A percentagem de jovens que acorrem aos Festivais de Vilar de Mouros é francamente maioritária.
Nada melhor do que terminar esta série de reportagens sobre a edição deste ano, ouvindo uma banda criada há mais de um ano no concelho de Caminha, os Dubaquito, a qual já atuou a abrir um dos dias da edição do ano passado.
Duarte Barros, Salvador Cruz e Carolina Alves, três dos elementos desta banda, encontravam-se juntos a assistir à sequência de conjuntos no recinto do Festival.
Questionados sobre o que representa este evento para cada um deles, Duarte Barros começou por nos dizer que "representa aquilo que é música e há já muito tempo que vimos a este festival, pelo nosso gosto pela música e pelo carinho que temos por esta arte".
Considera que Vilar de Mouros "é sempre uma fonte de inspiração", e reputa de importante que deem palco aos "grupos pequenos", pelo que a continuação deste evento deve manter-se, assim o espera.
"Conjugação com talento concelhio"
Salvador Cruz corroborou as palavras do seu colega, recordando que foi Vilar de Mouros que "nos abriu a nossa mente para o mundo da música", a par de permitir a promoção de "música independente e feita por jovens, tal como a nossa", em conjugação com as "grandes bandas a nível mundial".
Valorizou um "Festival histórico e a dar palco a jovens talentosos e a bandas de cá com ligação à nossa terra".
A importância deste Festival
A vocalista Carolina Alves, a mais jovem dos três, embora tenha começado a vir aqui há pouco tempo, entende que "este Festival faz falta a toda a gente" e exultou com a "felicidade por estar cá", recordando que lhes foi dado palco no ano passado.
Opiniões sobre as bandas preferidas
Pronunciando-se sobre as bandas que mais os atraíram este ano, Carolina Alves lançou sobre os seus colegas a responsabilidade de se manifestarem.
Salvador Cruz apostou nos Kasabian que tinham atuado no dia anterior à data desta reportagem, por ir mais ao encontro daquilo que são as nossas influências", banda esta que "nos surpreendeu pela positiva", tal como os Kaiser Chiefs, ao "remeterem-nos para as origens do nosso ouvido musical".
"Adorei os Kasabian", assumiu Duarte Barros, assim como os The Hives e Dropkick Murphys (relativamente aos quais "não tinha grandes expetativas", reconheceu).
Tendo participado no concurso de Bandas de Garagem, os Dubaquito não integraram o lote dos três finalistas, mas Duarte Barros admitiu que não o conseguiram "com toda a justiça", embora não escondesse que gostariam de atingir essa final - "não vou estar aqui com falsos moralistas", precisou-, mas já tinham tido o seu momento no ano anterior, realçando acima de tudo "a importância de partilhar experiências com novas bandas". Indicou que a banda vencedora tinha estado na sua semi-final, com quem "partilhamos conversas, interesses e gostamos de os conhecer", para quem mandou um grande abraço, porque "são brutais, merecendo isto e muito mais".