Ao pedir que o presidente da Câmara de Caminha respondesse por escrito no "prazo legal" a um requerimento apresentado verbalmente no decorrer da Assembleia Municipal (AM) de Junho, o deputado da OCP Jorge Nande foi obrigado a fazê-lo por escrito, perante a exigência de Manuel Luís Martins, presidente deste órgão autárquico, baseando-se no seu regimento. Esse requerimento envolvia dois assuntos: a informação que o advogado da Câmara e uma técnica municipal iriam dar ao presidente da Câmara, a fim deste autarca elucidar os representantes políticos da AM, relativamente a esse pedido.
Jorge Nande admitiu que o faria "com todo o gosto", mas exigiu que lhe fossem fornecidos "os meios para escrever", alegando que lhe deveriam ser "disponibilizadas folhas brancas".
Após lhe ser perguntado quantas folhas é que necessitava, e obtida a reposta que apenas necessitaria de uma, o presidente da AM respondeu-lhe que "não seria por isso que o senhor não iria escrever", tendo-lhe sido entregue o papel em branco.
Ao mesmo tempo que recebia a folha, Manuel Luís Martins aconselhou-o a escrever "de forma legível", respondendo-lhe o eleito pela oposição de direita que o que tinha dito verbalmente se encontrava gravado e que iria "escrever com a letra que tenho, porque assim me pariram, peço desculpa", levando o presidente da Assembleia Municipal a retorquir-lhe: "isso, agradeça à sua mãe", perante o riso de muitos deputados.