A Junta de Freguesia exibiu na última reunião da Assembleia de Freguesia (AF) um trabalho feito em Arraiolos e oferecido à autarquia na Páscoa, representando o brasão desta freguesia, trabalho de Maria Luísa Ferreira Pires Alves, motivo para receber o agradecimento de Rosário Marques, presidente do Executivo ribancorense, com o qual se associaram os delegados, prometendo emoldurá-lo e colocá-lo no edifício da junta - já de si um "museu" graças ao trabalho do mestre Rego Meira e seus colaboradores, tornando-o no interior mais artístico de todas as autarquias caminhenses.
"Não concordamos com o plano"
Esta reunião obrigatória em Abril para todas as autarquias do país, nas quais as assembleias de freguesia aprovam as contas de gerência ao ano anterior, permitiu à Junta de Freguesia revelar que o saldo da sua gerência em final de Março era de 22.000€.
E quanto ao saldo proveniente de 2025 (14.175€) , ele obriga à aprovação de uma revisão orçamental a fim de incorporá-lo nas contas/orçamento do ano seguinte, como sucedeu nesta assembleia ribancorense, mas com os votos contrários dos dois delegados da OCP, porque "não concordamos com o Plano", justificou Vítor Lourenço, perante o espanto dos demais delegados, o que levou Mafalda Oliveira, presidente da AF, a recordar aos representantes da oposição que "não está em causa qualquer plano. Mas a sua posição não se alterou.
3.000€ para polos e bonés
A análise às contas/25 mereceram inúmeros pedidos de esclarecimento da oposição, incidindo bastante na rubrica de 3.000€ para aquisição de polos e bonés distribuídos pelos ribancorenses que se integraram numa deslocação a Fátima em 4 de Julho do ano passado, num passeio 65+, organizado pela Câmara de Caminha.
Foram esgrimidos vários argumentos sobre estas ofertas, referindo a maioria que tinha sido uma forma de referenciar os habitantes desta freguesia entre as largas centenas de participantes de todas as freguesias, e dar-lhes um "miminho", iniciativa que foi elogiada pelas demais autarquias e seus fregueses, recordaram, mas que não convenceu a OCP.
Na votação final, as Contas de Gerência de 2025 mereceram a concordância dos cinco delegados eleitos pela lista independente "Juntos por Riba d'Âncora", apoiada pelo PS, com os dois votos desfavoráveis da OCP, registando 14.175€ do saldo anterior que transitou para o atual orçamento.
Freguesia analisada à lupa
Competindo aos delegados das AF fiscalizar a gestão das juntas e interessar-se pelos problemas e obras feitas nos seus territórios, a discussão destes temas abrangeu a maior parte do tempo da reunião em que foi estreado um novo sistema de som e gravação das intervenções.
A Rua da Gorgolada foi objeto de um alargamento, mas o delegado Vítor Manuel Barroso (Vimané) pediu informações sobre o arranjo do piso, obtendo como resposta da Junta que a obra se iniciara em Janeiro, e a regularização do piso avançaria na semana seguinte.
Esta artéria mereceria ainda uma chamada de atenção de um morador presente na reunião, José Carlos Gonçalves, presidente da Associação de Riba d'Âncora, devido a um muro saliente que ameaça ruir, numa distância de dois metros, e que não permite a passagem de uma ambulância ou de um carro dos bombeiros.
O presidente da ARA pediu também à Junta que intercedesse junto do proprietário do terreno anexo ao seu polidesportivo descoberto, porque os galhos das árvores tombam sobre o ringue.
Vimané pediu a regularização do piso na Rua da Igreja, junto a um muro, questionando o motivo pelo qual se encontravam no local trabalhadores da Câmara Municipal. A presidente da Junta esclareceu que tinha sido identificado um desnível acentuado no piso da estrada, junto de uma tampa de escoamento, situação que foi inicialmente comunicada à AdAM. Após deslocação ao local, a AdAM concluiu que a situação não era da sua responsabilidade. Tratando-se de uma via municipal, a situação foi posteriormente comunicada à Câmara Municipal, que prontamente procedeu à reparação do piso. Durante os trabalhos ocorreu a queda do muro referido, tendo o mesmo sido reparado pelos serviços camarários.
Um pré-fabricado da Rua de Codeçais levou este delegado a pedir explicações, mas a Junta disse que a cedência de terreno ao domínio público já tinha ocorrido, referindo também que estas matérias são da competência da Câmara Municipal e não da Junta de Freguesia.
Saneamanto em Trás-o-Rio e Juía dentro de um mês
O concurso para instalação da rede de saneamento em Trás-o-Rio e Juía tinha sido aberto na semana anterior, respondeu Rosário Marques ao delegado do seu grupo, contando que a obra arranque dentro de um mês.
A autarca pormenorizou o itinerário desta rede, a pedido de Flora Alvarenga, delegada da lista independente que chamou a atenção para o estado da Rua da Seara, num "caos" admitiu Rosário Marques e que já pediu atenção à Câmara para o estado da via.
Um peditório que corre na freguesia, a favor das obras do novo Centro de Dia, não diz respeito à Junta, frisou a sua presidente, em resposta às interpelações de delegados
São necessários 100.000€ para completar a obra, esperando que seja concluía até ao próximo Dia da Comunidade (15/Agosto), e na antiga residência paroquial vai surgir um quarto social para emergências, devendo ser celebrado um protocolo entre Junta, Fabriqueira e Câmara Municipal, em que esta autarquia disponibilizará 20.000€.
A questão das limpezas públicas mereceram vários comentários, merecendo a Junta elogios pelo trabalho realizado em 64 km de valetas, como recordou a líder do Executivo, tendo aproveitado Vítor Lourenço para colocar várias questões, incluindo o eventual desaparecimento de um poste com espelho, perto da Fonte Susana, tendo sido esclarecida a situação por Rosário Marques.
Odete Neiva (OCP) também colocou questões, pedindo a colocação de um foco de luz ao fundo do cemitério (o que vai suceder, foi-lhe garantido), quer um recipiente para verdes em S. Bartolomeu, pediu o corte de ramos/arbustos sobre a via pública no lugar da Ponte.
Castro de Santo Amaro de novo à baila
Voltou à discussão a eventual existência de um castro em Santo Amaro, tema introduzido por Vítor Lourenço, mas Mafalda Lourenço lamentou que a OCP estivesse sempre a falar do tema, quando nada tinha sido destruído no acesso à capela e no parque da merendas/pomar, porque conforme "os meus avós diziam", havia umas pedras a poente do monte, e não na parte nascente - onde decorreu a intervenção -, criticando a OCP por terem vindo "falar nisto".
Limpeza das linhas de água é com os proprietários
No final, outro morador presente, Domingos Velho, pediu mais limpeza dos regatos e linhas de água da freguesia, revelando Rosário Marques que "está a ser feito um esforço muito grande", mas não pode limpar tudo num só mês, e quanto às margens das linhas de água, a manutenção é da responsabilidade dos proprietários de terrenos.