A candidatura apresentada pela Câmara de Caminha para a reconstrução da Rua do Regueiro, esventrada pela enxurrada do primeiro dia do ano, foi aprovada pelo Governo, devendo o respectivos contratos ser assinados em breve, o que levou o Município de Caminha a acelerar o processo no sentido de arrancar com as obras, anunciou Adolfo Marrocos, presidente da Junta de Freguesia, em resposta a um pedido de esclarecimento da delegada da OCP, Joana Dantas, a abrir a Assembleia de Freguesia (AF) realizada na passada Quarta-feira.
Atendendo a que a intervenção se centra em linhas de água, foi necessário obter um parecer da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), favorável, no caso em apreço, embora com algumas condicionantes.
Câmara candidatou obras para as ruas do Regueiro e Fonte Rajada
Refira-se que a candidatura apresentada pela Câmara Municipal para a Rua do Regueiro e Fonte Rajada (também afectada pelas enxurradas) foi de 365.000€, tendo sido considerado elegível 357.000€, mas o Governo apenas comparticipa em 60% (214.000€), competindo ao Município arcar com os restantes 40%.
Câmara já adiantou verbas para alguns reparos
Contacado Rui Lages, presidente da Câmara Municipal, revelou-nos que até ao momento já investiu 405 mil euros em cinco freguesias (Cristelo, Moledo, Vile, Vila Praia de Âncora, Azevedo e Seixas), esperando agora pelas contrapartidas que o Governo deverá assumir.
Junta afectada pela conjuntura
Outras obras previstas para os próximos meses pela Junta, prendem-se com as das ruas de Guarda-Vila e Srª da Graça, apesar do atraso que se regista na sua consecução, devido às dificuldades das empresas em dar orçamentos que podem ser afectados pelo aumento de preços dos materiais, nomeadamente por estar previsto fazer os pavimentos em calçada ou cubo.
A falta de mão obra é outro dos problemas dos empreiteiros que se atrasam na apresentação de propostas ou não dão seguimento às adjudicações feitas, como sucedeu com estas duas ruas, já entregues em Março de 2022.
No caso da Rua da Srª da Graça, a opção pelo betuminoso ganha consistência, acreditando a Junta que em termos de preços actuais, a empreitada poderia importar em 17.500€, ao passo que em calçada se elevariam a 26.500€ e, em cubo, aos 32.000€.
Esta opção pelo betuminoso não é consensual, como fez notar Andreia Alves, presidente da AF, entendendo que se esperaram até agora, deveriam aguardar mais um pouco, na tentativa de colocar cubo, não só porque funciona melhor no escoamento das águas da chuva, mas também permite a manutenção da "identidade" da freguesia.
Após alguma discussão sobre o aproveitamento do cubo em posse da autarquia, de modo a aplicá-lo na Rua da Senhora da Graça, Andreia Alves denunciou que a AdAM não consegue tapar os buracos que abre referentes às obras do saneamento.
Internet em toda a freguesia
Face à incapacidade dos empreiteiros em dar seguimento a obras, a Junta optou por avançar com a instalação da Internet em toda a freguesia, anunciou Adolfo Marrocos, o que facilitará a vida a quem se encontre em casa em tele-trabalho.
Muro no Serradouro
Nas suas informações, o presidente da Junta incluiu um trabalho de construção por administração directa (5.800€) de um muro de betão, de carga, no Serradouro, com 15 metros de comprimento por 3 de altura, reposição do pavimento e endireitamento de um poste de comunicações que ameaçava ruir.
Largo do Couto nos planos da Junta
Uma aposta da Junta de Freguesia, é a reparação do Largo do Couto (600 m2), constando da colocação de novo pavimento em betuminoso, levantamento das cotas das tampas e criação de um passeio junto à estrutura de madeira. De momento, apenas uma firma tinha avançado com uma proposta de orçamento (18 mil euros), informou a Junta de Freguesia.
Estacionamento no Esqueiro
A Junta de Freguesia obteve autorização da Infraestruturas de Portugal para reservar um espaço no Esqueiro, onde se situam contentores junto à EN13, destinado a criar um pequeno parque de estacionamento em espinha, com capacidade para oito viaturas. Assim, os ecopontos serão deslocados para junto do muro de uma casa situada a nascente.
Junta dinamizou Festas da Senhora da Saúde
A inexistência de mordomos para a realização da Festa da Senhora da Saúde de 2023, obrigou a Junta a "promover" este evento, incentivando a paróquia a chamar a si a responsabilidade da parte religiosa, o Lanhelas Futebol Clube a explorar o bar e a autarquia lanhelense a tratar da animação (Festada Portuguesa e Banda Musical Lanhelense), iluminação, promoção e som.
Assim, conseguiram impedir que a festa morresse e catapultar a organização de 2024, estando já constituída uma comissão de festas para o efeito.
Nesta reunião, Joana Dantas falou das águas pluviais que interferem na circulação das pessoas numa artéria de Lanhelas ("canos a verter para a via pública", denunciou), de buracos e falta de luz na Trav. da Ramalhosa. "Todas as casas estão assim" nessa rua, admitiu o presidente da Junta, referindo que as obras poderão estar na origem da falta de escoamento e de "pendente". Quanto à travessa, referiu que iriam pedir â Câmara que colocasse luz pública e, quanto aos buracos, "suspeito", frisou, que se deve à existência de uma linha de água subterrânea.
Esta delegada pediu informações sobre uns papéis a dizer "desvio" numa artéria lanhelense, na Ramalhosa, explicando a Junta que tinha sido concedida autorização ao proprietário para realização de umas obras que aí decorrem.
Árvores invadem terrenos vizinhos
"Árvores invasoras", foi assim que o lanhelense Severino Góios denunciou a manutenção de umas árvores perto do recinto da Senhora da Saúde que intercedem com terrenos vizinhos. A Junta assinalou que apenas a Câmara poderá "actuar", mas este morador insistiu que a situação se mantém "há anos".