A Assembleia Municipal de Caminha já aprovou a sinalética para a freguesia de Vile e os fregueses aguardam que se dê cumprimento a essa deliberação.
João Codeço, delegado da OCP na Assembleia de Freguesia (AF), perguntou à Junta de Freguesia se sabia quando é que a Câmara Municipal irá proceder à sua instalação. "Temos de aguardar. Andam a pôr na vila", precisou Marina Coelho, presidente da autarquia.
Este foi um dos assuntos debatidos e analisados na reunião desse órgão autárquico, em que a presidente da Assembleia de Freguesia, Maria Conceição Painhas, deu os parabéns ao Executivo local e à Fábrica da Igreja pela organização do cortejo e homenagem ao padre Rodrigo Fontinha no mês de Agosto.
"Quando a população se junta, consegue-se fazer qualquer coisa", insistiu a presidente da AF, palavras subscritas por João Codeço.
No mês passado, foi publicado um pequeno opúsculo sobre o pedagogo e político vilense Rodrigo Fontinha, da autoria da arquitecta Lurdes Carreira. A presidente da Junta agradeceu a colaboração de todos na homenagem e na Festa realizada a favor do restauro do telhado da Igreja Paroquial, um assunto analisado pelos delegados, atendendo a que ainda não existe um valor exacto sobre os seus custos. Marina Coelho adiantou que a Câmara Municipal ficara de mandar um perito a fim de determinar o preço da obra. Com a venda da lenha e cabazes leiloados na festa, foi possível arrecadar mais de 7.000€, adiantando ainda que o Município vai contribuir para a obra através do pagamento das facturas.
A participação de Vile no cortejo etnográfico de Vila Praia de Âncora mereceu de igual modo um elogio e um agradecimento da presidente da Junta, a par de ter sido considerada "umas das freguesias mais bonitas" a desfilar nas artérias ancorenses, completou.
Vile continua a apostar nos prémios escolares através de 24 vales, embora seja uma "ajuda pequena", reconhece a autarquia, e criou um protocolo de incentivo à natalidade, tendo os pais de uma miúda recebido a primeira compensação. Os três delegados da oposição socialista concordaram com estes prémios, que constituem "um orgulho para nós", acentuou a líder do Executivo local.
O café do Centro Cultural de Vile vai a concurso em Outubro, foi anunciado nesta reunião, estando marcada a abertura das propostas para o dia 10. Os eleitos do PS, perguntaram se não seria preferível ser a Junta a explorar o estabelecimento, mas o Executivo vincou que tal era impossível pelos custos que acarretaria (no mínimo, a contratação de dois funcionários). Neste espaço, a Junta tem quase pronto o arranjo do chão.
A Junta de Freguesia deu conta aos sete delegados que o saldo à data desta reunião, era de 16.000€.
Ainda em Outubro, está previsto iniciar o calcetamento da R. de S. Pedro de Varais, em cuja artéria, logo no início, deverá igualmente começar o manilhamento de um rego.
A par destas obras, os delegados abordaram outros assuntos, como foi o caso de cheiros nauseabundos notados "há três meses" no entroncamento da Av. de S. Sebastião com a R. de Saramaga, conforme alertou a socialista Elsa Barbosa, ou de um buraco deixado pela ADAM após instalação da rede de saneamento, a qual foi criticada por não contactarem com antecedência a Junta, quando iniciam os trabalhos.
Herdeiros de águas com pouca presença
Uma reunião com apenas cinco herdeiros das águas de regadio, não permitiu apontar para linhas de actuação, lamentou Marina Coelho. As três presas da freguesia devem ser limpas, mas não compete à Junta fazê-lo, avisou a presidente do Executivo, a qual chamou a atenção para a importância histórica da de Cavadas.
Uma forma de terminar com o impasse e alheamento dos herdeiros das águas, seria tomar posse administrativa das presas, mas "não quero ir por aí", admitiu a autarca.