JORNAL DIGITAL REGIONAL CAMINHA 2000 JORNAL DIGITAL REGIONAL CAMINHA 2000

TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor



O PARTIDO DECISIVO

Compreende-se muito bem, aceita-se dentro de determinadas balizas e deseja-se que os partidos, e outras formações políticas, concorrentes aos diversos cargos, apresentem e defendam os seus projetos, mas exige-se que, depois de eleitos, os cumpram, o mais completamente possível, e/ou expliquem, claramente, por que não os executam, em todo o caso, poder-se-á considerar inaceitável quando os cidadãos, integrantes de uma determinada lista, recorrem à calúnia, ao ataque pessoal dos seus adversários e/ou se colocam, exclusivamente, ao serviço da organização, em prejuízo da comunidade que o elegeu.

Terminada uma campanha eleitoral com o ato eletivo, deve-se respeitar, aliás como sempre, o maior partido, constituído por todos os cidadãos, sem qualquer discriminação negativa, sem quaisquer comportamentos retaliativos contra os cidadãos: sejam estes da linha vencedora; sejam os adversários que perderam a eleição.

A partir da publicação oficial dos resultados, e da tomada de posse para os cargos até então em disputa, devem ser guardados todos os símbolos político-partidários e labutar-se pelo bem-estar dos militantes do único partido: O Partido dos Cidadãos, para o qual se deverá trabalhar, ou seja, para todos os Cidadãos, sem exceção, porque este é que é o grande partido.

No limite de todas as estratégias - táticas e técnicas - de um qualquer processo eleitoral, em que estão envolvidas diferentes forças políticas, está o imenso Partido dos Cidadãos, na circunstância, os Portugueses: quando os processos eleitorais são de nível nacional; depois estão as respetivas populações; grandes e pequenos aglomerados; urbanos e rurais; de um concelho, de uma freguesia, de uma aldeia e, por isso mesmo, os adversários devem respeitar-se e lutar, apenas e tão-só, pelo bem-estar das comunidades onde se integram, porque o resto poderá ser considerado como atitudes irresponsáveis, ataques pessoais, jogo "batoteiro", enfim, tudo menos transparência, educação, respeito, tolerância e dignidade, que a todas as pessoas são devidos.

A dimensão dos líderes avalia-se, desde logo: pelo seu caráter, aqui entendido como sendo uma postura de vida que respeita o seu semelhante; reagindo com firmeza às injustiças, à desconsideração, à deslealdade, às pressões suportadas em interesses exclusivamente pessoais, às chantagens, à defesa do bom-nome e honra, reputação e dignidade pessoais; e que, ainda assim, tem capacidade para tentar compreender aqueles comportamentos e, se necessário for, ter a coragem de se afastar dos ambientes de falsidade e cinismo, sem prejudicar com isso os superiores, legítimos e legais interesses do coletivo. O bom líder, não persiste na teimosia, apenas para demonstrar o seu poder egocêntrico.

Sendo os Cidadãos, o partido mais importante, numa sociedade democrática, eles não têm condições físicas de espaço, tempo e recursos, para todos serem governantes e governados (neste caso estaríamos numa democracia direta), por isso mesmo é que se organizam em instituições diversas, para desenvolverem e aplicarem projetos que sirvam o interesse coletivo, resultando, desta circunstância, a necessidade de, entre eles, escolherem aqueles que consideram estar em melhores condições para conseguirem atingir os objetivos, que satisfaçam os justos anseios dos seus concidadãos.

Partindo-se destes princípios básicos, seria incompreensível, e inadmissível, que os escolhidos para os vários grupos que vão disputar o poder, se envolvessem em processos, vulgarmente designados por "baixa política", ou de "jogo rasteiro", ou ainda o recurso à intromissão na vida privada uns dos outros, à difamação, à humilhação e atitudes de vária natureza.

Com estes comportamentos estão, afinal, a descredibilizar o grande Partido dos Cidadãos, o regime político-democrático, no caso em apreço, estão a faltar ao respeito: aos seus conterrâneos e concidadãos; à sua família e amigos; no limite, a si próprios.

Os líderes em quem se pode confiar são aqueles que utilizam métodos, estratégias, processos e recursos transparentes, com: afabilidade, solidariedade em relação aos mais vulneráveis; amizade no sentido da consideração e estima; lealdade, sem subterfúgios; humildade e tolerância, sabendo escutar, com generosidade, as dificuldades que os seus semelhantes lhes vão apresentando, trocando impressões e ideias, se necessário, com outros líderes, a fim de encontrar e aplicar as melhores soluções.

Antes, durante e depois de qualquer disputa eleitoral, para um determinado cargo político, deve-se: por um lado, colocar o símbolo do "interesse coletivo", do "bem-comum", porque não haverá muitas outras formas de se credibilizar mais, certas atividades e os seus agentes diretos; por outro lado, cumpre a todos os atores, neste "palco da vida", agirem com ética e deontologia profissionais, sim, igualmente com: rigor, princípios, deveres, valores, sentimentos e emoções; sempre numa perspetiva positiva, em que as diversas dimensões, verdadeiramente humanistas, sejam os pilares de uma vida digna para todos os componentes deste grande partido: os Cidadãos, que estão primeiro que os números, as estatísticas e outros interesses.

Diamantino Bártolo


Edições C@2000

Cemitérios de Caminha - Fragmentos de memória
Autor: Lurdes Carreira
Edição: C@2000


Há estórias de casas e casas com história
Externato de Santa Rita de Caminha
Autor: Rita Bouça
Edição: C@2000


República em Tumulto
Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000

História Nossa
Crónicas de Tempos Passados
por Terras de Caminha e Âncora
Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000

Do Coura se fez luz
Hidroeletricidade, iluminação pública
e política no Alto Minho (1906-1960)"
Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000/Afrontamento
Apoiado pela Fundação EDP

Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos
do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora

Autor: Joaquim Vasconcelos
Edição: C@2000


Memórias da Serra d'Arga
Autor: Domingos Cerejeira
Edição: C@2000

Outras Edições Regionais