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Sporting Club Caminhense

Não haverá regatas de remo olímpico em Caminha enquanto não for resolvido o problema da prancha

Remo de mar sem grandes opções

A Sporting Club Caminhense pretende recentrar a sua actividade no remo olímpico, colocando em plano secundário o designado remo de mar, estando a ser encarada a hipótese de venda de um barco adquirido pela anterior direcção para esta modalidade, frisou José Manuel Gomes, recém-eleito presidente do Clube.

"O foco é o remo olímpico", e quanto ao de mar, "veremos", respondeu a elementos da anterior direcção que compareceram numa assembleia geral realizada no final de Novembro e o confrontaram sobre uma série de questões.

Um dos sócios presentes e dos mais interventivos nesta reunião destinada a aprovar o Plano de Actividades e Orçamento para 2025 (data estabelecida de acordo com o novo regulamento interno aprovado em finais de Setembro), Jofre Pinto (pai), ao intervir sobre esta modalidade incrementada pela anterior direcção, assumiu que "eu voto a favor do fim do remo de mar", atendendo ao passado glorioso do Sporting Club Caminhense no remo olímpico.

Abandono

Esta reunião ficaria marcada pelo abandono da sala de membros dos anteriores corpos dirigentes do Caminhense, após terem colocado algumas questões, e numa fase em que a sua gestão estava a ser mais contestada, em que se falou inclusivamente de "boicote" à actual direcção.

Uma das situações mais complicadas e inibidoras da actividade desportiva (remo olímpico) para a presente época, prende-se com a prancha existente junto ao posto náutico, através da qual, atletas e treinadores têm acesso à água. José Manuel Gomes revelou que não correria o risco de haver algum acidente na prancha, caso realizasse provas em Caminha, rezão da necessidade de encontrar uma solução/alternativa urgente, mas que não passaria seguramente através de verbas do clube.

O anterior estrutura foi removida, e levada por um sucateiro, tendo actuado "de acordo com as normas recicláveis", acentuou Rui Canas, vice-presidente da anterior direcção. Foi substituída por outra, de acordo com um protocolo celebrado com uma empresa a que chamam vulgarmente de "peregrino", mas que não se adequa às exigências dos barcos de remo olímpico.

A sua altura e o facto de bambolear, bem como a exiguidade da largura da escada de acesso, tornam-se num problema que a actual direcção herdou, o que preocupa todos os que apostam no remo olímpico, nomeadamente pelos custos que poderá implicar a sua substituição, conforme salientou Jofre Pinto. Esta prancha poderá estar adequada para outras actividades náuticas, mas não para o remo olímpico.

Esta assembleia permitiu aprovar o plano de actividades e orçamento (87.000€) para 2025, com 15 votos a favor, 4 abstenções e 4 contra (de membros da anterior direcção). Foram elencadas as participações desportivas previstas em remo e natação para esta ápoca, e os actos de gestão programados: compra de uma viatura ligeira para transporte dos atletas de remo, dois motores fora de borda para as lanchas e diverso material desportivo; readaptação da sede e sala de troféus; adaptação do posto náutico (ginásio e balneários); actualização da carteira de seguros; actualiazação de documentação administrativa junto da Capitania.

Ao serem discutidos estes documentos, Rui Canas considerou demasiado baixo o valor previsto para seguros (1.000€), bem como o das rendas (17.500€), o que gerou discussão forte.

Jofre Pinto recordou que a anterior direcção nunca chegara a apresentar por escrito as actualizações das rendas solicitadas por um sócio em assembleia anterior, e acusou-a ter entregado uma sala do posto náutico a um dos inquilinos, interrogando-se ainda sobre "ocupações abusivas", e contestando que viessem agora falar de rendas de 900€.

Abordou ainda a dificuldade em ser o clube, por si só, a assumir as obras imprescindíveis na sede, esperando que sejam "outros" a contribuir.

O funcionamento da secção de ténis suscitou outro dos momentos mais tensos da noite, após Ana Amorim ter dito quer ela não existia actualmente, e haver um acordo a rever no dia 15.

Mereceu a contestação de José Manuel Gomes, dizendo este que, afinal, o fim do ténis tinha-se registado a 13 de Fevereiro, completando Jofre Pinto que perante esta situação, seria impossível assegurar um protocolo, apontando para a possibilidade de tratar-se de uma fraude se tal sucedesse, revelando ainda que os dinheiros do ténis nunca tinham constado de anteriores relatórios de actividades.

No entender de Goreti Verde, tesoureira cessante, o SCC iria perder dinheiro sem os protocolos estabelecidos com a Câmara Municipal, nomeadamente com o fim da secção de ténis. Recorde-se que a Câmara pretende incluir no seu mapa de pessoal para 2025, cinco funcionários para a área do desporto, sendo na sua maioria monitores das piscinas, o que levou Fernando Rodrigues, membro da actual direcção a admitir que o Município pretende diminuir os protocolos e as despesas inerentes, integrando os monitores das piscinas nos seus quadros.

Rui Canas decidiu perguntar se todos os actuais treinadores possuíam os respectivos títulos, surgindo a resposta por intermédio do associado Jofre Pinto, assegurando que sim, ao contrário do que sucedia no tempo da anterior direcção.


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