Na edição em que publicamos a reportagem sobre o Festival de Vilar de Mouros, uma das entrevistadas foi Eda Gonçalves Alves, portadora de uma doença grave e rara (fibrose quística), motivo do lançamento de uma campanha de recolha de assinaturas a enviar à Assembleia da República para que o Estado apoie a Terapia Fágica, quando os antibióticos deixam de ser eficazes, após as bactérias se tornarem resistentes.
"Portugal é dos países Europeus com uma das maiores taxas de prevalência de infeções resistentes aos antibióticos. A resistência aos antibióticos é um problema grave de saúde pública com custos elevados para o sistema de saúde nacional. Por este motivo Portugal poderá beneficiar de terapias alternativas e complementares ao uso de antibióticos, nomeadamente a terapia fágica. Esta abordagem terapêutica utiliza bacteriófagos (vírus que infetam especificamente bactérias). Os bacteriófagos são muito específicos e por isso só infetam e matam a bactéria hospedeira. Deste modo são capazes de controlar uma infeção bacteriana sem provocar danos no microbioma comensal. Para além disso não têm toxicidade associada o que os torna muito seguros e bem tolerados. Na Terapia Fágica, os bacteriófagos são produzidos em condições muito controladas e incorporados em cocktails terapêuticos especificamente desenvolvidos para o tratamento de uma infeção em particular, e por isso configuram uma abordagem terapêutica personalizada.
Dado o seu perfil de segurança, esta terapêutica pode ser utilizada em crianças e adultos.
A dose, número de administrações diárias e a duração do tratamento são individualizados, tendo em conta as particularidades de cada caso."
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