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Reuniões camarárias

Normas do POC a verter no PDM de Caminha
em discussão pública

A Câmara de Caminha aprovou por maioria a abertura de uma discussão pública das novas normas do Plano de Ordenamento Costeiro que deverão ser transportas para o Plano Director Municipal, por serem mais abrangentes e exigentes, depois de já terem sido vertidas outras disposições que não exigiam esse procedimento, explicou uma técnica superior camarária no decorrer da reunião camarária do passado dia 2 de Agosto.

A arquitecta Lurdes Carreira deu resposta a um pedido de esclarecimentos da vereadora da oposição Liliana Silva, após o presidente do Executivo Rui Lages ter referido que tinham negociado as normas com diversas entidades, tendo sido conseguido um "casamento" de posições entre todos.

Liliana Silva insistiu que já em 2021 tinham solicitado informações, sem que obtivessem resposta, e estranhava que aquilo que considerava ser a mesma aprovação viesse agora a reunião de câmara.

79.000 participantes na Feira Medieval

Os cortes de trânsito respeitantes a alterações por força da realização da Feira Medieval no final de Julho ("a edição com mais êxito", assinalou Rui Lages, ao apontar para números na ordem dos 79.000 participantes), apenas vieram a esta reunião a fim de serem avalizados à posteriori. Tal procedimento mereceu um reparo da vereadora Liliana Silva - a exemplo do sucedido noutras ocasiões -, declarando que iria votar contra a proposta, atendendo a que não se justificava o atraso, uma vez que o evento era da responsabilidade da Câmara Municipal. Esta edil lamentou que as pessoas tivessem sido apenas avisadas dos cortes "na hora", tal como já sucedera no ano passado.

Corte de trânsito sem aviso prévio aos comerciantes

Liliana Silva aproveitou para referir que as empresas deveriam ser avisadas com anterioridade, situação abordada por um comerciante da Av. S. João de Deus, proprietário de um mini-mercado, após lamentar que não tivessem convocado os comerciantes desta artéria, quando decidiram cortar o trânsito sem lhes darem conhecimento.

Carlos Costa - aproveitando o período reservado ao público nas primeiras reuniões camarárias de cada mês -, manifestou a sua contrariedade pelo sucedido, acentuando que "fomos extremamente prejudicados", acrescentando que tanto a sua casa como os clientes "fomos maltratados".

Frisou que o método utlizado neste processo foi o que mais o entristeceu, além das perdas económica daí resultantes ("quebras de facturação grandes", vincou), lamentando que a Rua da Corredoura "acabe na ElectroCoura". Fez questão de vincar que nada o move contra este evento, embora fosse de opinião de que deveria realizar-se mais cedo, isto é, numa época em que os turistas não são tão abundantes.

Rui Lages prometeu que iria falar com os serviços a fim de verificar o que de errado tinha sido feito, embora estes lhes tivessem assegurado que estava tudo resolvido.

Queixas da falta de limpeza na R. Lourenço da Rocha

Este período foi ainda aproveitado por uma moradora da Rua do Rego, em Vila Praia de Âncora, para se insurgir contra as queixas constantes de um vizinho que se tem apresentado nas reuniões camarárias, protestando pela existência de uma árvore que o incomoda. Lamentou que os jardineiros camarários se apresentem rapidamente no seu domicílio a fim de podarem a árvore.

Estando a ser aproveitadas as reuniões públicas camarárias de cada mês por parte munícipes, a fim de exporem as suas reclamações, também uma moradora no nó de Erva Verde, parte nascente, em Vila Praia de Âncora, veio denunciar a falta de limpeza da via pública. Desabafando, Ana Maria Cunha, reconheceu que "sou socialista", mas não se identificando com os actuais políticos deste partido.

"Ninguém ficará para trás"

Esta sessão permitiu ainda à oposição solicitar esclarecimentos sobre o descongelamento de carreiras dos funcionários camarários e quais os critérios seguidos. Segundo adiantou Rui Lages, o processo de recuperação das subidas na função pública (camarária, no caso), o designado SIADAP, atrasou-se, mas tinham acabado "de fechar os processos pendentes", podendo esses trabalhadores progredir na carreira e receber as verbas correspondentes a esses anos, assegurando o presidente do Executivo que "ninguém ficará para trás".

A Misericórdia de Caminha solicitara lugares de estacionamento junto ao Jardim de Infância, mas ainda não foram atribuídos. O edil Nuno Brás voltou a interessar-se por este pedido e Rui Lages garantiu que ele será atendido.

Reunião de 16 de Agosto

Piscinas municipais reabrirão em Setembro

Duas semanas depois, a vereação caminhense voltou a reunir-se, na sua segunda sessão do mês de Agosto. Rui Lages tinha sugerido a 2 de Agosto que neste período de férias, fosse dispensada a convocatória deste plenário - a exemplo do que vinha sucedendo há dezenas de anos, excepto se houvesse necessidade de aprovar qualquer medida urgente -, mas a vereadora Liliana Silva discordou, por temer que se registassem aprovações de alterações ao trânsito por motivo da realização de festas e eventos, à posteriori, como sucede por vezes, o que obrigou o presidente a convocar uma sessão para 16 de Agosto.

Nesta sessão, em resposta a pedidos de esclarecimento da oposição social-democrata, Rui Lages informou que as piscinas municipais de Vila Praia de Âncora retomarão actividade em Setembro e que a pala de ligação entre as escolas básica e secundária desta vila segue o seu processo para que seja construída. Um muro caído junto à casa Ventura Terra, em Seixas, já se encontra a ser recuperado, adiantou, e as deficiências na ecovia de Caminha encontram-se "elencados" e após o Verão terão o seu desenvolvimento.

O facto de não terem procedido de imediato à limpeza da zona onde se realizou o Festival Sonic Blast, em Âncora, ao corte de água e levantamento das barracas e baias de delimitação, levou a vereadora da oposição Idalina Fernandes a tecer algumas críticas, levando Rui Lages a responder que "logo que possível" a limpeza e levantamento dessas estruturas serão feitos, recordando que nesta época há imensas coisas a atender em todas as freguesias. O autarca aproveitou para elogiar este evento, classificando-o de "sucesso", e saudando a colaboração do ICNF, dos trabalhadores camarários e da Junta de Freguesia.

A exaltação da 1ª edição do Sonic Blast foi secundada por Liliana Silva, mas comungou da necessidade de se proceder à limpeza do local com a maior brevidade possível, nomeadamente ao corte de água para que não estivesse a perder-se.


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