Tanto quanto se julga saber, analisando a História da Humanidade e, dentro desta, alguns dos seus pilares como os: económico, social, político, religioso, militar, institucional, axiológico, entre outros, é possível chegar-se à conclusão que, ao longo dos vários séculos e milénios, sempre houve crises: umas, mais globais; outras, mais regionais, com mais ou menos acentuada gravidade, conforme afetam, em maior ou menor profundidade, a vida das pessoas, nas diferentes dimensões da existência humana.
Podemos analisar a palavra Crise no seu conceito habitual, como sendo uma situação difícil, seja para uma pessoa, família, instituição ou país que, normalmente, tem repercussões negativas na qualidade de vida das pessoas. Também entendida como rutura de um sistema, político, económico, financeiro, religioso. Uma nova situação que vai conduzindo a outras dificuldades e/ou agravamento das já existentes. Um período de evolução perigosa, enfim, uma situação que, não é desejável por quem detém um determinado "status" de conforto, prestígio, segurança, aliás, ninguém deseja viver com perturbação.
A palavra CRISE, também poderá ser entendida como a sigla de um conjunto de situações, valores e sentimentos que, atualmente, primeiro quarto do século XXI, no mundo em geral, mas com particular acutilância em Portugal, se fazem sentir, nomeadamente quanto aos valores das: Consideração, Respeito, Integridade, Solidariedade e Estima, aqui direcionados para a população, tanto mais sofrida, quanto mais idosa, fragilizada e atemorizada, no fim dos seus últimos dias da vida físico-biológica, neste mundo terreno, instável e atormentado.
A sociedade, em todas as suas vertentes, vem sendo "governada", "conduzida", "dominada" e, em muitas das suas dimensões, profundamente "transformada", concretamente, na sua axiologia, verificando-se que as diferentes gerações, dos diversos poderes instituídos, têm visões que vão da coincidência à divergência, quanto ao que consideram ser melhor, ou pior, para a humanidade, bem como os objetivos a atingir para confirmar as respetivas teses, que, obviamente, também são diversas, assim como as estratégias e métodos.
Com efeito, atravessam-se tempos muito difíceis, complexos, de tal forma que, em boa verdade, parece que ninguém se entende, fica-se com a sensação de que vale tudo, a qualquer preço, mesmo que este signifique a destruição, miséria, fome e morte dos mais fracos, desprotegidos e, facilmente, atacáveis.
Eles, os agora mais fracos, já deram tudo, ou quase tudo, o que ao longo de décadas lhes foi exigido, quantas vezes, coerciva e unilateralmente imposto, pouco mais lhes restando do que míseros rendimentos, para os quais contribuíram, na esperança de que um dia usufruiriam dos sacrifícios que então tiveram de passar.