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Interesse político pelo Rio Minho com interpretações diferentes em reunião camarária


19/3/26 15h30

Liliana Silva disse na reunião camarária de ontem que "não fui tida, nem achada" relativamente à elaboração de um comunicado emitido pela AECT Rio Minho (Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial do Rio Minho), em que se insurge contra a ausência de qualquer referência aos "problemas prioritários" do Rio Minho, na declaração final da cimeira Luso-espanhola que decorreu no princípio do mês no país vizinho.

"Assistimos, quase impotentes…"

O assunto foi trazido à colação pelo vereador da oposição Rui Lages, fazendo suas as preocupações da AECT, interrogando-se "até quando os Governos Centrais continuarão a olhar para o Alto Minho como uma paisagem postal, ignorando as feridas abertas na gestão do nosso rio?".

O assoreamento, a degradação da biodiversidade nativa, a proliferação de espécies invasoras, foram alguns dos prolemas citados pelo vereador socialista, a par de "os nossos pescadores, que são os guardiões ancestrais do rio", se sentirem hoje, "órfãos de proteção política", lamentou.

A despeito das fotografias e visitas ao Rio Minho dos políticos de Lisboa, "falham na hora H para com Caminha, para com os Caminhenses e para com os Alto Minhotos", terminou Rui Lages.

"Não percebo o intuito deste comunicado"

Estes comentários também não agradaram à presidente do Executivo, tal como o comunicado da AECT Rio Minho, receando que esta entidade esteja a ser utilizada para "fins políticos", recordando que nessa cimeira ibérica tinha sido aprovado o regulamento da Náutica de Recreio, aguardado há mais de 20 anos, e que governantes socialistas presentes na cimeira de Viana do Castelo em 2025, tinham deixado "o Rio Minho totalmente de fora", e, de concreto, "o investimento foi zero", disparou.

450.000€ para remoção de areia em V.P.Âncora

Pelo contrário, sublinhou que estava previsto para amanhã, sexta-feira, a assinatura de um acordo com a APA que permitiria a transferência de 450.000€ para a extração de areia junto à Av. Ramos Pereira, em Vila Praia de Âncora, no acesso ao salva-vidas, sinal evidente, completou, de que o atual Governo "estava a trabalhar pelo concelho de Caminha", adiantando que estavam em curso estudos para o desassoreamento do Rio Minho, podendo vir a ser depositadas as areias na praia de Moledo, caso tal seja possível, já até "final do próximo ano".

Estação salva-vidas avança

Liliana Silva avançou mais projetos para o concelho de Caminha e anunciou ter recebido na semana passada o "acordo de cooperação" a celebrar com a Autoridade Marítima Nacional, referente à estação salva-vidas, podendo a Câmara de Caminha conceder "algum apoio" na sua instalação.

Em complemento destas informações, a autarca social-democrata deu conta que estavam a analisar esse acordo, enquanto que a AMN já contactara empresas a fim de executar a obra.


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