Os novos estatutos da Confraria do Senhor Bom Jesus dos Mareantes foram aprovados pelo Bispo da Diocese há um ano e a partir daí a Direcção pretende obter uma sede que dê "dignidade" à irmandade centenária, cuja base social foi a classe piscatória da vila.
Após um primeiro contacto com a Direcção da Casa de Repouso, os responsáveis pela confraria aguardam pelo agendamento de um novo encontro a fim de verificarem as possibilidades de obterem um espaço no edifício do Lar, cuja génese da sua criação há mais de 100 anos foi a própria Confraria.
O assunto foi objecto de análise no decorrer de uma assembleia da Confraria, em que no seguimento das obras de ampliação da Casa de Repouso em curso, os responsáveis veem com bons olhos e como um acto de justiça que nas novas instalações seja reservada uma sala onde possam ser guardados com "dignidade" os documentos e pertences da Confraria, como referiu Jorge Fão, presidente da Assembleia Geral, os quais se encontram actualmente "a monte" por falta de um local apropriado.
Dessa reunião, e caso seja viabilizada a pretensão da Confraria, como esperam, há necessidade de avaliar os trabalhos que forem considerados imprescindíveis para adaptar esse espaço a sede.
Esta reunião realizada no salão paroquial, debateu a dificuldade em dar cumprimento a uma das determinações da Confraria, no acompanhamento dos irmãos falecidos, devido à falta de disponibilidade de pessoas para esse acto.
A falta de comparência dos irmãos no acompanhamento dos funerais e nas próprias assembleia gerais, levou um dos elementos dos corpos sociais a lamentar a "falta de bairrismo" a que se assiste presentemente em Caminha.
Quanto a contas para 2024, os irmãos aprovaram uma previsão de receitas no montante de 2.575€ e 1.682 de despesas, estimando um saldo de 893€.