A Águas do Norte usando a presunção de empresa publica, invoca "Utilidade Pública" , esquece a "utilidade local/regional" e impõe uma conduta de Abastecimento de Água em Alta, que apenas servirá a freguesia vizinha de Freixieiro de Soutelo.
Como curiosidade, ouvidas diversas entidades da referida localidade, estes, também não querem a conduta da Águas do Norte.
A instalação desta conduta prejudica gravemente a freguesia de Âncora, representa cumulativamente um constrangimento que ficará presente no subsolo, uma vez que lhe fica reservado o direito de passagem, ocupação de espaço e posse administrativa sobre os locais de implantação e periferias legais.
Não foi negociada, nem parece estar prevista qualquer contrapartida ou melhoramento, que ajude a minimizar os efeitos subjacentes à passagem desta infraestrutura de caracter intermunicipal, nefasta para a freguesia, constrangedora aos interesses do futuro dos Ancorenses.
É uma infraestrutura de âmbito técnico, que está sujeita, entre outras, a reações químicas dos próprios materiais, a fenómenos derivados das ocorrências sísmicas do subsolo, ao envelhecimento dos materiais, etc. Que obviamente irão dar origem a sucessivas intervenções de manutenção e reparação, ocasionando danos imprevisíveis nos arruamentos decorrentes da abertura, fecho e pavimentação de valas.
Já no dia 18 de setembro de 2018, a Junta de Freguesia de Âncora, teve de se deslocar ao local e pedir o fecho da vala que estava a ser aberta, em estado avançado, contando então com 11 metros lineares e dois de profundidade.
No desenvolvimento da questão, foi promovido o diálogo entre as partes com exceção de qualquer outra medida, legal ou administrativa, porque sempre foi admitido que a Águas do Norte seria capaz de solidariamente respeitar as decisões tomadas em conjunto, até por se tratar de respeitar os interesses da própria população ancorense.
Foram encetadas diversas reuniões com os representantes desta empresa pública, nomeadamente com a delegação sediada na Av. Osnabruck, em Vila Real e na praça 26 de Maio, em Guimarães, que culminaram com uma certeza;
"O projecto vai ser reformulado e será oportunamente presente à Junta para análise e pronuncia".
Quando era expectável, que fosse dada prioridade ao diálogo com os Ancorenses, tal parece não ter acontecido, deixando a Águas do Norte transparecer uma atitude de força e um claro desrespeito pelas gentes de Âncora e do concelho de Caminha.