A vereadora socialista Liliana Ribeiro interpelou a presidente da Câmara de Caminha sobre um eventual crime de poluição cometido esta semana no Rio Âncora, recordando que os "crimes ambientais aumentam", o que "nos preocupa imenso", nomeadamente na zona da foz, com "consequências na qualidade da água" e repercutindo na atribuição da Bandeira Azul.
Nesse sentido, na última reunião camarária (6/Mai), a autarca da oposição decidiu colocar quatro questões ao Executivo dominado pela OCP: diligências tomadas; quais as entidades competentes chamadas a trabalhar no sucedido e se a Câmara se encontrava a acompanhar a situação; se já havia impactos nas águas e se a alegada poluição comprometeria o trabalho de "recuperação" da Bandeira Azul.
"Há que ter algum cuidado com as palavras que utilizam para não causar alarmismo social", replicou Liliana Silva, presidente do Executivo, - apontando o caso das cantinas escolares - sinalizando que se tratara simplesmente de um desmoronamento em Amonde, que provocara a cor barrenta da água do rio Âncora.
Liliana Silva respondeu-lhe que em lugar de entrar em histeria imediata, a Câmara de Caminha contatou a sua congénere vianense, cujo presidente desconhecia o sucedido por ter estado ausente, mas os serviços camarários competentes já tinham entrado em ação, comunicando a cor da água ao SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente, da GNR de Viana do Castelo), cujo contato permitiu realizar análises e "investigações necessárias", verificando-se que o estado barrento do rio se ficara a dever a um desmoronamento de terras, de acordo com uma "avaliação preliminar", embora aguardem pelos seus resultados.
Aproveitou a oportunidade Liliana Silva para reconhecer que a perda da Bandeira Azul "há três anos, preocupa-nos bastante", estando a fazer esforços para a recuperar, mas não pode garantir que o consigam para a próxima época balnear.