A Junta de Freguesia insiste no projecto de adaptação da Casa do Barrocas a um Museu do Festival.
Os anteriores organizadores do Festival de Vilar de Mouros chegaram a preparar uma memória descritiva do que pretendiam levar por diante na Casa do Barrocas - situada no centro da freguesia -, mas o projecto não teve seguimento.
Para 2024, a Junta de Freguesia pretende retomar este processo e, em conjunto com a Câmara Municipal, avaliar a possibilidade de avançar com uma candidatura no âmbito do novo quadro comunitário que permita concretizar este desiderato.
Entretanto, a autarquia vilarmourense tem previsto para 2024 proceder à substituição das portas e janelas da Casa do Barrocas, bem como pintá-la exteriormente, tendo incluído uma rubrica de 35.000€ para esse efeito no Orçamento do próximo ano (165.000€) .
No seu plano e orçamento aprovados esta semana pela Assembleia de Freguesia, a Junta de Freguesia pretende ainda repor o pavimento em alguns dos troços do Caminho e Travessa de Chães, criar trilhos pedestres junto à margem do rio Coura (para montante, até France, e também para jusante) e proceder à manutenção do caminho pedonal entre a ponte medieval e as Azenhas, e negociar com os donos dos terrenos da Barrosa, para que seja possível criar um passeio desde o Centro Escolar até ao CIRV.
A par destes projectos previstos para o próximo ano, a Junta de Freguesia conta com a colaboração dos moradores para o alargamento de um troço do caminho das Barrocas, prolongamento do caminho de Campos, repavimentação de um troço do caminho do Ranhada, e iniciar a recuperação de parte do caminho do Cubal, segundo revelou o tesoureiro João Arieira.
Junto da Câmara Municipal, a autarquia presidida por Carlos Alves, solicitará que seja repavimentado um troço da Estrada da Ponte - entre o Largo do Casal e a EN301 -, assim como a estrada da Cavada (onde pretendem que sejam colocadas lombas), além do seuintersse para que seja feita a marcação da estrada de Marinhas.
Esta reunião permitiu aos delegados colocarem algumas questões ao Executivo da CDU, como foi o caso de Julieta Pires (PS), interpelando-os sobre as obras no Centro de Convívio e as ligações da rede de gás natural.
Segundo respondeu o líder do Executivo local, os trabalhos no Centro de Convívio já tinham sido adjudicados e só não tinham começado devido à chuva, mas já se iniciaram esta semana, adiantou. Sobre a ligação do gás, disse que tudo depende do número de pessoas interessadas em proceder à instalação da tubagem em cada rua.
Sendo o Festival de Vilar e Mouros um dos temas centrais nestas assembleias, o delegado da OCP Pinheiro Torres perguntou à Junta se a dívida da empresa organizadora já tinha sido resolvida, obtendo como resposta que ainda não tinham pagado o acordado para 2023 e 2024, o que tinha levado a autarquia a dirigir-se a eles com alguma veemência, no intuito de ser ressarcida desses valores (37.500€). Da parte da Câmara, o protocolo já tinha sido cumprido (20.000€), acrescentou Carlos Alves.
Este autarca aproveitou a sessão para agradecer às pessoas que exercem o voluntariado no apoio concedido aos idosos e à juventude, assim como na colocação da iluminação natalícia, em conjunto com a Junta.