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Funcionamento dos taxi-boats na Foz do Minho continua a revelar manifestações de desagrado


15/5/26 21h30

Após um delegado da Assembleia de Freguesia de Moledo/Cristelo ter exposto uma série de anomalias no funcionamento dos transportes de peregrinos por barco (designados táxi-boats) para a Galiza, no estuário do Rio Minho, veio depois uma das empresárias que se dedica a essa atividade repetir essas denúncias e outras, na Assembleia Municipal de 29 de Abril, no período reservado ao público.

"Senhor do turismo diz que só há um barco oficial"

Andreia Rebouço não hesitou em dizer que há "países do terceiro mundo com mais condições do que aqui", após se ter queixado de ter sido ameaçada com armas e lhe arrancarem a publicidade (o que fazem diariamente, reforçou), e pedir um abrigo e bancos para os peregrinos, à mercê da intempérie, quando chove, enquanto aguardam pelo embarque.

"Levam o nome de Caminha longe"

Embora o Executivo camarário estivesse impedido de esclarecer a empresária porque o regimento o impedia, os deputados municipais não se coibiram de abordar o tema, como foi o caso de Paula Aldeia, a primeira a aconselhá-la a dirigir-se a um "fórum próprio", no caso, as reuniões camarárias, onde a presidente lhe poderia responder.

A deputada municipal socialista não deixou de lamentar as denúncias e ameaças relatadas, mas frisou que deveria dirigir-se às autoridades policiais competentes.

No entanto, pediu aos operadores marítimo-turísticos que "se entendessem", para que todos pudessem trabalhar sem problemas, porque os peregrinos "levam o nome de Caminha longe", e tais situações não são abonatórias, reconheceu.

Pontões flutuantes após desassoreamento

A Assembleia e a Câmara Municipal nada podem fazer quanto às medidas de segurança pedidas pela operadora-turística, frisou Ricardo Cunha, da bancada da OCP, devendo esta apresentar queixa junto das autoridades policiais competentes, aconselhou-a.

Este deputado municipal chamou ainda a atenção para a impossibilidade de criar abrigos para os peregrinos, porque os pontos da margem do Rio Minho onde atuam não se encontram licenciadas para o efeito, motivo igualmente impeditivo para serem aí colocadas algumas barracas existentes no decorrer das obras do mercado municipal, porque não poderiam ser disponibilizadas a particulares, esclareceu.

Contudo, adiantou Ricardo Cunha, a Câmara Municipal já se encontra a desenvolver os procedimentos necessários para o desassoreamento junto do cais do ferry-boat, após o que "serão colocados pontões flutuantes" logo que retirada a plataforma do ferry e procederão ao licenciamento dessa zona para embarque de passageiros "com todas as condições de segurança".

Negou que o posto de turismo estivesse a privilegiar qualquer dos operadores, como a interveniente nesta reunião insinuara, aconselhando-a a proceder à entrega de informação da sua embarcação nesse local.

Ricardo Cunha, informando-se previamente de todas estas situações já expostas à Câmara Municipal pela empresária, adiantou que existem bancos em pedra onde os peregrinos se podem sentar e que esse local era pedonal, não podendo por isso estacionar carros de apoio ao transporte.

Dentro dos "preceitos legais", alertou o deputado municipal, a Câmara estará disposta a apoiar estes operadores turísticos e manifestou-se desagradado com a existência de uma "espécie de guerrilha entre operadores" que a ninguém beneficia, designadamente ao concelho de Caminha.

"Perplexo"

Estas informações deixaram "perplexo" o deputado municipal socialista Miguel Gonçalves, após Ricardo Cunha ter dito que "andara pelos serviços" a recolher informações e prestadas nesta reunião.

O eleito socialista confrontou a Mesa da AM se era "prática normal" os deputados andarem pelos serviços a recolher informações, e em caso afirmativo, se todos têm esse direito, e se eventualmente terão "custas" a pagar por essa pesquisas, ou se o acesso é "direto", o que reputou de um "avanço" se essas facilidades forem concedidas a todos.

Desconhecimento da situação

Sem resposta no imediato à interpelação de Miguel Gonçalves por parte da Mesa, seguiu-se no uso da palavra João Ramos, eleito pelo Chega, para "felicitar" a "coragem" da denunciante ao vir à AM expor todas essas situações - que esta força política desconhecia, assumiu - que o deixaram "chocado" com o que ouviu, porque algumas delas são de "índole criminal", assumiu este causídico, competindo às respetivas autoridades atuar.

Concordou com a sugestão der Paula Aldeia, de ir expor as suas reclamações junto da Câmara Municipal, e mostrou-se disposto a acompanhar as suas preocupações "pelos canais oficiais do partido", caso não consiga resolver estes casos.


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