Uma exposição organizada pelo Arquivo Municipal de Caminha, patente no edifício dos Paços do Concelho até 27 de Novembro, e uma conferência coincidindo com a inauguração da mostra (10/Out, data do seu nascimento), permitiram revisitar o arquiteto vilarmourense José Porto (1883-1965), autor de uma série de projetos em Caminha (casas Abel Jorge; Ananias, posteriormente pertencente à família José António Gavinha; Lanhelas (casa Maximino Pinto); Vila Praia de Âncora (Alfredo Pinto) ou o arranjo urbanístico do Largo da Torre, na sua terra, .
"Um arquiteto que deixou obra em Caminha"
Liliana Silva, presidente do Executivo, ao abrir a série de intervenções a cargo de especialistas e estudiosos da vida e obra de José Porto, recordou que este arquiteto tinha estado ligado ao anteplano de urbanização da vila de Caminha desenvolvido entre 1952 1961.
Apontou-o como um exemplo de bem desenhar a arquitetura local, "de acrescentar sem apagar", "transformar sem descaraterizar", uma ideia sempre atual -"respeitando a história", concluiu.
Segundo deixou expresso na sua análise, "José Porto faz parte de uma geração de arquitetos que ajudou a transformar a arquitetura portuguesa e que levou consigo experiências de diferentes geografias", atendendo às obras deixadas em vários pontos (Porto, Lisboa, Moçambique, Paris e Caminha).
Recorde-se que o arquiteto José Porto já tinha sido alvo de um trabalho desenvolvido pelo historiador Paulo Torrres Bento, publicado em 2003 pelo CIRVilarmourense e Junta de Freguesia, sendo este estudioso da sua obra um dos palestrantes nesta conferência, bem como serviu de base a teses de mestrado (pelo menos, uma).
