens.