Jornal Digital Regional
Nº 471: 2/8 Jan 10
(Semanal - Sábados)






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Bloco de Esquerda denuncia pagamentos camarários de 60.000€/ano
para "propaganda"

Rádio e Jornal Caminhense com 25.000€

Júlia Paula diz que "até parece que a Câmara faz propaganda
com dinheiros públicos"

A denúncia partiu do deputando municipal do Bloco de Esquerda no decorrer da última reunião da Assembleia Municipal de Caminha.

Paulo Bento, ao analisar o Plano Plurianual e Orçamento para 2010, reparou que poderiam ser aplicadas verbas pequenas relativamente "aos ganhos históricos e patrimoniais que daí advêm" - dando como exemplo a inexistência de qualquer importância definida para a aquisição das antigas Oficinas Fontes, em Vilar de Mouros, pelas quais pedem 160.000€ -, mas, ao invés, têm sido aplicadas outras "não especificadas nos orçamentos".

PAULO BENTO DIZ TRATAR-SE DE "PROPAGANDA"

Este deputado municipal reputou de "propaganda" os 60.000€ gastos anualmente, dando como exemplos as duas publicações da Revista Municipal (20.000€ pagos à empresa IF) e a Informação Municipal (20.000€) e anúncios (4.800€) que a Rádio e Jornal Caminhense auferem de acordo com contrato celebrado em Outubro de 2008, equivalendo a cerca de 2.000€ por mês, "só para esta última empresa", precisou.

O facto de não se definirem verbas para os projectos do Museu, Biblioteca e Arquivos Municipais, Cine-Teatro Valadares nem para a esquecida Casa Ventura Terra, em Seixas, levou este eleito pelo BE a lamentar que se gaste dinheiro noutras áreas, relegando aspectos culturais para segundo plano.

Este deputado desafiou ainda a presidente da Câmara a publicar no site camarário os ajustes directos efectuados (na maioria aquisições de bens e serviços), que, embora legais, deveriam ser do conhecimento público local, e que se elevaram a 3,5 milhões de euros entre Setembro/08 a Setembro/09.

JÚLIA PAULA DIZ QUE É "INFORMAÇÃO"

A reacção de Júlia Paula não se fez esperar - embora nunca aludindo aos números apontados -, recusando estar a fazer propaganda com dinheiros públicos ou realizando ajustes directos contra a lei, como o deputado do BE poderia estar a insinuar.

Na sua opinião, estaria tão só a promover informação segundo estabelece a própria lei, e tudo estaria legal, atendendo a que "somos acreditados" pela DGAL e Tribunal de Contas, como tal, razão suficiente, segundo a autarca, para que não pudessem surgir dúvidas sobre os seus procedimentos, quer no relacionamento com esses dois órgãos locais, quer no que se refere aos ajustes directos.

Escudou-se ainda no facto de "esta (sua) maioria resultar de um acto democrático".