A autarquia vilarmourense abriu um trilho pedonal pelas margens do Rio Coura, tendo optado por fazê-lo pela margem direita desde o posto de Marinhas até à ponte medieval, e daí para cima o percurso segue pela margem esquerda, permitindo aos caminhantes apreciar as quatro azenhas, explicou Carlos Alves, presidente da Junta, aos delegados da Assembleia de Freguesia (AF) reunida no final de Junho.
Tendo aproveitado a realização da cerimónia do hastear na Bandeira Azul nessa manhã (29/Jun) na praia da Levada, Carlos Alves informou o presidente da Câmara desse projecto, o que entusiasmou o autarca socialista, aproveitando para garantir a assunção das despesas com a instalação de sinalética.
A aposta neste percurso ao longo do Rio Coura mereceu igualmente um elogio da parte de Amélia Guerreiro, presidente da AF, assegurando que "todos devemos ir vê-la".
O autarca vilarmourense eleito pela CDU enalteceu a "qualidade" do trilho, pretendendo organizar um evento em conjunto como o CIRV e que sirva para a sua divulgação.
Nesta sessão, a Junta deu conta que já tinham concluído os trabalhos de pintura e recuperação das paredes exteriores da Casa dos Barrocas, edifício onde esperam que a Câmara venha a instalar o prometido Museu do Festival.
A oposição socialista interveio nesta reunião para assinalar quatro pontos que pretende ver solucionados.
Julieta Pires abordou os problemas existentes no saneamento da Aveleira, onde existem o novo e o antigo, precisou, pretendendo saber como ficará. Pediu sinalização horizontal nas estradas que atravessam a freguesia e lamentou que haja condutores a estacionar indevidamente. Pediu que procedessem à remoção das árvores tombadas sobre o Rio Coura, a jusante da ponte, e à limpeza do caminho da Laura, "invadido por canas da Índia" procedentes de terrenos particulares.
Estas três situações são da responsabilidade da autarquia vilarmourense, admitiu Carlos Alves, mas em matéria de rede de saneamento, AdAM e Câmara devem resolver as debilidades, junto das quais "temos vindo a fazer pressão", anotou, embora a solução venha a ser protelada, lamentou. A propósito, um morador terá apresentado uma queixa na câmara municipal, e ameaçado com tribunal caso não fosse resolvida a contaminação.
Referiu que têm falado com a Câmara Municipal para colocação de sinalização horizontal na estrada de Marinhas, porque relativamente à do Funchal é impossível fazê-lo, assim como têm exigido repavimentações na Cavada e outras vias, mas admitiu as dificuldades financeiras que o Município continua a atravessar, dando como exemplo o atraso na recuperação das infraestruturas danificadas pela intempérie de 1 de Janeiro de 2023.
Já contactaram a Capitania para remover o arvoredo tombado sobre o Coura, aguardando apenas pelo apoio que a Câmara possa conceder, concluiu.