A escritora Raquel Ramos, residente em Vila Praia de Âncora, veio apresentar o seu último livro editado pela Afrontamento à Biblioteca Municipal de Caminha, "O Ninho da Cotovia", uma ficção tendo como base a tragédia dos fogos florestais em Pedrógão Grande de 2017.
Após a introdução à autora feita por Paulo Torres Bento, co-proprietário da editora, Pinto Amaral resumiu este livro "muito forte", fácil de ler, contudo, e dividido em três partes, no qual a escritora "conseguiu dar-lhe a velocidade do fogo", sem olvidar a "relação dos seres humanos com o terreno", prosseguiu, e que conclui "com um final muito bonito".
Explicou a razão do título escolhido e interrogou-se se "o incêndio é o grande protagonista deste livro?", cuja acção se passa numa "ruralidade não evasiva", concluiu.
"As personagens já estavam na cabeça há muito tempo", admitiu Raquel Ramos, apenas pretendendo depois "escrever uma história", em que uma jornalista pretendeu ir passar um fim-de-semana com a mãe.
Mais do que falar do incêndio, a autora pretendeu abordar o problema da "desertificação" e a "burocracia" que por uns escassos metros impediu um ataque rápido às chamas que consubstanciaram a tragédia com dezenas de mortos.