Do resultado às eleições realizadas em 11 de Outubro cumpre à CDU congratular-se com a participação popular. A democracia consolida-se na participação das pessoas, e neste sentido é nas urnas que melhor se manifesta. A CDU apresentou-se a este acto eleitoral na certeza de trazer maior pluralismo ao debate político local, contribuindo com as suas ideias, e, na sua acção junto das populações, para a formação de uma maior e melhor consciência dos problemas e das soluções que hoje importa atender no que às autarquias compete.
Julgou mesmo a CDU ser oportuno contrariar os ciclos de vício que invariavelmente se criaram por apenas duas forças partidárias gerirem, em acto contínuo, e há mais de 30 anos, os desígnios do município. Assim não entendeu a população de Caminha, voltando a designar pelo seu voto apenas eleitos do PS e do PSD para a Câmara Municipal. Neste sentido, reconhecemos, e se pode considerar-se a eleição de um vereador como objectivo, a CDU não conseguiu face ao eleitorado fazê-lo aceitar essa necessidade.
Aceitamos, como não poderia deixar de ser em democracia, mas manifestamos as mesmas dúvidas que detínhamos quanto a desperdiçar a possibilidade de termos um órgão plural e votá-lo, uma vez mais, à singularidade que PS e PSD, em nossa entender, representam. O mesmo acontece quanto à Assembleia Municipal de Caminha que dos seus 21 eleitos (aos quais se somarão os representantes das 20 freguesias) apenas dois não serão do PS e PSD.
Uma vez mais a população de Caminha entendeu que naquele que é o órgão máximo do município não deve haver uma presença tão plural.
Aqui a CDU aceita não ter alcançado o que considerou ser importante, isto é, voltar a eleger dois representantes desta força como no mandato 2001-2005. Apesar do trabalho desenvolvido nos mandatos anteriores, o julgamento popular não nos concedeu essa presença, no entanto permitiu a eleição de um elemento da CDU que, entre os 41 que irão compor a Assembleia, saberá seguramente defender os interesses do município e dos munícipes, com a responsabilidade e o empenho com que a CDU sempre dedicou às suas participações.
Não deixamos de referir o aumento de votos em Vilarelho, Caminha (Matriz) e Vila Praia de Âncora, tendo mesmo conseguido um mandato nesta última vila, naquela que é a mais populosa do concelho.
Vilar de Mouros foi no entanto a freguesia onde a CDU viria a perder a sua maioria, numa mensagem clara do eleitorado de necessidade de repensar a forma de gestão da freguesia, quiçá no pluralismo que defendíamos noutros órgãos municipais. A CDU está atenta a esta mensagem e não será seguramente por si, pela sua entrega ao trabalho necessário na defesa das freguesias, que Vilar de Mouros não será gerida segundo a vontade popular.
Em abono da verdade, num momento em que inverdades se difundem em chorrilho, a CDU na liderança da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros foi sempre um motor de oportunidades conseguidas, com tarefa dificultada a partir de 2001 e completamente impedida do melhor exercício desde 2005, mantendo contudo a dignidade e a afirmação de Vilar de Mouros, contrariando a vontade da Câmara Municipal de Caminha, liderada pelo PSD, de subalternizar esta freguesia.
A CDU regista ainda como positivo o crescimento verificado no distrito de Viana do Castelo, com mais eleitos, mais votos e maior percentagem nos municípios deste distrito.