Os casos de violência, prejuízos nos equipamentos públicos e vandalismos registados durante a madrugada no final de Agosto último, no "espaço público" desta vila, "não se podem esquecer", vincou a deputada Eda Gonçalves (PS) no período prévio da ordem de trabalhos da Assembleia Municipal de 25 de Setembro, após enumerar uma série de situações que causaram alarme social.
Necessidade de uma "estratégia real"
Apesar de reconhecer que o problema "já vem de trás", Eda Gonçalves vincou que "o vandalismo e violência" são um problema que "exige respostas", porque se agravou, alertou.
Perguntou ao Executivo o que tem sido feito e pediu uma "estratégia real", porque "Caminha tem de ter segurança", dado que esses acontecimentos afetam a "imagem" e a "atratividade" do nosso concelho, com incidência negativa no próprio turismo.
Pedidas "soluções ativas"
Por tudo isto, a deputada municipal pediu "prevenção, policiamento e coordenação", entendendo que a videovigilância poderá ser uma "ferramenta", mas, no entanto, "não substitui a presença no terreno nem a resposta imediata".
Reconheceu que não se pretende "acabar com a vida noturna", mas "preservar aquilo que torna Caminha atrativa", garantindo a "segurança na nossa vila".
"É necessário perceber este fenómeno"
Perante esta interpelação, Liliana Silva foi obrigada a apreciar este problema que "não é de agora", corroborando dessa forma a apreciação da deputada municipal, recordando que "há três anos um jovem foi brutalmente espancado e foi parar ao Hospital de S. João" e "há dois anos" partidos vidros dos carros na rua paralela à Marginal de Caminha e "no ano passado" partiram montras.
A presidente do Executivo reconheceu que "não fomos a tempo, este ano, da videovigilância" e divulgou que tinham dado conhecimento ao Ministério da Administração Interna, da situação.
Lamentou a falta de operacionais no terreno e a ausência da cavalaria prometida ("chegamos a contatar uma pessoa do concelho que possui um picadeiro", intercalou).
Disse ser necessário perceber este "fenómeno das duas últimas semanas de agosto que começa quase a ser crónico" e agradeceu as palavras da eleita pelo PS, como forma de "sensibilização para todos".